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Análise dos Times

Selecao Brasileira

Principal

Motivo: O artigo foca em como o 'estilo Ancelotti' está moldando positivamente a seleção brasileira, destacando suas qualidades e o impacto em jogadores e táticas.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Casemiro Carlo Ancelotti Neymar CBF selecao brasileira Estêvão Vini Jr. Fabinho

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte 'Estilo Ancelotti' provoca revolução silenciosa e muda a seleção brasileira Thiago Arantes Colunista do UOL, em Londres (ING) 13/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Carlo Ancelotti conversa com Estêvão durante treino da seleção brasileira Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF Quando a CBF anunciou a contratação de Carlo Ancelotti, em 12 de maio deste ano, houve quem previsse uma revolução na seleção brasileira, com mudanças drásticas que teriam como objetivo refundar o futebol pentacampeão do mundo. Seis meses depois, a revolução existe, mas é bem diferente. É de forma quase silenciosa, sem conflitos e com pequenas atitudes que o treinador italiano tenta desenhar o caminho do hexa. Quem trabalha no dia a dia com o treinador — ou "mister", como se convencionou chamá-lo, replicando o tratamento europeu — costuma usar a palavra "simplicidade" para definir a personalidade do comandante. Juca Kfouri O tapa de luvas de Adriane Galisteu na família Senna Josias de Souza Paixão de Eduardo pelo irracional é correspondida A Hora A insegurança pública de Hugo Motta Marco Antonio Sabino Por que as igrejas e templos não pagam IPTU? Próximo, mas não invasivo Ancelotti entende a cabeça e as atitudes dos jogadores, mas não faz o estilo "boleirão", de querer se misturar a eles como um igual. Pelo contrário, ele dá o espaço que o grupo necessita para sentir que há liberdade e uma relação de confiança. A chegada do italiano não provocou nenhuma alteração em protocolos, horários ou eventuais restrições no ambiente de seleção. Ancelotti se adaptou ao que já havia e, com pequenas atitudes, foi imprimindo a marca de sua gestão. Nas primeiras convocações, ficaram famosas as imagens do treinador conversando com Estêvão, usando frases simples em inglês. O ponta do Chelsea foi um dos jogadores que mais ganhou espaço com a chegada do "mister": sob seu comando, marcou os três gols que tem com a camisa da seleção. Para conversas mais aprofundadas, o interlocutor costuma ser Casemiro. Os anos de Real Madrid criaram uma relação de proximidade que não se desfez. Um exemplo que mostra a união de ambos: quando o volante contou ao técnico que deixaria o clube espanhol para ir ao Manchester United, Ancelotti se emocionou. A experiência em alguns dos maiores clubes do mundo também deu ao treinador uma capacidade de lidar bem com a imprensa. É raro que uma pergunta o tire do sério; além disso, ele sabe como e quando tomar atitudes para, sem uma única palavra, dizer muito. Continua após a publicidade Aconteceu ontem, na parte do treino aberta à imprensa: uma conversa de cerca de 3 minutos com Vini Jr., em meio ao turbilhão que o camisa 7 vive no Real Madrid e na vida pessoal. Na entrevista coletiva da convocação para os amistosos contra Senegal e Tunísia, Ancelotti havia dito que "não era o pai ou o irmão" de Vini, para interferir em sua vida pessoal. Em Londres, com todos os olhos da imprensa voltados para ele, fez um gesto que mostra confiança e parceria. Evitando conflitos Nem o assunto mais recorrente das entrevistas — Neymar — perturba Ancelotti. O italiano preferiria não ter que voltar ao tema a cada encontro com a imprensa, mas prefere não ser ríspido ou vetar o tema. Ele entende que causaria um ruído desnecessário e poderia afetar os jogadores que estão convocados. Minimizar os ruídos externos e melhorar as relações interpessoais com gestos simples é uma das marcas do "Estilo Ancelotti". Por seus comandados, ele é visto como um líder que entende os espaços e sabe delegar tarefas de uma forma que aumenta a importância de quem o cerca. Um exemplo prático são as preleções — as conversas com os jogadores, antes das partidas. É hábito no futebol (e também era na seleção) que apenas o treinador se dirigisse ao grupo neste momento. Ancelotti passou a dar espaço para auxiliares e analistas participarem do processo: se alguém tem observações sobre um rival, ou um aspecto tático do jogo, pode pedir a palavra. Continua após a publicidade Ouvir mais que falar Saber ouvir seus comandados é outra virtude apontada por quem trabalha com Ancelotti. Há um caso na atual convocação que mostra bem essa capacidade: a volta do volante Fabinho, chamado pela primeira vez desde a Copa de 2022. Ele não estava no radar, mas foi citado por Casemiro em uma entrevista coletiva, como um possível substituto em caso de necessidade. As palavras do volante do United, um dos líderes do time, chegaram à comissão técnica, e Ancelotti gostou da ideia. Esses traços da personalidade e da liderança de Ancelotti na seleção condizem com sua carreira de treinador. Ele sempre foi conhecido por adaptar-se a diferentes cenários, como o Milan pós-Shevchenko ou o Real Madrid depois da saída de Karim Benzema. Na seleção, o mister já testou formações com três homens de força no meio-campo, com quatro atacantes sem um camisa nove, e num 4-3-3 com uma referência no ataque. As variações tentam obedecer às características dos atletas, e as conversas táticas são simples, quase sempre curtas. Termos mais rebuscados e de difícil entendimento foram abolidos. Há uma convicção de que os jogadores devem ter apenas as informações que realmente fazem diferença na função de cada um. Continua após a publicidade Depois de seis meses, há no ambiente da seleção brasileira a certeza de que Ancelotti não quis, e nem quer, reinventar a roda. O que ele pretende é, com ajustes quase invisíveis, fazer com que ela gire melhor. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Resumo novela 'Dona de Mim' da semana: confira capítulos de 15/11 a 22/11 Ninguém acerta Quina e prêmio sobe para R$ 2,2 milhões; confira dezenas Trump corta tarifa de 10% para alimentos, mas Brasil ainda tem taxa de 40% Caso Leandro Lo: PM acusado do homicídio é absolvido por júri em SP Em vez de alívio, decreto de Trump provocou confusão no setor do café