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O dia do Santos teve duas camisas: a do presente, tensa pela tabela, e a da memória, vestida de Rei. Pelé completaria 86 anos; o clube celebrou seu legado e lançou, com a Umbro, uma coleção inspirada nas excursões internacionais dos anos 1960 e 1970 — história transformada em tecido, sem deixar de ser futebol. [ , , ] No gramado, o Santos chega ao duelo com o Bahia embalado pela virada sobre o Fluminense e com a Libertadores novamente no horizonte: 45 pontos, oitavo lugar, contra 49 do rival. A Vila Belmiro recebe um confronto direto, em que a vitória pode encurtar a distância; a longa invencibilidade em casa contra o Bahia entra como tempero para a noite. [ , , ] Cuca prepara um ataque de nomes graúdos: Neymar, Philippe Coutinho, Everton Cebolinha e Gabigol devem começar juntos. Coutinho, depois do primeiro gol, foi liberado para atuar por 90 minutos; Gabigol, por sua vez, está a um tento de igualar Zico no ranking histórico do Brasileirão. A conta da ambição convive com a conta do departamento médico: Lucas Veríssimo é baixa, e João Alencar aparece como alternativa na zaga, enquanto Barreal pode seguir improvisado na esquerda. [ , , , ] Também há motivos para olhar os corredores: Igor Vinícius aparece entre os laterais com mais assistências, enquanto Rodinei ganhou espaço e já contribuiu no último triunfo. Gustavinho descreveu um fim de ano mais tranquilo e valorizou o apoio da torcida; Gabriel Bontempo, além de provável titular, está na pré-lista da Seleção Brasileira para amistosos. [ , , ] Nos bastidores, o clima é bem menos sereno: a reforma do Estatuto do Santos e a convocação da assembleia para 8 de novembro foram contestadas por conselheiros e pré-candidatos, que cobram texto consolidado, rito e transparência. O debate passa por mudanças na governança, pelo Comitê de Gestão e pela possibilidade de ampliar a participação negociável numa eventual SAF — assunto que transforma a política do clube em outro campo de jogo. [ , ] Entre as histórias que escapam da pauta do próximo jogo, Matheus Oliveira contou como virou figura popular no Anyang, na Coreia do Sul, depois de uma trajetória que começou na base santista. E, num roteiro menos previsível, Neymar aceitou o convite de Craque Neto para participar do programa do apresentador — aproximação curiosa para uma dupla que já trocou farpas. [ , ]