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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A ameaça não é à Copa do Mundo. É à humanidade Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 03/01/2026 09h38 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia 3.jan.2026 - Explosão vista em Caracas, na Venezuela, em captura de tela de vídeo obtido pela agência de notícias Reuters Imagem: Vídeo obtido pela Reuters/via Reuters Não se trata de avalizar o regime de Nicolás Maduro. Só não é possível que a guerra seja o pretexto para se ter paz. Em junho do ano passado, durante a cobertura da Copa do Mundo de Clubes, fui informado num bar de que o Irã havia sido atacado. Assustado, pensei: "É a primeira vez que estou num país em guerra." Sakamoto EUA criam seu Iraque na América do Sul Sylvia Colombo Espólio do chavismo torna futuro da Venezuela incerto PVC A ameaça não é à Copa do Mundo, é à humanidade Paulo Camargo Sua empolgação de janeiro vai morrer em fevereiro? No dia seguinte, pedi o auxílio de Pedro Bial, tão presente em conflitos internacionais nas décadas de 1980 e 1990, À observação sobre estar num país em guerra, Bial deu uma resposta ao mesmo tempo precisa, surpreendente e elucidativa: "Na história dos Estados Unidos, raro é o dia em que não estão em um país envolvido em alguma guerra. A guerra é um fato da vida nacional. O outro lado, estar no Irã ou Israel, neste caso, a guerra ganha uma concretude. Nos Estados Unidos, a não ser que comece a mexer nos preços, a vida vai seguindo como se não houvesse nada de excepcional." O relato de Bial é de profundo conhecimento histórico e, ao mesmo tempo, assustador. O ataque ao Irã tornou-se "Guerra dos 12 Dias." Pareceu uma vitória norte-americana, mesmo que seja uma derrota da vida humana. Acordar na manhã de 3 de janeiro e saber que houve um ataque a um país vizinho do Brasil, é ainda mais assustador do que estar nos Estados Unidos e saber de um bombardio a Teerã. Continua após a publicidade É por um motivo egoísta e meio burro, do nosso lado. Nós nos acostumamos com as guerras no Oriente Médio, não na América Latina. Ainda que em 3 de janeiro de 1990, os Estados Unidos tenham "capturado" o ditador Manuel Noriega, no Panamá. Também era longe, distante do nosso cotidiano. Não nos sentimos num país em guerra desde o século 19. Na nossa vida, o conflito mais próximo e recente é a Guerra das Malvinas, em 1982. Se os maiores produtores de cocaína na América do Sul são Colômbia e Peru, por que o ataque é à capital da Venezuela? E se o Fentanil, droga mortal, entra nos Estados Unidos pelo México e pelo Canadá, a justificativa para o ataque a Caracas não pode ser o narcotráfico. A lógica é que não haja ameaça à Copa do Mundo e às Olimpíadas nos Estados Unidos, pelas razões explicadas por Pedro Bial. Para os Estados Unidos, raro é o momento em que não há um conflito em algum lugar do mundo. Até mesmo em 1994, havia bases militares no Oriente Médio. Em 1996, ano das Olimpíadas de Atlanta, foi inaugurada a base militar de Al Udeid, no Qatar. Continua após a publicidade O problema não é a a Copa do Mundo. O drama é a humanidade. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Vice da Venezuela diz que manterá planos e pede 'prova de vida' de Maduro Cartel, conversa e ataques: relação Venezuela e EUA é tensa desde eleições Santos anuncia contratação de Gabigol: 'Menino da Vila, santista e cruel' Mauro Vieira ligou para chanceler venezuelano após ataque dos EUA Caracas amanhece vazia e moradores relatam clima de incerteza e medo