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Análise dos Times

Motivo: O autor usa o Flamengo como exemplo de clube bem gerido que não é SAF e que sentirá o impacto fiscal, mas sem defender o clube em si.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: O autor usa o Palmeiras como exemplo de clube bem gerido que não é SAF.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: Mencionado como um exemplo de SAF que gerou problemas, sugerindo uma visão menos positiva sobre o modelo específico.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Citado como um caso de SAF com problemas financeiros.

Viés da Menção (Score: -0.1)

Motivo: Citado como um caso de SAF com problemas financeiros.

Viés da Menção (Score: -0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Vasco Flamengo Botafogo Corinthians Palmeiras Atlético-MG 777

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Lobby para tornar todos os clubes SAF não se sustenta em gestões reais Rodrigo Mattos Colunista do UOL 08/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A compra do SAF do Vasco pelo 777 causou mais problemas do que soluções ao clube Imagem: Divulgação/Vasco A reforma tributária gerou aumento de impostos para clubes-associativos e SAFs. Mas a carga tributária para os clubes ficou maior do que para as empresas. Isso gerou um debate sobre desigualdades e os modelos de governanças dos times de futebol. Primeiro, é importante que se diga: equipes devem, sim, pagar imposto porque sua atividade é empresarial independente do modelo. Aliás, elas já pagam tanto que acumulam dívidas fiscais - a novidade é taxa sobre receitas. Era justo, portanto, que na reforma tributária houvesse algum carga para o futebol. O texto aprovado no Congresso de fato previa um imposto de 5% igualado para SAFs e associações. Casagrande Entre Arias e Paquetá, eu prefiro o colombiano Juca Kfouri São Paulo vira, se livra de vexame e entra no G8 Milly Lacombe Tite está perdido Dora Kramer Samba-exaltação a Lula é nítida propaganda indevida Os vetos do governo federal que elevaram a carga para 11% no caso dos clubes-associativos e 6% das empresas. Isso fora outros impostos como INSS sobre folha, que já existiam. O governo diz que não é bem assim, há complexidades, créditos a compensa. Mas os advogados tributaristas têm cravado a maior quantidade de impostos para as associações. A versão do Ministério da Fazenda não explica qual seria a carga. Neste debate, o Flamengo apresentou ume estudo em que prevê que vai pagar quase R$ 500 milhões a mais em impostos do que as SAFs em oito anos. E o clube prepara corte em esportes olímpico, o que será triste, diga-se, pela tradição do clube no setor. Mas é uma medida até óbvia para se manter competitivo diante de rivais com vantagens fiscais. Por que o modelo com o aval do governo federal dá benefício para quem conta com capital externo, muitas vezes estrangeiro, em detrimento de clubes sem fins lucrativos que não têm acesso a esses aportes. Não, isso não é uma crítica ao projeto de SAFs. A lei foi benéfica para o país ao criar a opção de um modelo empresarial de governança que pode fazer sentido para vários clubes e que permite, sim, a entrada de investidores no futebol. Ainda é um caminho para clubes com dívidas grandes, que podem fazer RJs. O futebol brasileiro ficou mais rico, melhor, na média. Mas ninguém deve ser obrigado a adotar o modelo. Aliás, os dois clubes melhor geridos no país - Flamengo e Palmeiras - não são SAFs. Há vários casos de SAFs com problemas financeiros - como Botafogo e Atlético-MG. E não há nenhuma auto-sustentável no alto nível no futebol brasileiro até agora. Há também clubes-associativos em crises como o Corinthians. Continua após a publicidade Então, não faz sentido criar uma lei tributária para induzir/obrigar os clubes a virar SAFs. E esse lobby foi bastante forte no Senado, como sabemos, assim como tem sido defendido por vozes importantes do ambiente do futebol brasileiro. E aí surge o argumento de que, para evitar a desigualdade de imposto, basta o associativo virar uma SAF controlada pelo próprio clube. Se um clube quiser adotar tal modelo, ok. Agora qual o sentido de obriga-lo? Se uma associação quer permanecer assim, se se viabiliza desta forma, deve ser dado este direito a ela, com condições iguais de impostos. O modelo associativo, que tem problemas, tem méritos também quando há conselhos combativos e funcionais que fiscalizam os presidentes. Coisa que não há nas SAFs dos donos. Fora que ignora-se que, no ambiente atual do futebol brasileiro, há sempre projetos de SAF com possíveis armadilhas mesmo se o associativo mantiver o poder sobre a maioria das ações. Como serão as regras de controle da gestão? Repita-se, não há aqui uma defesa de um modelo em relação ao outro. Cada clube deve decidir por si o que é melhor para este. É curioso, no entanto, o lobby fortíssimo em favor da SAF e pouquíssima cobrança de dar retorno à sociedade. Ou alguém viu algum exigências para que empresas invistam em atividades deficitárias como a maior parte do esporte olímpico? Ou alguém viu cobrança sobre as SAFs que já atrasaram os impostos que deveriam pagar? Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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