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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Transmissão da Copa do Mundo: onde estão as mulheres e os negros? Alicia Klein Colunista do UOL 10/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Transmissão da CazéTV em jogo da Copa do Mundo Imagem: YouTube/Reprodução Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Houve mulheres nas transmissões deste Mundial? Poucas, mas houve. Pessoas negras? Raras. E, agora, que o torneio afunilou e temos apenas os excelentes jogos decisivos? Aí, não. Aí, vamos ficar com a nossa bola de segurança: um monte de homem branco. Diversos, claro. Com e sem barba, com e sem óculos, com e sem cabelo, com e sem cacoetes. A Globo foi a exceção na vitória da França sobre o Marrocos. Na inauguração das quartas de final, Everaldo Marques teve a companhia de Ana Thaís Matos (única mulher) e Maestro Júnior (único negro). No SporTV, vimos Luiz Carlos Jr. dividir a cabine com Ricardinho e Eric Faria. Na CazéTV, fazendo sua primeira transmissão in loco, testemunhamos a presença de quatro homens brancos: Luisinho, Casimiro, Donan e Rafael Oliveira. Nos três principais canais detentores de direitos, 8 homens brancos entre 10 profissionais. No pós-jogo, a coisa não melhorou. O Linha de Passe da ESPN chegou como quase sempre: cinco homens brancos. O Fim de Papo, aqui do UOL , teve Fabíola Andrade e Milly Lacombe, mas elenco 100% branco. Direto de Boston, o CopaZona juntou os quatro homens brancos da transmissão com Igor Rodrigues. O Seleção SporTV trouxe André Rizek, Paulo Nunes, D'Alessandro e Felipe Melo. Só homens, apenas um deles negro. Notem que mesmo os ex-jogadores eram majoritariamente brancos, quando cerca de 60% dos atletas do futebol brasileiro são negros. Juca Kfouri A França de hoje lembra o melhor Brasil Aline Sordili Consumo na Copa sai do estádio e entra no algoritmo Alicia Klein Onde estão mulheres e negros nas transmissões? José Fucs O Itamaraty e a falácia da intervenção dos EUA Algumas narrativas espalhadas por aí querem nos fazer acreditar que estamos evoluindo. Vejam: temos repórteres, temos apresentadoras, temos até mulheres comentando e, pasmem, narrando! O problema é que essas histórias são enganosas. A questão não é só quantas mulheres ou quantos negros, e sim: onde eles estão e quando. Se, ao ligar a TV no momento mais importante da Copa até agora, encontramos praticamente só homens brancos, é porque o poder continua concentrado no mesmo lugar de sempre. Não adianta enfiar um pouco de diversidade no comecinho, quando cabe praticamente todo mundo, e ir escanteando essas pessoas nos momentos de maior destaque. Não adianta colocar grandes comentaristas como repórteres ou esconder grandes jornalistas em programas secundários. É 2026 e o progresso nas cabines de transmissão anda bem parecido com o do futebol praticado pela nossa seleção masculina. Podemos não ter poder ainda, mas não somos burras. Estamos de olho. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Copa aumenta lesionados do Flamengo e volta ao calendário de jogos preocupa Quem é a namorada de Yamal? História fake sobre início do casal viralizou Agora a Nasa vem: 'FusGolPala' é para quem três amores de uma só vez O aparelhamento do Itamaraty e a falácia da 'intervenção militar' dos EUA Quem a seleção França lembra