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Esporte Corinthians encaminha direito ao voto do sócio-torcedor em novo estatuto Colaboração para o UOL 07/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O Corinthians caminha para permitir o direito ao voto ao sócio-torcedor na próxima versão de seu estatuto. O tema foi debatido em audiência pública realizada nesta sexta-feira, na Neo Química Arena, e ganhou convergência entre os conselheiros — ainda que haja divergências sobre regras, prazos e valores de contribuição. A proposta prevê a criação do chamado Sócio do Futebol, que poderá ter direito a voto nas eleições e em decisões estratégicas, a depender do texto final aprovado. Reinaldo Azevedo Datafolha pressiona Flávio ainda mais Marco Antonio Sabino Sucesso de Tarcísio sempre incomodou Bolsonaro Juca Kfouri Até molecada do Flamengo mereceu estar na festa Alexandre Borges Flávio é a escolha 'sangue e solo' do bolsonarismo Consenso político, dúvidas operacionais De acordo com Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, durante as audiências e nas propostas escritas protocoladas não houve manifestação formal contrária ao direito de voto do sócio-torcedor. Ninguém foi contra o voto. Todo mundo concorda que o Fiel Torcedor deve votar. O debate é quando, de que forma e a que preço. Tuma, em entrevista concedida ao final da audiência Entre os pontos ainda em discussão estão: Tempo mínimo de adimplência no programa; Possibilidade de retroatividade para antigos associados; Continua após a publicidade Valor da contribuição; Destinação dos recursos arrecadados. A tendência é que o Conselho Deliberativo escolha uma das propostas ou delibere separadamente os pontos em que não houver convergência, antes de submeter o tema à Assembleia Geral de Sócios. Clube social e futebol seguem como debates distintos Tuma ressaltou que a discussão não elimina a distinção histórica entre o clube social e o futebol profissional. Segundo ele, o sócio do clube mantém obrigações e atribuições diferentes das do sócio-torcedor. Continua após a publicidade O associado do Corinthians paga mensalidade para frequentar o clube. O Fiel Torcedor paga para comprar ingresso. São coisas distintas, e isso precisa ficar muito claro. Romeu Tuma Júnior Ao mesmo tempo, o dirigente defendeu que o modelo atual restringe excessivamente o processo eleitoral. Não dá para limitar a escolha do presidente a um eleitorado de três ou quatro mil pessoas, quando o Corinthians tem mais de 35 milhões de torcedores. Tuma Contribuição financeira como contrapartida Para o presidente do Conselho, a eventual ampliação do direito ao voto deve estar vinculada a uma contrapartida financeira sustentável, sem desassistir o clube social e as modalidades olímpicas. O clube social ainda banca juridicamente e financeiramente o futebol. Por isso, essa contribuição é legítima. Não é para ir à piscina ou fazer churrasco. É para sustentar o Corinthians como um todo. Tuma Continua após a publicidade Tuma também citou a importância de manter modalidades históricas e vitoriosas do clube, como futsal, basquete e futebol feminino. Próximos passos A Comissão de Reforma do Estatuto trabalha para consolidar as propostas discutidas. A expectativa é que o Conselho Deliberativo escolha o texto a ser levado à Assembleia Geral, onde os associados decidirão se aprovam, ou não, a reforma estatutária. Caso aprovado, o novo estatuto pode representar a maior mudança no modelo político nas últimas décadas do Corinthians, ao ampliar a participação dos sócios-torcedores nas decisões do clube. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Palmeiras 'sofre' com emprestados e não fica com nenhum; veja situações Pivetti explica ausência de Viña e destaca 'jogo prazeroso' contra Mirassol Luta contra o Z4 pode ter empate quádruplo e rebaixados definidos no saldo Governo quer ganho mínimo para entregadores de app; empresas resistem Como o pole Verstappen pode complicar a vida de Norris pelo título da F1