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Análise dos Times

Bahia

Principal

Motivo: Tom positivo: jogador exalta projeto sério do clube, chama-o de maior do Nordeste e prevê conquistas futuras

Viés da Menção (Score: 0.5)

Motivo: Relato de pressão, ameaças à mãe e sofrimento emocional durante a passagem no clube, motivando sua saída

Viés da Menção (Score: -0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Copa do Brasil Bahia Rogério Ceni UOL Rodrigo Nestor Salvador

Conteúdo Original

Futebol Intolerância, saúde mental e Ceni: Nestor revela como está a vida no Bahia Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 06/10/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Rodrigo Nestor encontrou no Bahia uma nova realidade profissional e pessoal aos 26 anos. Com 300 jogos recém-completados como profissional, o meia revelado pelo São Paulo, onde foi herói do inédito título da Copa do Brasil de 2023, falou ao UOL sobre a decisão de deixar o clube paulista há duas temporadas e a influência do técnico Rogério Ceni nesse processo. Nestor também contou sobre episódios de intolerância religiosa e problemas relacionados à saúde mental que enfrentou durante a carreira. Sakamoto Flávio, Lula e o que as pesquisas não captaram Daniela Lima Lula precisa de feito inédito, de um milagre político Josias de Souza Brasil produziu a vingança de Bolsonaro João Paulo Charleaux Brasil não está sozinho na onda da extrema direita Da falta de conhecimento à aproximação com a fé Nestor segue uma religião de matriz africana e costuma falar publicamente sobre sua fé. O meia, porém, contou que já enfrentou situações de preconceito por causa dela no futebol. Em entrevista ao UOL, o jogador revelou ter sido ofendido por causa de sua religião em um estádio no Nordeste. Ele preferiu não informar a data, o local exato ou o que foi dito na ocasião. Às vezes, as pessoas estão no estádio e acham que podem falar qualquer coisa, que o futebol raiz é desse jeito, e não é bem assim. Rodrigo Nestor Nestor também recebe comentários sobre sua religião nas redes sociais. O meia diz que tenta não levar os ataques para o lado pessoal e entende que essas manifestações dizem mais sobre quem as faz do que sobre ele. Quando passa do respeito e atinge o ser humano, isso é muito ruim. Eu posso controlar o que sou, o que aprendi e o que minha mãe e meu pai me ensinaram. Continua após a publicidade Para Nestor, parte do preconceito contra religiões de matriz africana vem da falta de conhecimento. O jogador reconheceu que também já teve uma visão preconceituosa antes de conhecer melhor a religião. Eu mesmo já fui preconceituoso um dia, mas muito por não conhecer. Depois que conheci, tive a oportunidade de me aprofundar, de ver como as coisas aconteciam, como funcionava e como era bonita essa religião, eu me apaixonei. Rodrigo Nestor, em entrevista exclusiva ao UOL No Bahia, Nestor convive com jogadores de diferentes religiões e costuma responder às dúvidas dos companheiros sobre sua fé. A religião também esteve presente na decisão de se mudar para Salvador. Nestor contou que a escolha de deixar o São Paulo foi dele, mas que buscou orientação antes de sair do clube onde havia passado toda a carreira. Foi algo que não precisou ser falado, foi sentido. Eu senti que teria que vir para cá, que seria uma coisa boa. Ameaça à mãe e acompanhamento psicológico Rodrigo Nestor já tem mais de 80 jogos disputados pelo Bahia Imagem: Márcio José/AGIF Continua após a publicidade As questões relacionadas à saúde mental ganharam espaço na trajetória de Nestor, principalmente depois das situações que enfrentou no São Paulo. O meia contou que sua mãe chegou a ser ameaçada durante um dos períodos de maior pressão que viveu no clube. Já tive minha mãe ameaçada, já fui xingado, já fui exaltado. O esporte de alto nível infelizmente se transformou nisso. Rodrigo Nestor Para Nestor, a paixão dos torcedores pelo futebol não justifica agressões contra jogadores e familiares. Ele afirma que os atletas precisam cuidar da própria saúde mental diante da exposição e da cobrança. Hoje, o meia conversa diariamente com a psicóloga do Bahia. Ele também fez acompanhamento psicológico durante a passagem pelo São Paulo e considera esse trabalho importante para quem atua no esporte de alto rendimento. O torcedor quer ganhar a qualquer custo e se acha no direito de xingar você, de xingar sua família, de falar sobre sua índole, de botar o dedo na sua cara e de te agredir. Eu procuro trabalhar a minha mente e o meu espiritual. Vontade de Bahia Rodrigo Nestor e Rogério Ceni durante treino do Bahia Imagem: Rafael Rodrigues / EC Bahia Continua após a publicidade Nestor já havia trabalhado com o técnico Rogério Ceni no São Paulo e voltou a estar com o comandante no Bahia. O treinador, porém, nem precisou ligar para convencer o meia a aceitar a transferência para o Tricolor de Aço. O Rogério não me ligou nenhuma vez, não teve que me convencer a ir para o Bahia. Eu sempre tive vontade de vestir a camisa de um grande clube do Nordeste e tive a sorte de o maior clube do Nordeste vir me procurar Rodrigo Nestor O meia entende que o Bahia ainda está passando por um período de construção depois das eliminações no primeiro semestre. Ao mesmo tempo, reconhece a cobrança por títulos e acredita que o trabalho feito pelo clube pode trazer resultados nas próximas temporadas. É inevitável que, daqui a alguns anos ou algum ano, o Bahia conquiste algum título pela forma séria e responsável como o grupo trabalha. A gente vem caminhando e plantando coisas boas para colher lá na frente. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mendonça dá 24h para excluir posts falsos de Lula com bandeira do Brasil Por voto de ausentes, Lula terá 'campanha do medo' e Flávio foca em mudança Por que o mercado gosta de Flávio Bolsonaro? Se eleito, Flávio pode tirar Jair Bolsonaro da prisão pela trama golpista? Lula diz a aliados que 'não há razão para não sermos eleitos no 2º turno'