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Esporte Juiz rejeita plano de pagamento do Corinthians, mas mantém processo ativo Fábio Lázaro Colaboração para o UOL 18/11/2025 17h57 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Entrada do Parque São Jorge, clube social do Corinthians Imagem: Agência Corinthians A Justiça de São Paulo rejeitou o plano de pagamento apresentado pelo Corinthians no Regime Centralizado de Execuções (RCE), mas manteve o processo ativo e prorrogou por mais 60 dias a suspensão das execuções individuais contra o clube. A decisão foi assinada pelo juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais. Como foi a decisão O magistrado determinou que o Corinthians deve destinar pelo menos 20% de suas receitas mensais ao pagamento das dívidas anteriores ao início do procedimento - percentual obrigatório previsto na Lei da SAF. Sakamoto Prisão de dono do Master afeta chapa Tarcísio-Ciro? Juca Kfouri Valeu só por Estêvão que aos 18 joga como líder Dora Kramer Apaixonados políticos são minoria que só faz barulho Mariana Barbosa Grupo Fictor é conhecido por fraudes O plano apresentado pelo clube previa percentuais entre 4% e 8%, considerados ilegais. Segundo a decisão, o Corinthians poderá direcionar menos do que 20% se puder comprovar que a diferença está sendo utilizada para quitar outras dívidas pretéritas que não fazem parte do RCE . Obrigações trabalhistas, tributárias e compromissos sem execução ajuizada entram nesse critério. Até o momento, o clube não apresentou comprovações suficientes. Categoria "credores parceiros" é anulada Um dos pilares do plano corintiano, a criação da categoria "credores parceiros" - empresários e prestadores de serviço que continuariam trabalhando com o clube - foi considerada ilegal. Para o juiz, a Lei 14.193 não autoriza a criação de grupos privilegiados fora das hipóteses expressamente previstas, e o modelo proposto violava o princípio da igualdade entre credores. O magistrado também destacou que mais de um terço dos recursos previstos no plano seriam destinados a esse grupo, o que agravava a irregularidade. Continua após a publicidade Relacionadas Relatório que aponta má gestão de produtos Nike causa tensão no Corinthians Reunião na FPF expõe novo capítulo de tensão na direção do Corinthians Corinthians sente impacto em mudança de mentalidade na preparação física O magistrado também destacou que mais de um terço dos recursos previstos no plano seriam destinados a esse grupo, o que agrava a irregularidade. Regras para leilão reverso são endurecidas A Justiça manteve a possibilidade de leilão reverso — mecanismo no qual credores ganham prioridade se aceitaram deságio —, mas alterou completamente o prazo. O clube queria aguardar até dois anos após a entrada do dinheiro de vendas de jogadores, mas foi determinado que o leilão deve ocorrer em até 30 dias. Caso o Corinthians não realize o procedimento dentro do prazo, 20% da receita obtida com transferências de atletas deverá ser destinada imediatamente ao pagamento das dívidas. Suspensão de execuções é mantida O Corinthians havia solicitado uma prorrogação de 180 dias na suspensão das execuções individuais, mas o juiz concedeu apenas 60 dias adicionais, citando o longo tempo de tramitação do processo e a necessidade de celeridade. Continua após a publicidade Clube precisa decidir se aceita ajustes O plano não foi homologado. O Corinthians terá 10 dias para informar se aceita cumprir o plano nos moldes determinados pela Justiça. Se não houver concordância, o RCE será extinto, e as execuções individuais voltarão a tramitar. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora FGC desbanca ChatGPT e Gemini e vira app mais baixado do Brasil Live com questões quase iguais às do Enem 2025 foi ao ar em 11 de novembro Quantos ovos por dia são permitidos e como eles atuam na perda de peso? Real inclui cláusula que obriga titularidade a Endrick em 25 jogos no Lyon PF encontra R$ 1,6 milhão na casa de ex-CEO do Banco Master