🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Cruzeiro

Principal

Motivo: Tom celebratório e afetivo; destaca a conquista inédita, o projeto do clube e a gratidão da jogadora

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: Relato factual da final e do retrospecto favorável; sem tom depreciativo ou elogioso

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Apenas menção factual como clube anterior da jogadora e conquista de 2022

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

palmeiras corinthians cruzeiro libertadores feminina quito selecao brasileira belo horizonte byanca brasil jonas urias

Conteúdo Original

Futebol O 'confia' de Byanca Brasil que ajudou o Cruzeiro a conquistar a América Giselly Corrêa Colaboração para o UOL 01/11/2026 13h00 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Quando o Corinthians abriu 3 a 0 sobre o Cruzeiro na final da Libertadores Feminina, em Quito, o título parecia encaminhado para o clube paulista. A superioridade corintiana, somada ao retrospecto recente de vitórias sobre o clube mineiro, desenhava mais uma derrota dolorosa para as Cabulosas. Mas foi dos pés de Byanca Brasil que começou a reação improvável. A camisa 10 marcou o primeiro gol cruzeirense e, enquanto a equipe tentava encontrar forças para diminuir a desvantagem, gritava uma palavra em direção às companheiras, ao treinador Jonas Urias e ao banco de reservas: "Confia!". O pedido se transformou em símbolo de uma noite histórica. O Cruzeiro buscou o empate por 4 a 4 e, nos pênaltis, venceu o Corinthians por 5 a 4 para conquistar a América pela primeira vez. Ao fim da partida, Byanca chorava e repetia que aquele era o melhor dia de sua vida. Bicampeã continental antes de chegar a Belo Horizonte, a atacante conhecia a sensação de levantar a taça, mas havia algo diferente naquela conquista. Desta vez, celebrava não apenas o título, mas o triunfo de um projeto do qual participou desde os primeiros passos de sua transformação. "Eu entrego para o Cruzeiro o tanto que o Cruzeiro se entregou para mim. A gratidão que eu tenho pelo Cruzeiro é diferente de tudo. O Cruzeiro me salvou; nos momentos em que eu não acreditava, o Cruzeiro acreditou. É um momento muito feliz da minha vida. É o clube que eu amo, dou minha vida por ele sempre e tenho muita gratidão", afirmou, em entrevista à reportagem. Balaio do Kotscho Desafio à imprensa: um dia sem falar dos Bolsonaros Sakamoto STF pode esvaziar o fim da 6x1 ao facilitar pejotização IAgora? Alunos que usam IA tiram notas mais baixas PVC Palmeiras é favorito, mas o Vasco vai ser forte A declaração ajuda a dimensionar a relação construída entre Byanca e o clube mineiro. Em janeiro de 2023, quando o Cruzeiro anunciou sua contratação, a equipe ainda tentava se estabelecer entre as principais forças do futebol feminino brasileiro. Um ano antes, havia terminado o Brasileirão na 12ª colocação, envolvida na luta contra o rebaixamento. Três anos depois, chegava ao topo da América, com a camisa 10 como uma das protagonistas de uma transformação que ultrapassou os resultados dentro de campo. Assista aos jogos da Libertadores Feminina 2026 ao vivo no UOL Play Carioca de nascimento e a cada dia mais mineira, Byanca encontrou em Belo Horizonte mais do que uma oportunidade profissional. Depois de enfrentar momentos difíceis na vida pessoal, incluindo a depressão, a atacante construiu no Cruzeiro uma relação de pertencimento que hoje faz questão de destacar. O clube que acreditou nela quando, segundo suas próprias palavras, nem ela conseguia acreditar em si mesma, tornou-se também o lugar onde deseja construir seu futuro. Uma camisa 10 que aprendeu a dividir o protagonismo Aos 31 anos, Byanca encerrou a Libertadores Feminina de 2026 com seis gols e uma assistência, números que a colocaram entre os principais destaques da competição e fortaleceram sua candidatura ao prêmio de Rainha da América. A participação decisiva, porém, não se resumiu às estatísticas. Muitas vezes capitã, a atacante foi uma das principais lideranças de um elenco que precisou superar uma temporada marcada por dificuldades, especialmente pelas lesões de jogadoras importantes — algumas delas, companheiras próximas. Em meio às ausências, Byanca assumiu responsabilidades que iam além de marcar gols. Era referência técnica, mas também emocional, de um grupo que disputava sua primeira Libertadores. A experiência de quem já havia conquistado o torneio em outras duas oportunidades (por Corinthians/Audax e Palmeiras) se somava à identificação com um projeto que ajudou a fortalecer desde 2023. Em entrevista, a atacante reconheceu que um dos principais aprendizados de sua passagem pelo Cruzeiro foi compreender a importância de controlar a vaidade individual. Acostumada a decidir partidas e receber reconhecimento pelos gols, passou a valorizar ainda mais a capacidade de servir às companheiras, celebrar as conquistas de outras jogadoras e entender que o sucesso coletivo não depende exclusivamente de quem aparece na súmula. Continua após a publicidade O amadurecimento se reflete na maneira como exerce sua liderança. Byanca conserva o jeito carioca — espontâneo, comunicativo e bem-humorado —, mas também se entrega às emoções sem grandes filtros. Sorri, chora, vibra, cobra e incentiva. Não esconde o que sente, seja diante de uma vitória, de uma dificuldade ou da oportunidade de falar sobre o clube que escolheu amar. Na final contra o Corinthians, essa combinação de personalidade e experiência foi determinante. O gol que iniciou a reação e o "confia" repetido às companheiras sintetizaram a postura de uma jogadora que, mesmo diante de um cenário aparentemente irreversível, recusou-se a aceitar a derrota. Duas Libertadores antes de encontrar seu lugar em Minas Antes de se tornar uma das principais referências do Cruzeiro, Byanca Brasil percorreu diferentes caminhos no futebol brasileiro e no exterior. Carioca, iniciou sua trajetória nas categorias de base do Bangu e passou por clubes como Flamengo, Vasco, América-RJ e Botafogo. A estreia profissional aconteceu em 2013, pelo Foz Cataratas, do Paraná. Na sequência, defendeu equipes como Kindermann, Centro Olímpico e Corinthians, além de atuar no futebol chinês, pelo Wuhan Jiangda. No retorno ao Brasil, vestiu as camisas de Internacional, Santos e Palmeiras. Pelo Corinthians, conquistou sua primeira Libertadores, em 2017. Cinco anos depois, voltou a levantar a taça continental, desta vez com o Palmeiras, em 2022, também em Quito. A chegada ao Cruzeiro, portanto, representou uma escolha diferente. Byanca deixava uma equipe que acabara de conquistar a América para integrar um projeto ainda em desenvolvimento, distante do protagonismo que havia alcançado nos clubes anteriores. A mudança exigia paciência e disposição para participar de um processo de construção, sem a garantia imediata de disputar os principais títulos. Continua após a publicidade A aposta se mostrou decisiva para os dois lados: com a camisa celeste, Byanca consolidou-se como uma das principais referências ofensivas da equipe, assumiu o protagonismo nas campanhas nacionais e voltou a despertar a atenção da Seleção Brasileira. Em 2024, seu desempenho pelo Cruzeiro contribuiu para o retorno à equipe principal, sete anos depois de sua primeira experiência. Se antes os gols e as conquistas individuais ocupavam lugar central, o amadurecimento no Cruzeiro trouxe uma compreensão mais ampla sobre liderança, coletividade e pertencimento. A carioca que escolheu Belo Horizonte para viver Fora de campo, Byanca conserva a espontaneidade que demonstra nas entrevistas e nas comemorações. Dona de um jeito leve, comunicativo e entregue às emoções, considera a possibilidade de trabalhar com comunicação depois de encerrar a carreira. A desenvoltura diante das câmeras e a facilidade para expressar sentimentos são características que combinam com essa perspectiva. Mas, independentemente do caminho profissional que escolher, há uma decisão que parece encaminhada: Belo Horizonte é a cidade onde deseja aumentar sua família, conforme destacou após a conquista do título. Até a Glória Eterna conquistada neste sábado (31), houve dificuldades pessoais, lesões de companheiras, derrotas dolorosas e momentos em que o projeto precisou encontrar forças para seguir adiante. Talvez por isso a imagem de Byanca gritando "confia" durante a final tenha tanto significado. A palavra que tentou transmitir às companheiras, quando o Corinthians vencia por três gols de diferença, era também parte da história que ela própria construiu em Belo Horizonte. Em algum momento, precisou que acreditassem nela; anos depois, foi sua vez de convencer outras jogadoras de que ainda era possível. Ao fim da decisão em Quito, entre lágrimas, abraços e comemorações, repetia que vivia o melhor dia de sua vida. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Onde vai passar Palmeiras x Vasco pela Copa do Brasil? Como assistir ao vivo F1: Ocon nega agressão a chefe da Haas após ser afastado do GP do México Ninguém acerta Quina, e prêmio chega a R$ 10,6 milhões; confira números Prêmio da Lotofácil acumula e sobe para R$ 9,5 milhões; veja números TV chinesa não exibe jogos do Campeonato Espanhol após polêmica com Mbappé