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Troca debate sobre comentário machista de Gustavo Marques e pedido de desculpas do atleta A lateral-direita Kati, da Ferroviária , criticou as falas consideradas machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, contra a árbitra Daiane Muniz após a partida contra o São Paulo, nas quartas de final do Paulistão. Ele disse que a árbitra “acabou com o jogo” e que a Federação Paulista de Futebol (FPF) errou em colocar “uma árbitra para apitar um jogo desse tamanho”. 1 de 2
Kati, lateral da Ferroviária — Foto: Rafael Zocco/Ferroviária SAF Kati, lateral da Ferroviária — Foto: Rafael Zocco/Ferroviária SAF Kati lembrou que a Ferroviária tem histórico ligado à valorização das mulheres no futebol não só pelo time feminino, dos mais vitoriosos da modalidade no país, mas também pela defesa do respeito, igualdade de gênero e ambientes seguros para atletas e profissionais do esporte. - Criticar a arbitragem faz parte do jogo, é algo que acontece no futebol desde sempre. O que não pode acontecer é transformar essa crítica em ataque machista, desrespeitoso e violento. Quando se diz que uma mulher não tem capacidade para apitar por ser mulher, isso não é sobre futebol, é sobre preconceito. 2 de 2
Daiane Muniz, árbitra de Bragantino x São Paulo — Foto: Joisel Amaral/AGIF Daiane Muniz, árbitra de Bragantino x São Paulo — Foto: Joisel Amaral/AGIF Kati tem engajamento em pautas sociais dentro o esporte e acredita que esse tipo de fala pode comprometer o ambiente do futebol para as mulheres em campo e fora dele. - É possível criticar decisões da arbitragem sem desrespeitar, sem atacar a pessoa e, principalmente, sem recorrer a discursos machistas. A forma como jogadores se posicionam publicamente influencia torcedores, crianças e todo o ambiente do futebol. Isso precisa ser tratado com mais responsabilidade. Brasileiro Feminino: Ferroviária vence Botafogo na Fonte Luminosa Logo após as declarações, Gustavo Marques se desculpou com a árbitra e também publicamente. Além disso, a fala foi repreendida pela Federação Paulista de Futebol e pelo próprio Bragantino, que o multou em 50% do salário . De acordo com o clube, o valor será destinado para a ONG Rendar, que cuida de mulheres em situação de vulnerabilidade em Bragança Paulista (SP). O zagueiro também não será relacionado para o jogo contra o Athletico-PR no Brasileirão.