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Só para assinantes Assine UOL Opinião Eu 'garanto': mesmo sem merecer, Neymar estará na Copa! Milton Neves Colunista do UOL 12/05/2026 10h02 Deixe seu comentário Neymar, do Santos, em aquecimento contra o Remo, pelo Brasileirão Imagem: Jota Erre/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Primeiramente, é importante deixar claro: isso aqui é feeling, percepção, e não informação. Mas, ouvindo recentemente as entrelinhas das entrevistas de Carlo Ancelotti desde que assumiu a seleção, a sensação que fica é que Neymar, mesmo sem merecer, estará na Copa do Mundo. E os sinais, ainda que sutis, estão jogados no ar pelo treinador. Milly Lacombe No lugar de Ancelotti, eu levaria Neymar Josias de Souza Eduardo Bolsonaro já enxerga o patíbulo Sakamoto Beber detergente expõe crise em país polarizado Mônica Bergamo Festa de posse de Nunes Marques obtém R$ 640 mil O primeiro deles veio quando Ancelotti afirmou, mais de uma vez, que Neymar "não precisaria fazer testes" para disputar o Mundial. É uma declaração fortíssima. Principalmente quando falamos de um jogador que convive há anos com problemas físicos, pouca sequência e atuações cada vez menos convincentes. Outro indício importante surgiu em entrevista mais recente ao jornal francês L'Équipe, quando o treinador comentou que vê Neymar atuando de maneira mais centralizada, próximo ao gol adversário. Ou seja: além de pensar na convocação, Ancelotti aparentemente já imagina até em como encaixá-lo taticamente. E há ainda o fator político do vestiário. Continua após a publicidade Praticamente todas as principais lideranças da seleção, casos de Casemiro e Raphinha, defendem publicamente a presença do camisa 10 no grupo. E aí surge a pergunta: Ancelotti realmente comprará uma guerra interna com seus jogadores mais influentes por causa de uma vaga que, no fundo, ele sabe que dificilmente mudará o patamar técnico do Brasil nesta Copa? Parece improvável. Mas, ao mesmo tempo, convocar Neymar pode significar entrar numa armadilha perigosíssima. Porque é ingenuidade imaginar que o entorno do jogador ficará satisfeito apenas com sua presença no elenco. A pressão rapidamente passará a ser por titularidade absoluta, protagonismo total e, como tantas vezes aconteceu na última década, por uma seleção inteira funcionando em torno dele. Continua após a publicidade E convenhamos: foi justamente essa dependência emocional e tática que atrasou o futebol brasileiro por tantos anos. A impressão é que o Brasil precisa, urgentemente, superar o "fantasma Neymar" para conseguir reconstruir um time verdadeiramente coletivo e competitivo. Só que talvez isso não aconteça a tempo da Copa deste ano. E a realidade é com ou sem Neymar, o Brasil parece longe do nível das principais seleções do mundo. Talvez o grande trabalho de Ancelotti esteja menos em 2026 e mais na construção de um ciclo forte para 2030. Porque, nesta Copa, a sensação é de que iremos mais para participar do que realmente para conquistar. Continua após a publicidade Com ou sem o mala do Neymar. Opine! Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milton Neves por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Palmeiras sofre com nova lesão, e Paulinho é duvida para Copa do Brasil Uber pescador: golpe do falso motorista de app volta a assustar usuários Explosão em SP: famílias afetadas receberão auxílio de R$ 5.000, diz Sabesp De olho nas eleições, Lula lança mais um pacote contra o crime organizado Seleção: DM ligou para jogadores ontem antes de enviar pré-lista da Copa