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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Brabas não resistem na prorrogação, mas voltam de cabeças bem erguidas Juca Kfouri Colunista do UOL 01/02/2026 17h49 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Quando as Brabas desceram no aeroporto de Londres para disputar o 1º Mundial de Clubes da Fifa elas já perdiam por 1 a 0. O primeiro obstáculo a ser superado era o maltrato de sucessivas direções do Corinthians, incapaz até de pagá-las em dia. Quando entraram no estádio do Brentford para enfrentar o favoritaço Gotham, campeão da América do Norte, só elas acreditavam que a vitória seria possível. Casagrande É preciso educar árbitros, além de profissionalizá-los Elio Gaspari As boquinhas do Master e os estrategistas de Vorcaro Sakamoto Liberar vapes pode bombar número de fumantes Michelle Prazeres Chuva de verão: toró de palpites no início do ano Elas e a Fiel. Disputar a final contra as ainda mais favoritaças campeãs europeias do Arsenal, na casa delas, as colocava diante da chamada missão impossível. Ainda mais por terem no Brasil como adversários não apenas os que não gostam do futebol de mulheres, mas os que o desqualificam da maneira mais cafajeste. Estar na final do Mundial por si só é atingir o maior objetivo de qualquer equipe. Vencê-la é incomensurável. Perdê-la faz parte e, fosse assim que a bola determinasse, que acontecesse tecnicamente sem a diferença de investimento e organização do futebol de mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Continua após a publicidade Antes do 5º minuto, Lelê evitou o 1 a 0 inglês, com grande defesa. Antes do 6º, as brasileiras responderam à altura a marcação alta das rivais. Aos 10, 696 aparelhos estavam ligados na CazéTV. Só se ouvia a Fiel, provavelmente porque os microfones do canal brasileiro estavam postos para ouvi-la. O domínio, como esperado, era britânico. Aos 14, Lelê fez outra defesa, mas no rebote as inglesas abriram o placar em falha dupla da defesa, desarmada na intermediária e errando na tentativa de atrasar a bola, quando 774 mil aparelhos já estavam sintonizados. Continua após a publicidade Aos 16, novo milagre de Lelê. A disputa parecia desproporcional. Mas, aos 19, a defesa foi da goleira adversária, com desvio no travessão. No escanteio, aos 20, de cabeça Gabi Zanotti, tinha de ser, empatou: 1 a 1. As Brabas usavam do veneno dos Gunners na bola parada. Aos 25, 867 mil aparelhos ligados, porque "ninguém" vê futebol feminino. Continua após a publicidade Quando o jogo chegou aos 30, menos desequilibrado, mas ainda com predomínio das anfitriãs, já eram 900 mil aparelhos. Nova blitz e Lelê deu uma de Joana sem braço — caiu no gramado para esfriar a finalíssima. Ela era, sem dúvida, o nome do jogo. Antes de o primeiro tempo terminar nada menos de um milhão de aparelhos estavam curtindo o jogo. O Corinthians rezava pelo apito final. No frio londrino de 12º, o mapa de calor era dentro do campo brasileiro, quase sempre na área paulista. Continua após a publicidade Sob chuva, com benditos apenas dois minutos de acréscimos, soou o apito final. Era preciso levar em conta que as Brabas faziam apenas seu segundo jogo na temporada. O empate estava de ótimo tamanho. Erika entrou na defesa no lugar de Gi Fernandes. Quando o Corinthians começou a decidir com o Flamengo, a audiência caiu para 382 mil e se estabilizou em 414 mil, 443, foi subindo. Só dava Arsenal. E Lelê. Continua após a publicidade Aos 58, não deu. De cabeça, colocado, o Arsenal fez o mais que merecido 2 a 1. A audiência não caiu. Ana Vitória se machucou e Johnsom entrou, aos 65. Na frente e mordido por cobra, o Arsenal deu uma sossegada, mais preocupado em administrar a vantagem sem correr riscos. E a audiência firme, com 437 mil. Aos 69, Duda Sampaio pôs Johnsom na cara do gol e a goleira evitou o empate. Aos 72, Belém Aquino e Zanotti saíram, Ivana e Vitória entraram. Continua após a publicidade Em seguida, quase gol contra, bola desviada no travessão de Lelê. O Corinthians abria o placar no Mané Garrincha e, mesmo assim, 492 mil aparelhos permaneciam ligados na CazéTV. Gisela Robledo no lugar de Jaqueline, aos 84. Aos 90, pênalti em Robledo! De graça. Vic Albuquerque empatou!!! Incrivei, extraordinário, sensacional! Continua após a publicidade Nunca duvide do Corinthians. Prorrogação no segundo jogo da temporada seria sacrifício que as Brabas não merecem, mas foram elas mesmos que lutaram para chegar nela. Viva as Brabas! Acredite se quiser, mas as Brabas logo de cara criaram duas chances de gol, para 851 mil aparelhos. A Fiel fazia poropopó em pleno estádio londrino. Dayna Rodriguez substituiu Andressa Alves. Mas, no penúltimo minuto do primeiro tempo da prorrogação, as inglesas fizeram o 3 a 2, em lance típico de supremacia física. Continua após a publicidade Exigir novo empate no segundo tempo da prorrogação era simplesmente desumano. E não deu, por mais que as heróicas Brabas buscassem. Não faz mal. Há muito tempo a garra corintiana não era tão bem representada. Elas merecem recepção de campeãs no aeroporto. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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