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A crise na Ponte Preta ganhou mais um capítulo. Membros da oposição e ídolos da Macaca protocolaram no Comitê de Ética da CBF uma denúncia contra os atuais dirigentes e o pedido de intervenção por parte da entidade máxima do futebol brasileiro.
O documento, assinado por 50 pessoas, entre eles ex-jogadores que fizeram história no clube, como Dicá, Oscar, Juninho Fonseca, Nelsinho Baptista, André Cruz e Renato Cajá , relata supostas irregularidades e infrações éticas atribuídas aos atuais dirigentes que indicam graves indícios de gestão temerária.
Líderes da oposição, Ricardo José Silva (Mãos Pontepretanas) e Eduardo Lacerda Fernandes (Ponte Pede Mais) querem a renúncia de toda a diretoria da Macaca, em especial do presidente Luiz Torrano e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin.
"A oposição está unida e comprometida com a defesa da Ponte Preta e de sua apaixonada nação de torcedores. Nosso clube centenário está acima de interesses pessoais ou divergências políticas. Estamos somando forças para proteger sua história e construir um futuro com responsabilidade, transparência e planejamento. Defendemos a renúncia de toda a atual diretoria para viabilizar uma transição responsável, buscar soluções imediatas para os atrasos salariais, desenvolver um plano estratégico e atrair investidores sérios, comprometidos com o futuro do nosso futebol e com os anseios da nossa torcida", diz parte do documento.
A denúncia foi produzida por André Megale, que é ex-diretor da CBF. Em contato com a ESPN , o advogado citou o caso da Federação Paraibana de Futebol. Em 2018, o presidente Amadeu Rodrigues foi afastado.
"É possível (intervenção da CBF). Já houve casos de intervenção no passado, como no caso da Federação Paraibana de Futebol", comentou.
A reportagem também procurou a Ponte Preta, que não quis se manifestar sobre o caso .
A crise financeira da Ponte Preta começou na metade do ano passado, durante a Série C. Mesmo assim, o clube conquistou o acesso e o seu primeiro título nacional.
Os problemas se agravaram em 2026. No Campeonato Paulista , a Macaca passou as primeiras rodadas impedida de registrar jogadores e foi rebaixada para a Série A2 com apenas um ponto.
Mais de 15 jogadores deixaram o clube ao longo da temporada por causa das pendênciais salariais, que em alguns casos superam os seis meses .
Já rebaixada para a Série C, a Macaca precisou recorrer a jogadores das categorias de base para não perder por WO em meio a saídas e greves dos atletas do profissional .