Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem Hotéis dos EUA apontam fracasso de vendas em Copa, e culpam Fifa e sedes Pedro Lopes Colunista do UOL 08/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Donald Trump recebe prêmio da paz da Fifa durante sorteio da Copa do Mundo de 2026 Imagem: JIM WATSON/AFP Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O setor hoteleiro dos Estados Unidos demonstra preocupação com a demanda abaixo do projetado por hospedagem na Copa do Mundo, e aponta medidas tomadas pelas cidades sede, pelo governo norte-americano e pela Fifa como responsáveis pela situação. Os dados e preocupações estão em relatório fechado no final de abril pela American Hotel & Lodging Association (AHLA), associação que reúne 30 mil membros e 80% das franquias de hotéis nos EUA. A AHLA aponta que mais de 80% dos seus membros ouvidos considera a demanda de Copa decepcionante e abaixo do esperado, e aponta uma série de culpados. Um deles seria a própria Fifa. Juca Kfouri A Libertadores é diferente. Infelizmente Letícia Casado Combo Trump-Ciro anima pré-campanha de Lula Maria Prata Marcas invadem as nossas memórias afetivas José Fucs Congresso evitou estrago maior de Lula Segundo a associação, a Fifa bloqueou um número alto de quartos de hotel prevendo reservas para o Mundial em todas as cidades sede, mas devolveu esses quartos aos hotéis sem que tivessem sido reservados já às vésperas da competição - em alguns casos, segundo o relatório, todos os quartos teriam sido devolvidos sem nenhuma reserva; em outros, até 85% deles teriam sido devolvidos desocupados. A Fifa contesta essa versão. "Todas as liberações de quartos foram realizadas em conformidade com os prazos contratualmente acordados com os hotéis parceiros - uma prática padrão para um evento desta magnitude. Em muitos casos, as liberações de quartos foram feitas antes dos prazos estabelecidos para acomodar melhor as solicitações dos hotéis", disse à coluna um porta-voz da entidade. "Durante todo o processo de planejamento, a equipe de Acomodações da Fifa manteve discussões consistentes com as partes interessadas dos hotéis, incluindo ajustes de blocos de quartos, concordância com tarifas, confirmação de tipos de quartos e relatórios regulares, apoiados por assembleias gerais (townhalls) e comunicação contínua", afirmou. Nos bastidores, fontes ligadas à Fifa apontam que foram comercializados já mais de 5 milhões de ingressos para a Copa, grande parte por torcedores internacionais, e que a competição caminha para ter recordes de público. As fontes apontaram à coluna que são torcedores que precisarão de hospedagem durante o torneio, e que caso haja baixa demanda no setor hoteleiro, ela pode ter relação com outros fatores como precificação e mudanças no mercado com plataformas de hospedagem. A própria AHLA aponta também outros motivos: um deles é o clima geopolítico atual dos EUA, com o endurecimento de políticas anti imigração. "O caminho para os Estados Unidos para muitos viajantes da Copa do Mundo parece, cada vez mais distante de uma recepção de tapete vermelho. Existe uma percepção de que viajantes internacionais podem enfrentar longos tempos de espera para vistos, aumento nas taxas consulares e uma incerteza persistente em relação ao processamento de entrada", diz o relatório. Continua após a publicidade A coluna ouviu, há algumas semanas, uma fonte do Departamento de Estado dos EUA sobre esse assunto. Ela afirmou que não há e não haverá nenhuma restrição a vistos da modalidade "não imigrante", na qual se incluem torcedores, membros de imprensa e outros, antes e durante o Mundial. O endurecimento se aplica apenas a pedidos de residência e entradas como imigrantes. Um terceiro motivo apontado pelos hotéis como motivo de preocupação é o aumento de taxas, impostos e preços nas cidades-sede durante a Copa. Na Filadélfia, há uma proposta para aumento de taxação sobre o setor hoteleiro de 8,5% para 10,5%. Há também aumento de preços em transportes, com transportes entrando e saindo do aeroporto de Los Angeles subindo de US$ 4 para até US$ 12, e trens em Boston que custavam menos de US$ 20 passando a custar até US$ 80. "Com apenas dois meses para o início dos jogos, as reservas de hotéis para a Copa do Mundo estão abaixo das expectativas devido aos cancelamentos da Fifa, obstáculos para viajantes internacionais e novas propostas de taxas e impostos que estão injetando incerteza nos planos dos viajantes. Moderação nas políticas e transparência operacional podem liberar o potencial restante. Cidades-sede como Filadélfia, Nova Jersey e outras devem evitar aumentos de impostos que agravem a incerteza", conclui o relatório. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Programas sociais compõem renda de 22,7% dos lares, menor nível desde 2022 Moto aquática atinge baleia e piloto é arremessado no mar em Vancouver Desigualdade cresce, apesar de renda do brasileiro ser a maior da história Padre Marcelo Rossi mostra antes e depois de tratar depressão: 'Tem cura' Diabo Loiro, do PCC, é alvo de ação contra lavagem de dinheiro da facção