Conteúdo Original
Opinião Futebol Julio: Pensar que Neymar vai resolver partidas na Copa é confiar em duendes Do UOL, em São Paulo 03/06/2026 09h35 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Confiar que Neymar vai decidir partidas importantes na Copa do Mundo "é acreditar em duende", avaliou o comentarista Julio Gomes no UOL News Esporte , do Canal UOL. O debate no programa girou em torno da recuperação do atacante, que não treinou com o grupo, está fora do amistoso contra o Egito e praticamente descartado para a estreia do Brasil contra o Marrocos. O Neymar é assunto e esse é o meu ponto desde a convocação. Em 2022 eu falei: o próximo técnico tem que montar o ciclo sem Neymar e, quando chegar perto da Copa do Mundo, se o Neymar estiver bem, estiver jogando, estiver jogando bem e estiver bem fisicamente, convoca o Neymar e pronto. Obviamente não teve ciclo, não teve um técnico. Teve uma baderna. O Ancelotti preferiu usar do expediente que eu considerava ideal. Porém, por que eu não convocaria? Primeiro, porque ele estava jogando, mas não arrebentando. Então, eu acho que não vale. Julio Gomes Josias de Souza Trump passa de 'aliado' de Flávio a maior estorvo José Fucs Por que cerco de Trump às facções é bom para o Brasil Narrativas em Disputa Tarifaço, Pix e o efeito na campanha de Flávio Wálter Maierovitch Trump libera fúria contra Netanyahu Na sequência, o comentarista disse que a aposta no camisa 10 como "solução" num cenário decisivo perde força sem sinais claros de desempenho e de condição física. Para ele, o argumento de olhar para o banco e esperar que Neymar resolva não se sustenta no momento. Para mim é essa coisa imaginária do: "Ah, nas quartas de final, quando eu estar perdendo, vou olhar para o banco e ver quem?". Essa frase se justificaria se o Neymar estivesse jogando bem. Esse cenário meio que não existe. O Neymar não está jogando bem. Se o Brasil estiver perdendo uma partida de quartas de final, confiar que ele resolva é um pouco acreditar em duende. Pode até acontecer e a gente queimar a língua, mas eu acho que as probabilidades são baixas. Julio Gomes Danilo Lavieri detalhou que Neymar ainda se recupera da lesão na panturrilha e que a comissão técnica acompanha a evolução dia a dia. O repórter disse que o atacante não foi a campo quando 25 dos 26 jogadores treinaram e que o retorno segue incerto até ele "pisar em campo". Ele está ainda se recuperando da lesão da panturrilha. Já é carta fora do baralho para o amistoso contra o Egito no final de semana em Cleveland e também é praticamente descartado, eu digo praticamente porque a gente tem que acompanhar dia a dia, mas 99% fora da estreia contra Marrocos também no dia 13, com uma possibilidade de jogar a segunda partida. Eu diria a vocês que nem a segunda partida ainda é uma certeza. A gente vai ter que esperar o dia que o Neymar pisar em campo, a evolução dele dia a dia. Danilo Lavieri Arnaldo Ribeiro reforçou que, com pouco acesso ao treino, a principal pista para entender o estágio da recuperação será observar como Neymar aparece na atividade: se vai a campo e se usa tênis ou chuteiras. Na leitura dele, a ausência de chuteiras indicaria risco até para o segundo jogo. Se o Neymar vai a campo, como ele vai a campo? De tênis, de chuteira. Para a recuperação de panturrilha, na fase depois da mínima cicatrização, corridinhas em volta do campo, leves, ou de tênis, ou de chuteira, para ver se ele está minimamente próximo. Se ele não colocar as chuteiras ainda nessa atividade que seja, significa que até o segundo jogo está ameaçado. Arnaldo Ribeiro Continua após a publicidade Julio Gomes também apontou que a presença do atacante tende a "puxar" a discussão para o tema e, na visão dele, pode desviar foco de outras decisões do trabalho da seleção. Ele disse que o debate sobre Neymar titular só perdeu força porque a lesão tirou o assunto do campo. Eu acho que a presença do Neymar em si gera muitas distrações. A discussão sobre Neymar ou não titular só não está existindo porque ele machucou. Se não, a distração seria essa. Para mim, a presença do Neymar gera muita distração. Técnicos, jogadores, médicos ficam muito voltados para uma situação hipotética e poderiam estar canalizando energia para outras ações. A distração está presente. A gente está falando dele e vai estar sempre falando dele. Julio Gomes Veja horários das lives do UOL Esporte Imagem: Arte/UOL Imagem: Arte/UOL Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Figurinhas nos EUA têm níveis de raridade e podem valer mais de US$ 100 mil Trump libera fúria contra Netanyahu: o direito internacional está à deriva Empresário compra prédio abandonado há 80 anos em SP e descobre relíquia Moraes é tietado no Gilmarpalooza e brinca: 'Sou popular, corintiano' Exército descarta ação militar de Trump, mas admite problema nas fronteiras