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Esporte Futebol 'Geladeira'? Como a CBF vai lidar com erros dos árbitros profissionais Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 27/01/2026 15h50 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Ramon Abatti Abel, árbitro catarinense Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF A CBF aposta em melhora na arbitragem a partir da profissionalização, mas ao mesmo tempo sabe que os erros não sumirão completamente. O que fazer com os árbitros quando falharem? Se o caso for muito grave, o procedimento é replicar de forma mais clara e estruturada algo que já aconteceu em 2025. Ramon Abatti Abel, que ignorou um pênalti no São Paulo x Palmeiras, é um caso emblemático e serve como parâmetro. Daniela Lima Ação de Caiado reflete descrença em Flávio Alexandre Borges O Holocausto retórico que o governo Lula promove José Paulo Kupfer Corte dos juros pode ter tamanho maior Nelson de Sá Míssil da Coreia do Norte é alento a premiê do Japão O árbitro em questão ficará fora da escala por 28 dias. Ainda que seja profissional. Ele passará por um período de treinamento teórico, acompanhamento psicológico e avaliação técnica. Depois da análise, será inserido, mas na cabine do VAR, como forma de voltar ao ambiente do jogo. Mostrando que está de volta à "boa forma", o árbitro será escalado em jogos de divisões inferiores a que atua normalmente (Série B, por exemplo). Indo bem, retorna à Série A. Esse período todo, no cálculo da comissão de arbitragem, dura 45 dias. O discurso na CBF é que esse procedimento não protege o erro, mas, sim, a carreira do árbitro, que não deve ser resumida a um jogo. Para o árbitro, a profissionalização estanca uma preocupação em caso de erro. Quando se ia para a "geladeira", até hoje, o árbitro simplesmente deixava de receber as taxas de arbitragem pela participação nos jogos, o que dá uma imprevisibilidade sobre os recursos para manutenção da própria vida. Continua após a publicidade A CBF, inclusive, detesta a popularização do termo "geladeira" no contexto da arbitragem. Com a profissionalização, os árbitros receberão um pagamento fixo e terão as taxas dos jogos como remuneração variável. O pagamento fixo será mantido, mesmo quando alguém estiver fora da escala. No formato de profissionalização, a CBF vai contratar os árbitros como prestadores de serviço e eles terão acompanhamento constante, com avaliações e tarefas semanais. A visão na entidade é que esse modelo também vai ajudar a mostrar aos clubes o que é feito quando um árbitro fica fora das escalas em razão de um erro. Um árbitro que erra muito perderá posições no ranking e, ao fim da temporada, poderá ser um dos dois (no mínimo) rebaixados que darão lugar a outros árbitros que tiverem bom desempenho no ano. Continua após a publicidade Mas a CBF tem a prerrogativa de encerrar o contrato profissional caso algum árbitro frequentemente cometa erros graves e não mostre evolução. Se houver reclamação dos dirigentes ou dúvidas a respeito de um lance específico, a CBF quer reforçar o papel da reunião que faz todas as segundas-feiras, após a rodada. Nela, a comissão de arbitragem dá o parecer técnico sobre as jogadas. Em 2025, os únicos clubes que participaram de todas as reuniões foram Flamengo e Palmeiras — até pela pressão exercida dos dois lados sobre o apito. A CBF não vai trabalhar mais com o comitê consultivo formado por ex-árbitros internacionais. Os pareceres já tinham caído em desuso na reta final de 2025 e esse grupo está completamente descartado para 2026. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Como descobrir onde os escorpiões-amarelos estão escondidos na sua casa Justiça de Santa Catarina suspende lei que proíbe cotas raciais no estado Comissão de Ética libera Lewandowski de quarentena após deixar Justiça Daniela Lima: Rebelião contra PL em SC virou questão de sobrevivência Virada na enquete UOL BBB 26: nova parcial mostra disputa muito acirrada