Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Leila bate boca em reunião e irrita até aliados ao defender 3º mandato Danilo Lavieri Colunista do UOL 17/12/2025 12h06 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Leila Pereira, presidente do Palmeiras, antes de jogo contra o Flamengo pela final da Libertadores Imagem: ERNESTO BENAVIDES/AFP Leila Pereira bateu boca em uma reunião do Conselho Deliberativo do Palmeiras na noite de ontem (16) e irritou até aliados ao tentar normalizar a proposta de mudança do estatuto que pode permitir sua permanência no cargo por um terceiro mandato. O embate público expôs um desgaste político crescente dentro do clube justamente em um ambiente que, até pouco tempo, oferecia pouquíssima resistência a ela. O momento mais tenso do encontro ocorreu quando Leila respondeu às críticas do conselheiro José Corona, já conhecido por promover debates mais acalorados no Conselho, inclusive em gestões passadas. Ao ouvir que só teria vencido títulos com um time montado na gestão de Maurício Galiotte e Alexandre Mattos e que, sob seu comando, o Palmeiras teria piorado, a presidente reagiu de forma dura. Chamou Corona de fracassado e covarde, frase que foi recebida com aplausos por parte dos presentes, e ainda o interpelou ao perceber que ele deixaria o púlpito. "Você vai falar tudo isso e sair? Volta aqui", disse. Enquanto atacava o conselheiro, repetiu a frase "sou mais homem do que muito homem", em um bate boca que elevou ainda mais a temperatura da reunião, como mostrou também o áudio divulgado pelo jornalista Freddy Jr. Josias de Souza Fundo do poço de Moro virou um poço sem fundo Sakamoto Moro criou uma Abin particular em Curitiba Juca Kfouri Fla poderá ser bi mundial, intercontinental ou o quê? Casagrande Camisa do Fla é muito mais pesada que a do PSG O encontro tinha como pauta formal a aprovação do orçamento para 2026, mas acabou dominado pelo debate político em torno do futuro da presidência. Leila tem hoje maioria no Conselho e, em tese, força suficiente para aprovar a mudança estatutária que abriria caminho para um terceiro mandato. Mesmo assim, voltou a tratar o tema como algo natural e necessário, lembrando que a eventual alteração ainda precisaria ser ratificada pelos associados do clube. Embora seja impossível cravar números ou apoio com dados objetivos, a presidente ainda conta com respaldo relevante tanto no Conselho quanto entre os sócios. O que mudou nos últimos dias, e ficou mais evidente na reunião de ontem, é o incômodo crescente de figuras influentes da política palmeirense que sempre estiveram alinhadas a ela. Há integrantes do Conselho de Orientação e Fiscalização bastante irritados com a tentativa de mudança do estatuto. Tradicionalmente, esse era um dos espaços onde Leila enfrentava pouca ou nenhuma resistência. A insatisfação também aparece entre aliados próximos. Entre diretores e vices, há quem se coloque contra o que chamam abertamente de golpe, termo que Leila refuta com veemência. Além disso, existe resistência entre os chamados cardeais, grupo que já teve mais poder formal no clube, mas que ainda exerce influência e encontra eco em parte do pensamento político do Palmeiras. Nesse contexto, alguns nomes passaram a ser alvo de cobranças internas. Paulo Buosi, um dos vice-presidentes e apontado como possível sucessor, tem sido pressionado a se manifestar contra a manobra e a assumir uma posição mais clara como candidato. Maurício Galiotte, ex-presidente, segue ativo na política do clube, acompanha Leila em jogos e eventos oficiais e também vem sendo questionado sobre sua postura diante da possível mudança no estatuto. Há quem defenda seu retorno ao cargo, mas ele resiste à ideia e prefere, ao menos por enquanto, não confrontar diretamente a atual presidente. Do outro lado, os defensores da alteração estatutária argumentam que Buosi não seria um bom nome para disputar a presidência e que o outro vice, Everaldo Coelho, seria um projeto inviável. Na reunião, Leila chegou a tratar a alternância de poder como algo dispensável e buscou comparações com Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, para justificar a permanência prolongada no comando. Hoje, seu mandato vai até dezembro de 2027 e, pelas regras atuais, ela não poderia se reeleger. Com a mudança no estatuto, poderia, ao menos em tese, permanecer à frente do Palmeiras até 2030. Além das questões políticas, Leila também aproveitou o encontro para criticar o desempenho esportivo do clube na reta final da temporada. Disse que o Palmeiras não chutou uma bola na decisão da Libertadores contra o Flamengo e tentou reduzir sua parcela de responsabilidade pelo insucesso do time. As falas, somadas ao tom adotado no embate com conselheiros, reforçaram a percepção de desgaste em um momento em que a presidente tenta pavimentar o caminho para continuar no poder. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Danilo Lavieri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flamengo tem Plata titular, e PSG vai com Dembélé no banco; veja escalações Novo teste pode detectar o Alzheimer antes do aparecimento dos sintomas Casagrande: Desafio do Vasco é não deixar o Corinthians ferver em casa Honda Jet: pegamos carona no avião de R$ 50 milhões da montadora japonesa O que mudou na reforma tributária e o que acontece agora