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Análise dos Times

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Donald Trump Jeffrey Epstein Marjorie Taylor Greene Lauren Boebert Nancy Mace MAGA Thomas Massie

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A cinematográfica história das três republicanas que levaram Trump à lona Milly Lacombe Colunista do UOL 20/11/2025 13h03 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Marjorie Taylor Greene Imagem: Reprodução/Facebook Lauren Boebert, do Colorado; Marjorie Taylor Greene, da Georgia; e Nancy Mace, da Carolina do Sul. Essas são as republicanas, até aqui fieis soldados de Donald Trump e também lideranças importantes do movimento conhecido como MAGA (Make America Great Again) que traíram Donald Trump e lutaram para que os arquivos do pedófilo em série, Jeffrey Epstein, fossem tornados públicos. Foi o trabalho delas que conseguiu os votos necessários no Congresso para que os documentos que contém, entre outras coisas, a lista de clientes de Epstein chegasse a domínio público. A história é cinematográfica e termina no dia 18 de novembro, com a petição pela liberação dos arquivos aprovada no Congresso. Vamos a ela. Donald Trump foi eleito com a promessa de que levaria os arquivos de Epstein (que se matou na prisão em condições pouco conhecidas) a público. Mas logo depois da vitória, ele passou a trabalhar agressivamente para que os documentos jamais fossem revelados. Trump acreditou que nada aconteceria, que seu eleitorado já teria esquecido da promessa. Mas a voz das ruas, incluindo a dos adeptos do MAGA, ficou cada vez mais forte e indignada. Helio de La Peña Racismo está longe de ser página virada no Brasil Vinicius Torres Freire Congresso está caladinho sobre o Master e o BRB Josias de Souza Olho por olho na segurança pública conduz à cegueira PVC Cruzeiro pode voltar à luta pelo título, mas com baixas Com isso, o Congresso, especialmente a parte democrática, começou a se organizar para conseguir votos por uma petição especifica que obrigaria Trump a liberar. Para tanto, seriam necessários 218 votos, o que obrigaria democratas a trabalharem com republicanos em nome da transparência. Não foi difícil encontrar republicanos que aceitassem votar "sim", mas quando Trump percebeu a articulação, mandou que sua base votasse pela não-liberação. A base recuou e disse que não aprovaria mais a liberação. Mas três mulheres do MAGA enfrentaram a decisão do presidente e seguiram articulando pelos votos. Quando ficou claro que o congresso tinha exatamente os 218 votos, Trump se descontrolou. Furioso, chamou Mace e Boebert para uma reunião no Situation Room , sala conhecida por todos nós porque aparece em filmes durante ocasiões como o assassinato de Bin Laden e a invasão do Iraque. Uma sala de articulação de movimentos de guerra. Nada poderia ser mais simbólico; trata-se, verdadeiramente, de uma guerra essa travada contra os corpos de meninas e mulheres. No Situation Room , Trump teria feito uma série de ameaças às congressistas, obrigando ambas a retirarem seus votos, o que impediria a aprovação. Nenhuma das duas cedeu ou aceitou tirar seus nomes da petição. Publicamente, Lauren Boebert e Nancy Mace revelaram terem sido abusadas na infância e deixaram claro que estavam em uma jornada inegociável. Nunca antes Trump havia sido confrontado por um membro da sua base. Muito menos por mulheres. Seria importante ter em mente que estamos falando de três mulheres que sempre apoiaram ruidosamente Donald Trump e suas políticas. É, portanto, uma ruptura no interior do MAGA. De imediato, Trump seguiu trabalhando para que os arquivos seguissem em sigilo. Mas a notícia de que as três mulheres o haviam enfrentado e se recusaram a ceder rapidamente ganhou força e a população começou a elogiá-las. A temperatura escalou e Trump passou a ser criticado por seus eleitores de forma barulhenta, enquanto as três congressistas ganhavam popularidade. Trump foi então informado que não teria como impedir que a petição fosse aprovada: o congresso reuniria os 218 votos porque as três republicanas se recusaram a ceder. E então ele fez o que raramente faz: capitulou. Disse à sua base que votasse como quisesse. E a petição foi aprovada quase por unanimidade, numa das sessões mais memoráveis já realizadas, com depoimento emocionado de muitas vítimas (o número pode chegar a mil) e de congressistas. Continua após a publicidade Claro que o mérito da aprovação caiu no colo de um homem: Thomas Massie, republicano que apoiou as três colegas e foi escolhido como líder das articulações. É ele que dá entrevistas, ele que celebra a vitória, ele que diz de forma bastante condescendente e astuta que só conseguiu porque teve a "ajuda" de três colegas. É certo que nenhuma das três se considera feministas. Mas o feminismo não atua por proclamações. Ele existe nos gestos e nas ações. Greene, Mace e Boebert deixaram seus nomes na história - e em um filme ou seriado que logo mais estará no seu canal de streaming. O feminismo vai moer Trump começando pelos arquivos de Epstein. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Justiça Federal nega HC e mantém prisão de Daniel Vorcaro, do Banco Master Messias chega ao Alvorada e vai ser anunciado hoje para o STF Caso Rodoanel: Motorista era PM e foi exonerado por 'atos desonrosos' Leonardo posa com viúva e filha de Leandro em navio Fiat antecipa visual de novo compacto no país ao exibir protótipo no Salão