🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Andrei Kampff ECA Digital Legitimuz Thomas Hannickel Fred Justo LGPD

Conteúdo Original

Reportagem Esporte ECA Digital eleva responsabilidade no esporte online Gabriel Coccetrone Repórter 01/04/2026 11h28 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O ambiente digital no esporte brasileiro passa a operar sob novas regras com a entrada em vigor, em 17 de março, do chamado ECA Digital (Lei nº 15.211/2025). A norma atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para o mundo online e impacta diretamente clubes, federações, atletas e plataformas que interagem com jovens , especialmente em um cenário em que a formação esportiva e a presença digital caminham cada vez mais juntas. A nova legislação estabelece responsabilidades mais rígidas para empresas que operam redes sociais, jogos, aplicativos e outros serviços digitais. No contexto esportivo, isso atinge desde projetos de base e escolinhas até a exposição de atletas jovens em conteúdos digitais e ações com influenciadores mirins. As alterações buscam ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Entre as medidas previstas estão restrições ao perfilamento publicitário de menores, limitações a mecanismos que incentivam uso contínuo de plataformas e a exigência de autorização judicial para a atuação de influenciadores mirins. Juca Kfouri Inter dá mole e quase leva virada do São Paulo Daniela Lima Decisões de Fachin geram clima horroroso no STF Wálter Maierovitch Moraes faz escapismo para se defender Josias de Souza Moraes agiu como Ícaro ao voar em jatos de Vorcaro Na prática, o ECA Digital eleva o padrão de responsabilização das empresas. O descumprimento pode resultar em sanções que chegam a R$ 50 milhões ou até 10% do faturamento, o que tem acelerado a adaptação do mercado, inclusive em setores já sensíveis, como o de apostas esportivas. Uma das mudanças mais relevantes está na forma de verificação de idade. Modelos baseados apenas na autodeclaração tendem a ser substituídos por sistemas mais robustos, como o KYC (Know Your Customer), que utiliza biometria, cruzamento de dados e análise de comportamento para validar a identidade dos usuários. Segundo especialistas, a nova legislação marca uma inflexão na forma como o país trata a identidade digital. "O ECA Digital não é apenas uma camada regulatória, mas um avanço na proteção de dados de grupos vulneráveis", afirma Thomas Hannickel, DPO da Legitimuz. Na avaliação de especialistas em conformidade, o impacto vai além da tecnologia e alcança a estrutura de governança das instituições. "Mais do que impor obrigações, o ECA Digital consolida um novo padrão de governança no ambiente online. A proteção de crianças e adolescentes deixa de ser apenas um discurso institucional e passa a ser um dever jurídico concreto, com impacto direto na forma como as empresas estruturam seus produtos, suas políticas e seus controles internos", afirma Andrei Kampff, advogado e colunista do UOL. No esporte, essa mudança tende a ser ainda mais sensível. Clubes e entidades lidam diariamente com menores de idade, seja na formação de atletas, seja na exposição digital de jovens talentos. Continua após a publicidade "O esporte sempre teve um papel formador, mas agora essa responsabilidade também é digital. O ECA Digital exige que clubes e entidades revisem práticas como uso de imagem, coleta de dados e interação em plataformas. Não é apenas uma questão de conformidade regulatória, mas de proteção integral , um princípio que passa a ter aplicação concreta também fora das quatro linhas", completa Andrei. Empresas de tecnologia voltadas à validação digital ganham espaço nesse contexto. Ferramentas baseadas em inteligência artificial já permitem verificar identidade, detectar padrões de risco e impedir acessos indevidos, inclusive com estimativas de idade por análise facial — em conformidade com a LGPD. Com a ampliação das exigências legais, cresce a demanda por ferramentas capazes de impedir o acesso de menores a conteúdos restritos. Entre as soluções disponíveis no mercado estão sistemas que analisam características faciais para estimar a idade do usuário e validar dados com bases oficiais. "Essas tecnologias foram treinadas para identificar feições sem a necessidade de armazenar imagens ou dados sensíveis das crianças, operando em total conformidade com a LGPD", afirmou Fred Justo, diretor de PLD (Prevenção à Lavagem de Dinheiro) da Legitimuz. A tendência é que essas soluções se tornem padrão em setores que exigem controle de acesso, como redes sociais, jogos e serviços financeiros. No esporte, o movimento reforça uma mensagem cada vez mais clara: proteger jovens atletas hoje também passa, necessariamente, pelo ambiente digital. Nos siga nas redes sociais: @leiemcampo Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Lei em Campo por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Ameaça intolerável: Trump vê guerra com Irã perto do fim e minimiza Hormuz Samira vence a 13ª Prova do Líder, ganha carro e está no Top 8 do BBB 26 São Paulo marca no fim, empata com o Inter e evita 3ª derrota sob Roger 'Me arrependo por reagir mal', diz ré por racismo ao voltar à Argentina Veja: Allan, do Corinthians, faz gesto obsceno e é expulso contra o Flu