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Futebol Presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians pede licença do cargo Do UOL, em São Paulo 13/04/2026 18h52 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Depois do adiamento da votação da reforma do estatuto do Corinthians , o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, emitiu uma nota para comunicar licença, por tempo indeterminado, do cargo. A votação estava marcada para o próximo sábado (18) e foi adiada após decisão judicial. No texto, Romeu Tuma Júnior disse que não servirá de "instrumento de manobra" do presidente da diretoria, Osmar Stabile - a quem considerou ser um "traidor". Em março, Conselho Deliberativo do clube aprovou o afastamento de Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão . A decisão pelo afastamento de Tuma foi tomada com 115 votos favoráveis, 15 contrários e sete abstenções, entre 137 votantes. Alexandre Borges Trump x papa Leão 14: existe guerra justa? Sakamoto Relator de CPI poupa colegas em ano eleitoral Carlos Nobre A guinada verde da China e a pressão sobre o Brasil Milly Lacombe Atitude da diretoria do Flu pode pôr o ano a perder A reunião, no entanto, foi contestada, pois uma parte dos conselheiros sustenta que houve interrupção antes do encerramento formal. Leia a nota na íntegra: "Diante dos fatos tornados públicos nesta data, especialmente após a decisão liminar que suspendeu a realização da Assembleia Geral destinada à apreciação da Reforma Estatutária do Sport Club Corinthians Paulista, comunico meu licenciamento, por tempo indeterminado, do cargo de Presidente do Conselho Deliberativo. Nos últimos dias, ficou evidente a construção de uma operação política destinada a bloquear a vontade dos associados. A minha presença na presidência do Conselho passou a ser usada pelo presidente da Diretoria, Osmar Stabile, como argumento para inviabilizar a votação da reforma no dia 18 de abril (sábado próximo). Sua mais recente manobra, a ação que veio a público na manhã de hoje - e que, aliás, foi deliberadamente protocolada em sigilo, mesmo que sem qualquer fundamentação que o justifique -, tem como única finalidade impedir, exatamente, a manifestação dos associados. Stábile se utiliza de terceiro para propor a ação, porque tem medo de ser julgado exatamente pelo que é: um traidor. Um traidor de cada voto que recebeu. Um traidor de cada corinthiano que acreditou no seu caráter. Um traidor de quem quer um Corinthians democrático valor que, por sua vez, nos define como instituição. A cronologia delineada na decisão liminar revela isso com clareza: Continua após a publicidade 1. O pedido de suspensão da Assembleia não foi acolhido de imediato. O entendimento inicial do Magistrado foi pelo indeferimento fundamentando que era necessário ouvir o Corinthians antes de qualquer decisão. Houve, inclusive, a fixação de prazo para manifestação do clube. 2. O Corinthians, por sua vez, através de seu Presidente e de seu Diretor Jurídico, adiantando deliberadamente o prazo processual, se deu por citado no dia 8 de abril. Na sua manifestação, "concordou" com o pedido inicial para barrar a Assembleia da reforma estatutária, 3. No dia 10 de abril, diante do pedido de Ezabella e da conivência expressa da Diretoria do Corinthians, não restou alternativa ao juiz, se não suspender a Assembleia. Não é razoável ignorar o significado político dessa sequência. Quando o próprio réu, nesse caso o clube, se antecipa e age em convergência com a tese de quem pretendia paralisar a Assembleia Geral, o resultado se torna previsível. Não serei instrumento dessa manobra, tampouco permitirei a continuidade dos atos ilegais de constrangimento e assédio a funcionários e funcionárias que realmente trabalham pelo e para o Corinthians, ao contrário dessa gente autoritária e golpista. Dou este passo para remover da frente qualquer desculpa fabricada em nome de uma disputa de poder que nunca foi sobre a minha pessoa, mas sempre sobre o medo de submeter o futuro do Corinthians à decisão livre da sua base associativa. Saio da presidência do Conselho Deliberativo temporariamente, como um aceno ao bom senso coletivo, para que a reforma do Estatuto possa andar, para que a Assembleia possa ocorrer e para que o clube não continue refém dos que trabalham nos bastidores para adiar mudanças que o Corinthians já não pode mais postergar. A partir de agora, todos saberão com mais nitidez quem quer a votação e quem quer impedi-la. Continua após a publicidade Continuarei onde sempre estive: ao lado da democratização do clube, da modernização de sua governança e do direito de o associado decidir, sem sabotagem e sem arranjos, o destino do Corinthians. Espero e confio na independência e boa-fé dos Associados e Torcedores, que cientes do que está por trás dessa narrativa fraudulenta, dos mesmos de sempre, que detém o "poder" de manobrar o futuro do Corinthians, aos quais não nos submetemos, entendam que é chegada a hora de se expor os fatos e não mais as versões de bastidores que só se prestam aos interesses mesquinhos de grupelhos que aparelham esse Gigante Centenário do Futebol Mundial." Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Gilmar e Toffoli dizem que relatório da CPI pode configurar abuso de poder O que comer para ter articulações mais fortes e o que evitar Samir: Diniz cobra posição sobre volta de Memphis ao Corinthians Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF Com petróleo a US$ 100, governo quer reviver a estatal BR Distribuidora