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Esporte Futebol Caldeirão, Marcos Braz e medalhões: Remo dá salto e vê Série A perto Guilherme Xavier e Renan Liskai Do UOL, em São Paulo 15/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Caio Vinícius comemora gol marcado pelo Remo durante jogo na Série B Imagem: Fernando Torres/AGIF Cambaleante durante a Série B, o Remo arrancou na reta final e chega à penúltima rodada com possibilidade de garantir o retorno à elite do futebol brasileiro após 31 anos com diversas "armas" desenvolvidas na temporada. Começo bom, patinada e superação O Remo ficou as nove primeiras rodadas da Série B invicto . A equipe somou quatro vitórias e cinco empates no período e só foi derrotada em junho, no jogo de despedida do então técnico Daniel Paulista, que foi para o Sport. Vieram Marcos Braz e António Oliveira . O executivo ex-Flamengo e o técnico português chegaram quase que juntos. Em campo, o time oscilou muito e chegou ao meio de setembro na oitava colocação, a quatro pontos de distância do G4. António foi demitido. Letícia Casado Operação sobre INSS tumultua disputa por MG Wálter Maierovitch Crime agradece trapalhada do relator do PL Antifacção PVC Fla pode derrubar Sport e ser líder; veja palpites Juca Kfouri O tapa de luvas de Adriane Galisteu na família Senna Eis que surgiu Guto Ferreira . Acostumado a trabalhos na Série B, o treinador foi indicado a Marcos Braz e contratado após uma chamada por vídeo. Classificação e jogos serie-b O resultado veio em campo . Desde que Guto assumiu, o Remo somou seis vitórias e dois empates — hoje é o terceiro colocado, com 59 pontos, e se vê muito perto do acesso. Marcos Braz durante coletiva no Remo Imagem: Reprodução A volta à Série A pode acontecer neste final de semana . Hoje, a equipe precisa vencer o Avaí, fora de casa, e torcer para a Chapecoense perder para o Volta Redonda. Amanhã, é a vez de secar o Criciúma, que precisa perder para o Botafogo-SP, em Santa Catarina. A briga pelo acesso não era algo tão esperado no começo da temporada . O UOL apurou que a diretoria entende que conseguiu uma reviravolta importante, mesmo diante de todos os desafios que a Série B impõe, como longas viagens. O Remo foi campeão paraense, mas viveu trocas de técnicos, e, como consequência, mudanças de rota ao longo da competição. O caldeirão O Remo tirou o mando dos seus jogos no Mangueirão e passou para o Baenão . O nome, no aumentativo, até dá a impressão de um estádio grande, mas ele comporta, na verdade, cerca de 13 mil torcedores. Continua após a publicidade Relacionadas Paquetá vê vitória completa após fim de caso de apostas: 'Estou mais leve' Palmeiras sugere acordo ao STJD sobre Vitor Roque e tenta evitar desfalque Como o STJD chegou à pena de R$ 100 mil para Bruno Henrique O clima por lá é hostil ao adversário: a torcida fica colada no gramado, que não é dos maiores . A própria diretoria reconhece isso e não faz questão de esconder que usa o estádio como uma arma para o time obter bons resultados jogando em casa. Acho que o Baenão é o 13º jogador, porque o 12º é a torcida. Eu conheço outros estádios, sem fazer comparação, mas que também são caldeirões. Conheço a Bombonera, o estádio do River... E posso dizer que o Baenão cheio é diferente, faz o adversário ficar desconfortável. Marcos Braz Baenão, estádio do Remo, durante jogo contra a Chapecoense na Série B Imagem: Fernando Torres/AGIF Os adversários não curtem muito jogar lá . Recentemente, a Chapecoense ficou na bronca após o empate por 1 a 1 com o Remo no estádio da equipe paraense. Fizemos um dos nossos melhores jogos, e o que nos incomoda é que aqui foge do padrão. As pessoas são muito agressivas, isso aqui é futebol. Aqui eles ofendem as pessoas, jogam coisas. Tanto que eu vou cobrar da arbitragem, o árbitro tem que reportar o que aconteceu aqui, porque também já aconteceu com outros clubes e todo mundo está chateado. Alex Passos, presidente da Chapecoense Os medalhões O Remo investiu em diversos reforços para a temporada e, entre eles, estão alguns medalhões conhecidos do futebol brasileiro. Estão entre eles: Pedro Rocha [ex-Flamengo], Cantillo [ex-Corinthians], Jorge [ex-Santos e Palmeiras], Régis [ex-Corinthians], Marrony [ex-Atlético-MG], Nathan [ex-Grêmio] e Janderson [ex-Corinthians]. Continua após a publicidade Pedro Rocha é o artilheiro da Série B . O atacante soma 14 gols pelo Remo na competição e é um velho conhecido do diretor Marcos Braz — trabalharam juntos no Flamengo, onde o atleta não foi bem. Tem até um grego no elenco . Entre as contratações, o Remo anunciou Panagiotis Tachtsidis , em setembro. O experiente meio-campista chegou a jogar ao lado de Rivaldo, no AEK, da Grécia. Outro destaque é um jogador emprestado pelo Botafogo . O uruguaio Diego Hernández chegou ao Remo já no meio da temporada e é peça fundamental no crescimento da equipe — são três gols e duas assistências em 13 jogos. O sonho do acesso Já se vão 31 anos desde que o Remo disputou sua última edição de Série A do Brasileirão . Em 1994, um ano após ficar em sétimo, a equipe paraense acabou rebaixada e nunca mais voltou. O Remo chegou a ficar sem divisão em 2009, 2011 e 2013 . Entre passagens pela Série D e C, o Remo chegou à B neste ano e já quer emendar o segundo acesso seguido. 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