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O Santos voltou aos treinos com o clássico diante do São Paulo no horizonte e a esperança de reencontrar peças importantes: Barreal está recuperado, Cebolinha volta a ficar disponível e Willian Arão pode ocupar uma vaga na defesa. Philippe Coutinho ainda tenta recuperar ritmo após longo período fora, enquanto Neymar segue em tratamento; a reta final, por ora, pede paciência tanto quanto reforços. [ ] Fora das quatro linhas, o Santos atravessa um capítulo bem menos leve: duas condenações somam R$ 33 milhões, há dois meses de direitos de imagem atrasados e a dívida do clube supera R$ 1,2 bilhão. Pedro Caixinha e sua comissão têm valores a receber, enquanto o Cuiabá cobra pela negociação de Joaquim; a diretoria busca saídas, mas a conta pesa como uma nuvem sobre o ambiente. [ ] Também virou assunto a transferência de JP Chermont ao Sharjah FC: a proposta prevê US$ 2,5 milhões fixos e até mais US$ 1 milhão em metas, com 10% destinados ao Coritiba pela taxa de vitrine. Conselheiros contestam o valor líquido estimado em R$ 9,3 milhões e querem explicações — uma venda que, em vez de encerrar a conversa, abriu outra frente de cobrança. [ ] [ ] Na camisa, porém, o futuro ganhou novo desenho: Adidas será a fornecedora a partir de 2028, num contrato de seis temporadas, enquanto a Umbro permanece até o fim de 2027. A decisão veio mesmo após uma contraproposta superior da atual parceira e alimentou empolgação com a distribuição dos uniformes, mas também deixou a Umbro avaliando os próximos passos jurídicos. [ ] [ ] Entre números e negociações, a história de Seu Ratinho devolveu calor humano à jornada santista. Ele se mudou para acompanhar o neto Gabriel Bontempo, vendia queijos e outros produtos para ajudar no caminho, e acolheu também Jair nos primeiros anos dos garotos na base; hoje, os dois foram convocados para a Seleção Brasileira. [ ] A torcida também se uniu em torno de Naty Potira, torcedora e influenciadora que enfrenta novamente o câncer: o clube convocou uma corrente de orações, e Neymar já havia dedicado palavras de carinho e uma vitória à santista. Num dia de contas duras, esse gesto lembrou que o vínculo com o time também se mede em afeto. [ ] Nem só de drama se fez a jornada: Ted Lasso transformou Neymar em piada numa cena sobre jogadores que choram, enquanto Mavie acompanhou o pai durante a recuperação no CT, brincou com ele e até lhe entregou flores. Entre a provocação da ficção e a ternura familiar, o camisa 10 segue em transição para o campo, sem pressa para voltar. [ ] [ ]