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Futebol Agressão ou rixa: o plano para denúncia contra brigões de Galo x Cruzeiro Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 10/03/2026 08h10 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O procurador-geral do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG), Guilherme Doval, terá um trabalho extenso pela frente para formular a denúncia contra os envolvidos na pancadaria da final entre Atlético-MG e Cruzeiro. Os jogadores podem ser enquadrados por artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva que abordam agressão física (254-A) e rixa, que é quando a confusão fica generalizada (art. 257). A punição para agressão vai de quatro a 12 jogos. No caso da rixa em jogos de futebol, de seis a 10. Isso deixa aberta a possibilidade de que os jogadores fiquem fora de toda a edição do Mineiro em 2027, já que o campeonato tem 11 datas. José Roberto de Toledo Eleições 2026: Lula larga pior do que em 2022 Mariana Barbosa Caso Master pode provocar mudanças na CVM Alicia Klein O que liga Neymar, a briga em MG e as demissões Carlos Juliano Barros Flávio vai baixar valor do salário e da aposentadoria? "Nem todo mundo que estava em campo participou da briga, a gente consegue, na primeira análise, perceber que alguns estavam ali tentando afastar os atletas que estavam em conflito. Então, a gente precisa fazer uma avaliação bastante criteriosa para que a denúncia seja eficaz", disse Guilherme Doval. O planejamento da procuradoria é concluir a denúncia na semana que vem. Não há previsão de data de julgamento. O que o procurador-geral do TJD-MG disse Qual o ponto de partida do trabalho "Acho que todos já tiveram a oportunidade de ver as imagens do ocorrido após a final do Campeonato Mineiro. E a gente lamenta muito tudo o que aconteceu porque, de fato, uma final que era muito esperada pelos mineiros por ser um Mineirão dividido ao meio, uma ocasião que tem se tornado cada vez mais rara. E, dessa vez, a violência aconteceu em campo. Foi uma surpresa para todos nós. Acho que o papel da Procuradoria nesse caso é agir com bastante serenidade. O campeonato já acabou, a gente não tem aquela urgência de propor uma denúncia que vá afetar a rodada seguinte. E dada a dimensão de tudo que aconteceu, é importante ter bastante serenidade para receber a súmula, analisar o relato do árbitro, ter uma visão de campo diferente do que a gente muitas vezes vê pelas imagens. A visão do árbitro, às vezes, pode ser limitada para alguns eventos que a gente só consegue detectar pelas transmissões e pelas diversas filmagens que existem". O nosso papel é buscar a verdade real do que aconteceu, entender qual foi o envolvimento de cada atleta, de cada membro de comissão técnica, para que a gente possa separar o joio do trigo. Guilherme Doval, procurador-geral do TJD-MG Continua após a publicidade Dá para cravar em quais artigos os denunciados serão enquadrados? "É cedo pra gente já indicar qual será a denúncia referente a cada um dos envolvidos. Em linhas gerais, temos uma situação que pode resultar em denúncia sobre agressão. Eu acho que até no lance que iniciou toda a confusão, pode ter alguma coisa relacionada à jogada violenta, enquanto a bola ainda estava em jogo, enquanto o jogo ainda estava acontecendo. Mas, assim, nessa análise inicial, me parece que a gente vai acabar transitando pelo artigo 257, que trata da rixa, que é quando existe essa confusão generalizada e que muitas vezes é até difícil identificar quem deu um soco, dois ou três. Aí é uma coisa que é mesmo uma turba, né? É uma manada de atletas das duas equipes se agredindo mutuamente. Então, me parece que nós vamos transitar por esses três tipos aí de infrações que vão ser individualizadas para cada um daqueles que participou". Eventual punição vale pra competições da CBF ou só da Federação Mineira? "Aqui, a punição aplicada numa partida da competição organizada pela FMF, ela só vai gerar o cumprimento da pena que for aplicada em competições da FMF. Então, teremos, necessariamente, o cumprimento da pena no ano que vem, uma vez que a competição já se encerrou. Então, em tese, é possível, sim, dependendo da quantidade de partidas de suspensão aplicada, pode acontecer de algum atleta ficar impedido de participar da competição do ano que vem. Pela gravidade de tudo que aconteceu, não seria até surpresa que isso possa eventualmente ocorrer. Nosso trabalho aqui não é buscar penalizar as equipes ou a torcida, nem nada nesse sentido, mas a gente tem que aplicar o que está no Código Brasileiro de Justiça Esportiva. E, se as penas são graves, é porque os fatos ocorridos também foram graves. Então, essa medida vai observar a gravidade. Não vamos ficar pensando se vai cumprir uma competição inteira, ou meia, ou algumas partidas. Isso é consequência. O que a gente precisa apurar é, de fato, a gravidade da conduta de cada um". Quando vai concluir a denúncia? "Em termos de planejamento, a ideia é até o final dessa semana, no máximo na semana que vem, já ter a denúncia completa, formulada. A gente pretende fazer um embasamento muito criterioso com base nos vídeos disponíveis. então vai ser um trabalho de analisar atleta por atleta, cada um daqueles que estavam em campo, então vai ser um pouquinho mais trabalhoso do que o normal, então a gente vai contar com esse benefício de não ter uma urgência para oferecimento de denúncia, para que a gente possa fazer de forma bastante completa e bastante ilustrativa sobre os fatos ocorridos em campo. Então, coisa de uma semana para a gente poder formular essa denúncia, E aí, uma vez que o tribunal receba, vai ser marcada uma sessão de julgamento, onde cada um dos atletas dos clubes vai ter oportunidade de apresentar sua defesa, seus argumentos, e isso vai ser analisado pela comissão disciplinar antes do julgamento". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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