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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Quem são e como jogam as 'caras novas' que Ancelotti buscou na Ucrânia? Rafael Reis Colunista do UOL 29/10/2026 17h30 Deixe seu comentário Alisson Santana e Marlon Gomes são companheiros de Shakhtar Donetsk e seleção brasileira Imagem: Montagem Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A última convocação de Carlo Ancelotti em 2026 conta com seis jogadores que nunca vestiram a camisa da seleção brasileira principal. O goleiro Lucas Perri (Torino) já esteve em listas anteriores, embora ainda não tenha feito sua estreia oficial, o zagueiro Jonathan Jesus (Cruzeiro) e o volante André Luiz (Corinthians) são titulares de times populares que disputam o Brasileirão, enquanto o meia-atacante Allan acabou de sair do Palmeiras e foi para o Manchester City, um dos gigantes do primeiro escalão do futebol mundial. Já o meia Marlon Gomes e o ponta Alisson Santana, ambos do Shakhtar Donetsk, são "menos conhecidos" (ou lembrados) pelo torcedor brasileiro, já que deixaram o país já há algum tempo e não atuam em uma liga nacional de grande audiência por aqui. Balaio do Kotscho Fonteles vira nome forte para suceder Lula Milly Lacombe Só Fla e Palmeiras fora da convocação não faz sentido Casagrande Corinthians vive pior fase da sua história Mariana Sanches Governo Trump vive impasse sobre o Brasil Por conta disso, o "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo as duas caras novas da equipe ucraniana na seleção e também mostra como elas podem se encaixar no desenho tático proposto por Ancelotti para os amistosos contra Japão e Singapura, no próximo mês. Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play Marlon Gomes: o 'dono da bola' Se a ideia do técnico italiano para este novo ciclo é mesmo ter um time mais dominante e que controle a posse de bola, Marlon Gomes é um nome a ser testado. Revelado no Vasco e com longo histórico de serviços prestados às seleções de base (jogou da equipe sub-17 ao time que obteve a classificação para os Jogos Olímpicos de Paris-2024), o meia de 22 anos tem justamente no passe a maior virtude do seu jogo. Em seu terceiro ano no Shakhtar, o camisa 6 tem uma taxa de acerto de 88% nas entregas de bolas para seus companheiros. O número chama a atenção porque o brasileiro não é daqueles jogadores que só dão passes laterais ou para trás: pelo contrário, é o terceiro integrante do elenco ucraniano que mais cria jogadas que terminam em finalizações (1,4 por partida). Continua após a publicidade Relacionadas Kane? Para IA, Yamal já é o melhor jogador do mundo, e Raphinha, o 2º Por onde andam 7 ex-jogadores do Flamengo que estão 'sumidos' no exterior? Opção para seleção, ex-Corinthians quebra recorde e vira goleador na Itália O ex-Vasco tem ainda uma outra virtude, a versatilidade como meio-campista. Marlon Gomes já jogou em todas as funções do setor, de primeiro volante a camisa 10, e têm encaixe fácil nos mais variados desenhos táticos. Alisson Santana: mais do mesmo? Um ano mais novo que Marlon Gomes e com menos de 100 jogos como profissional, Alisson Santana é um dos quatro pontas direitas convocados por Ancelotti para os compromissos de novembro da seleção. É verdade que ele também pode jogar pelo lado esquerdo do campo, mas isso raramente acontece no Shakhtar, que só o utilizou assim uma única vez neste começo de temporada. Seu dia a dia em Donetsk é aberto pela direita, exatamente como fazem Allan, Estêvão (Chelsea) Rayan (Bournemouth), também lembrados pela seleção. Pelo menos na Ucrânia, o que faz o garoto formado no Atlético-MG e que foi vendido em março do ano passado "ser especial" é a capacidade de vencer adversários no um contra um. Na atual temporada, ele é o terceiro jogador com mais dribles certos na Premier League ucraniana, com 36 execuções. Continua após a publicidade Alto e forte para um atacante de lado de campo, Alisson Santana soma até hoje 15 gols e 22 assistências em 50 partidas pelo Shakhtar, três delas nesta edição da Liga dos Campeões da Europa. Data Fifa de novembro Os amistosos contra Japão e Singapura serão os últimos compromissos da seleção neste ano e também correspondem à segunda janela do Brasil no ciclo preparatório da Copa do Mundo-2030. Na rodada anterior, entre os meses de setembro e outubro, os comandados de Ancelotti conquistaram uma vitória (4 a 2) e um empate (1 a 1) com a Austrália, além de uma goleada por 4 a 0 sobre a Índia. As eliminatórias sul-americanas, a próxima competição oficial prevista no calendário da equipe canarinho, ainda não têm data para começar. A tendência é que seu pontapé inicial fique para o segundo semestre do ano que vem. A Copa-2030 celebrará o aniversário de cem anos da principal competição de futebol do planeta e terá jogos espalhados por seis países-sedes: Argentina, Paraguai, Uruguai, Portugal, Espanha e Marrocos. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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