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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Futebol França e Marrocos, uma rivalidade pra lá de Marrakech Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL, em Boston (EUA) 09/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Há quatro anos, entrei no elevador do hotel Wyndham, em Doha, no dia de Marrocos x Espanha. Dei de cara com o técnico do Marrocos, Walid Regragui. Perguntei se era verdade o que os marroquinos no Qatar diziam sobre a rivalidade com a Espanha ser maior do que com a França. Ele, nascido francês, confirmou. "O jogo vai ser difícil, mas vamos vencer." Depois de perceber que estava diante de um jornalista brasileiro, fechou a cara, entrou em seu quarto e bateu a porta na minha frente. Juca Kfouri O VAR seletivo e a proteção à Argentina Julio Gomes Marrocos melhorou e jogo é perigoso para a França João Paulo Charleaux Flávio calcula errado, e estratégia sai pela culatra José Paulo Kupfer FMI está mais otimista com o Brasil que os brasileiros Ganhou. Em Boston, os marroquinos dizem outra coisa: "É mais com a França", disse o torcedor Yassine Bouazzouz na saída do aeroporto da capital do estado de Massachusetts. Marrocos foi protetorado da França entre 1912 e 1956. "A colonização deixou marcas e somos mais rivais dos franceses, apesar das questões territoriais com a Espanha", repetiu outro marroquino, Medi, já no centro da cidade. Just Fontaine, agora segundo maior artilheiro da França em Copas do Mundo, atrás de Mbappé, nasceu em Marrakech em 1933, durante o período da colonização. "Casablanca", um dos clássicos do cinema, se passa durante a Segunda Guerra Mundial no período que o Marrocos-Francês era tomado pelos nazistas. Não foi filmado no Marrocos, mas nos estúdios da Warner, em Los Angeles. Casablanca fala majoritariamente o dialeto darija, mas os negócios se dão muitas vezes em francês fluente o suficiente para incomodar o técnico Didier Deschamps, da França, que teve de retornar para responder a pelo menos uma pergunta dos jornalistas que vieram aos Estados Unidos desde o norte da África. Espera-se hostilidade em Paris, onde a segunda maior comunidade estrangeira é a de Marrocos e a primeira, argelina. Há quatro anos, depois de eliminar a Espanha e Portugal, Marrocos foi eliminado pela França, com 0 x 2 nas semifinais, gols de Theo Hernández e Kolo Muani. Continua após a publicidade Daquela semifinal, restam três titulares na França e o técnico Didier Deschamps. Quatro iguais em Marrocos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora SP: Suspeito de articular compra de armas do Paraguai para o crime é preso Flu vira e goleia Nova Iguaçu com 2 de Savarino e chances perdidas de Hulk Coletiva do Marrocos é interrompida por discussão entre jornalistas; veja Homem é condenado a 22 anos de prisão pela morte do ator Jeff Machado Irã deve enterrar Ali Khamenei hoje em meio à escalada de ataques dos EUA