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Esporte Corinthians confia na biometria para não ter 'torcida gelada' na final Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 17/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Torcida do Corinthians na Neo Química Arena Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians O Corinthians chega à final da Copa do Brasil sustentando que a biometria facial mudou de forma estrutural a relação do clube com a própria torcida dentro da Neo Química Arena — o duelo contra o Vasco será hoje, às 21h30, pela ida da final do torneio. Mais do que um instrumento de segurança, a tecnologia passou a ser vista internamente como uma ferramenta para combater o cambismo, garantir que o ingresso chegue a quem realmente vai ao estádio e, como consequência direta, evitar arquibancadas cheias, mas pouco participativas. Desde que a biometria passou a ser exigida de forma obrigatória, em meados de 2025, o clube avalia que o acesso aos ingressos se tornou mais meritocrático. Daniela Lima Ou direita se soma a Flávio ou o convence a apoiá-la Sakamoto Flávio joga água fria em Tarcísio e no centrão Alexandre Borges 'Cancelamento' do SBT por Zezé expõe a direita 'woke' Alicia Klein The Best: a Fifa não cansa de passar vergonha A compra deixou de ser um ativo facilmente transferível e passou a ficar vinculada ao CPF e ao rosto do torcedor cadastrado, reduzindo drasticamente práticas históricas de repasse, revenda e uso do programa apenas para pontuar. Classificação e jogos Copa do Brasil Confiabilidade impulsiona crescimento do Fiel Torcedor Um dos reflexos mais claros dessa mudança foi o crescimento expressivo no número de associados ao Fiel Torcedor . O Corinthians saiu de um patamar em torno de 43 mil planos ativos para mais de 90 mil , chegando a flertar com a marca de 100 mil cadastros ao longo do ano. Parte desse crescimento, porém, foi ajustada após um processo de bloqueio de CPFs irregulares, identidades falsas e até cadastros vinculados a pessoas falecidas. A leitura do clube é que, mesmo com esse "filtro", houve uma renovação real da base de torcedores associados. A maior confiança no sistema — agora amparado pela biometria e por cruzamentos de dados para validação de identidade — fez com que novos torcedores passassem a enxergar valor no programa, inclusive aqueles que se associaram a partir de julho já conseguem acessar faixas de compra. Continua após a publicidade Esse movimento também ajudou a diluir uma distorção antiga do programa, em que ingressos ficavam concentrados nas mãos de torcedores com pontuação muito alta , muitas vezes construída sem presença constante no estádio. Com menos possibilidade de repasse, o ingresso passou a circular mais dentro do próprio ecossistema do Fiel Torcedor . Menos cambismo, mais presença O Corinthians sustenta que a biometria reduziu de forma significativa o cambismo , inclusive aquele praticado de maneira estruturada. A tecnologia dificultou a atuação de revendedores que operavam em escala , comercializando centenas de ingressos por jogo, algo que era possível quando não havia controle de identidade na entrada. Além disso, o clube mantém um monitoramento constante para identificar padrões suspeitos , o que já resultou no bloqueio de diversos ingressos em partidas recentes. Continua após a publicidade A avaliação é que atualmente o cambismo deixou de ser uma prática simples e passou a exigir brechas cada vez menores , o que reduz seu impacto no ambiente do estádio. Como o rating entra nessa equação O sistema de vendas do Corinthians continua baseado na prioridade por plano e em recortes por pontuação , mas a biometria alterou a lógica prática desse modelo. A discussão interna é fazer com que o rating passe a valorizar não apenas a compra, mas também a presença efetiva , medida pela entrada no estádio. A ideia é premiar quem compra e comparece, criar mecanismos oficiais de devolução de ingresso e aplicar penalidades para quem compra, não vai e não libera a entrada para outro torcedor . Com isso, o clube acredita que reduz ainda mais o incentivo à compra apenas para manter pontuação. Brechas ainda existentes Mesmo com a biometria, ainda existem ingressos fora desse fluxo principal, como cadeiras cativas, camarotes e outras categorias atribuíveis. Esses setores não seguem exatamente a mesma lógica do Fiel Torcedor e, por isso, exigem fiscalização específica. Continua após a publicidade Ainda assim, a avaliação é que, no conjunto, a biometria trouxe um ganho claro de controle, confiabilidade e engajamento, criando um ambiente em que o estádio tende a ser ocupado por quem, de fato, quer estar ali. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Trump ordena bloqueio total a petroleiros da Venezuela sob sanção Fifa The Best 2025: veja quais foram os votos de Ancelotti e Marquinhos Leila cita Real para defender 3º mandato: 'Presidente está há 20 anos' Câmara aprova corte de benefícios fiscais com taxação de bets e fintechs Prêmio da Lotofácil acumula e chega a R$ 5 milhões; confira dezenas