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Ontem o dia do Vasco ganhou contornos de cobrança, responsabilidade e uma cidade em alerta. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj anunciou que oficiará o Governo do Estado, a Polícia Militar do Rio de Janeiro e o Ministério Público após o torcedor do Vasco Arthur Cortines Laxes, de 18 anos, perder a visão do olho direito com uma bala de borracha na saída do Maracanã, ao fim do clássico contra o Flamengo [ ]. A comissão cobra imagens da operação, abertura de procedimento administrativo e eventual afastamento dos policiais responsáveis, com a presidente Dani Monteiro (PSOL) ressaltando que não haverá impunidade e que a celeridade é essencial [ ]. O ofício também atesta a cobrança pela atuação de órgãos como a Secretaria de Segurança Pública e o Regimento de Polícia Montada da PMERJ, levando à abertura de investigações paralelas pelo Ministério Público [ ]. No dia seguinte, a cidade viu a atuação do clube ganhando voz: Hugo Moura, volante do Vasco, foi até a Casa de Saúde São José visitar Arthur Cortines Laxes, que permanece internado. A família cobra informações e responsabilização, e a Polícia Militar afirmou ter instaurado procedimento para apurar as circunstâncias, com relatos de cerca de 800 agentes atuando no policiamento da partida e 15 pessoas presas [ ]. No campo, a noite ficou marcada pela postura de Saldivia: o zagueiro reconheceu o erro no lance que abriu o placar na vitória do Vasco sobre o Audax Italiano por 2 a 1, em solo estrangeiro, na Sul-Americana, mantendo a liderança do grupo G. Marcelo Salles elogiou o grupo e a capacidade de se adaptar ao campo sintético, enquanto Renato Gaúcho acompanhava pela distância [ ]. O próximo desafio será diante do Athletico, em São Januário, no domingo, às 20h30, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro [ ].