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O Botafogo viveu um dia de engenharia societária: a GDA Luma já assinou um acordo vinculante de investimentos, mas ainda não há acordo firmado para a transferência do controle acionário. Do aporte previsto de US$ 105 milhões, US$ 50 milhões já entraram na SAF, enquanto os próximos passos dependem de autorizações e de um acordo global ainda não confirmado. [ ] Nos tribunais, a Justiça do Rio manteve a Assembleia Geral Extraordinária e aplicou a John Textor multa por litigância de má-fé, estimada em pelo menos R$ 10 milhões. A decisão não alterou a atual divisão acionária e determinou que os administradores judiciais exerçam os direitos políticos das ações da Eagle — um capítulo que deixa a disputa pelo comando longe de esfriar. [ ] É justamente nessa Assembleia que se concentra o próximo lance: a proposta prevê a emissão de 200 milhões de ações por R$ 0,01 cada, em uma operação que pode levantar R$ 2 milhões para ajudar a pagar a folha salarial. Se a Eagle não acompanhar a subscrição, o Botafogo social poderá ampliar sua participação e diluir ainda mais a fatia da empresa. No tabuleiro alvinegro, portanto, cada ação vale pouco no preço — e muito no poder. [ ]