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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Flamengo aprende a vencer semi de Libertadores sem esnobismo Rodrigo Mattos Colunista do UOL 23/10/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Por três vezes, o Flamengo chegou à final da Libertadores nos últimos seis anos. Em todas, classificou-se nas semifinais com uma vantagem de mais quatro gols no agregado. Há rubro-negros que acreditam que a porta de entrada de decisão é um passeio. Pois não é como se apresentou a partida diante do Racing do Maracanã. Por óbvio, diga-se. Sim, o Flamengo é o melhor time, o mais técnico e dominou o jogo. Concluiu mais de 20 vezes ao gol contra apenas quatro do time argentino, teve mais de 70% de posse de bola. Josias de Souza Contagem regressiva reduz influência de Bolsonaro Wálter Maierovitch Ex-presidente é preso sem privilégios no '1º mundo' TixaNews Candidato de direita não precisa de Bolsonaro Alicia Klein Você entregaria o seu filho a um clube de futebol? Dá para contar pelo menos umas três ou quatro chances claras de gol. Duas com Samuel Lino (um gol impedido e uma defesaça de Cambeses), um meio voleio de Pedro. Mas se não bastavam os passes clarividentes de Jorginho, os dribles de Carrascal, o toque de classe de Arrascaeta para sair o gol. Ele saiu na insistência, no por acaso, na pressão. O meia colombiano, em noite magistral, deu uma assistência sutil para Bruno Henrique repetir o que tem feito nos últimos tempos… se enrolar. O rebote caiu nos pés de Carrascal por essas coisas do destino. A bola entrou lenta, sofrida, quase pedindo desculpas aos argentinos que resistiram até ali. Empurrada, diga-se, pelo sopro de 70 mil na arquibancada. Que gritavam "Mengo" havia minutos e minutos incessantes. Uma bancada ressuscitada de anos atrás, revestida dos gritos eternos de nossas mentes. Não estavam ali aqueles rubro-negros que esperam seu time dar um sacode no rival de plantão. Havia ali um senso de urgência, a angústia, a comunhão com o campo (não a cobrança) e o grito gutural que vem da caverna que há em cada homem. Quem viu a torcida fazer muxoxos pelo placar mínimo diante do Estudiantes conseguiu perceber a diferença. O torcedor rubro-negro voltou a valorizar o 1x0 porque foi conquistado também no seu grito. Caberá ao time estender este espírito ao El Cilindro porque a gente do Racing também saberá se fazer presente. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flamengo foi beneficiado pela arbitragem contra Racing? Colunistas debatem Vitória por 1 a 0 é pouco? 'Fla não vai golear todo mundo', diz Fabíola Juca: Final da Libertadores em Brasília só faz sentido com brasileiros Vitória Strada usa look ousado que deixa lingerie à mostra Filipe Luís explica Lino no banco, contrapõe jornalista e elogia árbitro