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Análise dos Times

Motivo: Vitória descrita como 'empolgante' e drible de Curry exaltado como genialidade criativa; tom claramente favorável

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: Sem crítica direta ao clube, mas vítima do drible descrita 'estatelada no chão'; destaque vai ao brilho do adversário

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Citado com nostalgia nos 'melhores dias' de Ronaldinho Gaúcho; elogio indireto à fase áurea do clube

Viés da Menção (Score: 0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

barcelona ronaldinho gaucho pele golden state warriors stephen curry luka doncic los angeles lakers copa do mundo de 1970 ladislao mazurkiewicz

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião De Pelé a Curry. Quanto vale o drible? Juca Kfouri Colunista do UOL 01/11/2026 23h50 Deixe seu comentário Stephen Curry dá drible humilhante em Luka Doncic, que cai deitado, e faz três pontos Imagem: Ezra Shaw/Getty Images Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× POR ANTONIO CARLOS SALLES* Depois de ver diversas vezes o que Stephen Curry fez com Luka Doncic na madrugada de sexta-feira (30), na empolgante vitória do GSW contra o LA Lakers (112/95), busquei no festival de imagens recentes e antigas de vários esportes que o armário mental guarda com o devido carinho, e antes que "o velho Alemão" se insurja silenciosa e traiçoeiramente, a pergunta que surge é: É possível saber o valor de um drible? Casagrande Carlos Vinicius é um dos atacantes mais letais Juca Kfouri É preciso reapresentar Weverton a Ancelotti Danilo Lavieri Palmeiras pode celebrar a vitória ou lamentar o placar Ronaldo Lemos O mês em que a inocência em cibersegurança acabou Não. Nada de querer "monetizar" aquele átimo de segundos valiosíssimos porque aqui não se trata de mesa de operações financeiras de corretora ou banco de investimentos. O valor que se procura atribuir pertence a uma escala arbitrária, sem regras e sem sentido: aquela da criatividade instantânea e do improviso repentino, que nenhuma IA ou prancheta de treinador foi ainda capaz de desenhar ou sugerir aos craques de diferentes esportes. Futebol, de campo e salão. Basquete, vôlei e até no jogo dos parrudos e brutamontes, como alguns chamam o futebol americano, exibem essa fartura de ações inusitadas e desconcertantes. Bailarinos musculosos e de pés, imagino, nem tão delicados assim. Seria demais dizer que os dribles são também humilhantes? Ou seriam aterrorizantes, porque ficam eternizadas na telinha do celular, à mão onde quer que estejamos para revê-las? Continua após a publicidade Às vezes sim. Embora prefira acreditar que é a solução encontrada para inverter a lógica, premeditada e treinada, desmontando qualquer intenção de confronto que o adversário supunha lançar mão naquele momento. Para barrar uma arrancada ao gol, uma deixadinha junto à rede, um toco no garrafão. Ou ainda, uma caneta despretensiosa e arrivista, quando as pernas sonham em se fechar mas a ordem do cérebro não chega a tempo. Como o "bruxo" Ronaldinho Gaúcho, em seus melhores dias no Barcelona. Olhava numa direção, tocava a bola em outra. Zagueiros sãos viravam estrábicos. Continua após a publicidade Atos de ilusionismo maliciosamente perversos. O maior de todos, pachequismo meu à parte, pertence ao Rei Pelé. Aquele em que, cortando a direção de bola em diagonal, sem nela tocar, para desespero do goleiro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz, em jogo eliminatório na Copa do Mundo de 70, no México. Essa imagem é milhares de vezes mais repetida que muitos gols feitos por Pelé. É o símbolo da antevisão do lance pelo craque, coreografado pela plasticidade que as câmeras de TV puderam captar em sua plenitude. Do passe ao drible, do desvario alucinado do goleiro traido, à pelota que não encontrou as redes, por centímetros. Continua após a publicidade Dois lançes imensos em seus significados: Luka Doncic estatelado no chão. Vagando no tempo e sem a noção do acontecido. Mazurkiewicz perdido no paraíso verde do gramado, torcendo pelo efeito da altitude na velocidade da bola, que atrapalhou o gol antológico de Pelé. Bom, mas e então. Quanto vale o drible? Pergunte à sua memória e à tecnologia. Uma vai te mostrar o fato. Mas a história, em detalhes, é você que vai contar. Continua após a publicidade Antonio Carlos Salles é jornalista. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Jato particular com 9 pessoas cai e explode na Flórida; ninguém sobrevive Antonelli pediu a benção do Senna e, um ano depois, foi campeão da Fórmula 1 Com ataque 'cirúrgico', Grêmio vence Atlético-MG e sai na frente por final Ladrões escalam e invadem apartamentos de Higienópolis, em SP, pela janela Peruca de Gretchen cai e cantora continua show ao natural: 'O poder não tá no cabelo'