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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Tribunal tem três dias para refletir e evitar erro no caso Bruno Henrique Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL 10/11/2025 18h36 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Bruno Henrique, atacante do Flamengo Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF Bruno Henrique pode não ter que cumprir um só jogo de suspensão após ser acusado de passar informações para apostadores, no caso um cartão amarelo que levaria contra o Santos, em jogo do returno do campeonato brasileiro de 2023. O começo do julgamento no Pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) foi favorável ao atacante do Flamengo. Antes de ser suspensa a sessão após pedido de vista (mais tempo para analisar) do auditor Marco Aurélio Choy, foi dado um voto. Justamente o do relator, Sérgio Furtado Coelho Filho. Pela absolvição no Artigo 243-A. Sem suspensão, com a condenação no Artigo 191, III. Em resumo, ele seria apenas multado em R$ 100 mil. Isso significaria que Bruno Henrique não teria de cumprir uma partida de "gancho" sequer. Antes, o pedido de prescrição foi rejeitado por 9 a 0. Sim, são nove auditores, o que significa que, quando a sessão for retomada, quinta ou sexta-feira a priori, outros nove votarão. Se mais quatro acompanharem o relator, o jogador terá apenas que pagar a multa. Thais Bilenky 'Já compraram coxinha?', provoca Janja na COP Josias de Souza Brasil apaixonou-se por equívocos na segurança Juca Kfouri Caso Bruno Henrique: o STJD está de 'parabéns' Sakamoto Negacionistas não creem em tornado no PR Caso a pena de 12 jogos seja mantida, o atleta ficaria fora da reta final do Brasileirão, ou seja, não atuaria nas seis rodadas restantes. Pelo 243-A, a suspensão pode chegar ao dobro de partidas inicialmente estipuladas, ou seja, 24. Os demais integrantes do Pleno do STJD terão alguns dias para refletir e então tomarão a decisão. Fato: o caso de Bruno Henrique não se assemelha aos de 2023, quando a Operação Penalidade Máxima trouxe à tona esquema de manipulação em jogos de futebol. Ele envolvia jogadores e apostadores, grupos que lucravam em sites de apostas esportivas. Portanto, pedir tratamento idêntico a participantes daquelas armações não faz sentido. Contudo, no inquérito sobre o caso que envolve o camisa 27 do Flamengo, há conversas de WhatsApp das quais participa, Nelas, seu irmão tenta dele extrair informações sobre cartões amarelos que tomaria propositalmente, com o objetivo de lucrar apostando. E outras pessoas aparecem em diálogos nas 84 páginas do relatório com o mesmo interesse. Jogadores profissionais e demais envolvidos diretamente com o futebol não podem, em qualquer hipótese, tratar desse tema com terceiros, passar informações, nada. Se o técnico e o atleta combinaram que levará um terceiro cartão amarelo em determinado jogo para ficar fora do confronto contra certo adversário e não desafalcar diante de um outro, isso é informação absolutamente confidencial. Quando indagado pelo irmão sobre quando seria advertido pelos árbitros, Bruno Henrique deveria rechaçar a abordagem com veemência, ao invés de responder que seria contra o Santos. Ou, em outro momento, nada responder quando disse que não, pois já tinha um, ao ser perguntado se poderia levar um cartão no próximo jogo. Caso o tribunal apenas multe o atacante, abrirá um precedente, criando temerosa jurisprudência. A ver. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mauro Cezar Pereira por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora A Fazenda: nova parcial da enquete revela quem vai para o Super Paiol Mulher trans morre após ser espancada por homem em BH PF critica alterações feitas por Derrite no PL Antifacção: 'Retrocesso' Lotofácil tem prêmio estimado de R$ 1,8 milhão; confira números sorteados Caso Bruno Henrique: o STJD está de parabéns