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Análise dos Times

Argentina

Principal

Motivo: Texto de tom homenageador e celebratório, exaltando conquistas da seleção e a trajetória de Messi na despedida do craque.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: Citada como adversária histórica do jogo de 1986, com relato factual dos gols de Maradona, sem juízo de valor.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Descrita como algoz de Messi nas eliminacoes de 2010 e 2014, mas com relato majoritariamente factual e equilibrado.

Viés da Menção (Score: -0.1)

Motivo: Derrotada na final de 2022, mas reconhecida com grande atuação de Mbappé; relato equilibrado.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado apenas como adversário derrotado na final da Copa América 2021, em citação factual e breve.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Barcelona Maracanã Lionel Messi Monumental de Núñez Copa do Mundo Mbappé Copa América Argentina Alemanha Inglaterra França Diego Maradona Benim Di María Gabriel Batistuta

Conteúdo Original

Messi encerra sua carreira na Seleção Argentina nesta terça-feira (6), contra o Benim, às 20h (de Brasília), no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. O camisa 10 e capitão da Albiceleste se despede após 207 jogos, chegando a 208 com sua última partida, com a mesma pergunta que pairou sobre o craque desde que assumiu o protagonismo deixado por Maradona. Afinal, quem é maior: Messi ou Maradona? 📲 Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte Diego Maradona teve uma carreira como jogador completa, com passagem por seis clubes: Argentinos Juniors, Boca Juniors, Barcelona, Napoli, Sevilla e Newell's Old Boys, além da Seleção Argentina. Com a camisa da Albiceleste, Diego disputou 91 jogos e marcou 34 gols, além de disputar quatro Copas do Mundo: 1982, 1986, 1990 e 1994. O título veio em 1986, quando ficou marcado pela 'Mão de Deus' e pelo 'Gol do Século'. ➡️ Tudo sobre os maiores craques no seu WhatsApp! Entre no Lance! Futebol Internacional! Após a Copa do Mundo da Espanha, em 1982, Diego já havia demonstrado os primeiros lampejos de uma qualidade acima da média e mostrado que poderia ser a principal figura da Argentina. No México, em 1986, Maradona esteve no auge do seu talento e foi o principal jogador da campanha que levou a Argentina ao título mundial. Nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, Maradona protagonizou uma das partidas que atravessaram gerações e ajudaram a eternizar sua carreira. O camisa 10 ficou marcado pelos dois gols mais famosos de sua trajetória: a 'Mão de Deus' e o chamado 'Gol do Século'. 📲 De olho no Lance! e no Futebol Internacional . Todas as notícias, informações e acontecimentos em um só lugar. O peso do confronto estava diretamente ligado à Guerra das Malvinas, à rivalidade histórica, travada em 1982 entre Argentina e Reino Unido pelo controle das ilhas localizadas no Atlântico Sul. O conflito durou pouco mais de dois meses, terminou com a vitória britânica e deixou centenas de mortos, além de profundas cicatrizes na sociedade argentina. O primeiro gol nasceu de um toque de mão de Maradona sobre o goleiro Peter Shilton. O segundo veio poucos minutos depois, quando o camisa 10 arrancou do meio-campo, driblou cinco ingleses e marcou um dos gols mais bonitos da história das Copas. Aos 36 minutos do segundo tempo, Gary Lineker diminuiu para a Inglaterra, que buscou uma pressão nos minutos finais. Por isso, para os argentinos, aquele confronto ganhou um significado que ultrapassava o campo esportivo; a partida se tornou uma revanche simbólica diante dos ingleses, com Maradona como grande protagonista dessa história. O triunfo também marcou uma mudança de patamar para a Argentina naquela Copa. Depois de Maradona decidir o duelo com dois gols históricos, a seleção avançou às semifinais e voltou a contar com o camisa 10 para superar a Bélgica por 2 a 0. Na decisão, contra a Alemanha Ocidental, os argentinos venceram por 3 a 2 no Estádio Azteca e levantaram a taça, conquistando o segundo título mundial da história do país. Na história, Lionel Messi disputou 207 jogos com a Seleção Argentina e chega a 208 com sua última partida. É o líder disparado em gols, com 125 marcados, 70 a mais que o segundo colocado, Gabriel Batistuta, com 55 gols. Em assistências, ele tem mais do que o dobro de passes para gol do que o segundo colocado: Messi tem 68, enquanto Di María tem 32. Além disso, o camisa 10 é o único jogador do país a disputar seis Copas do Mundo. Em comparação, Diego disputou quatro. Messi também é o artilheiro da Argentina na competição, com 21 gols nas edições em que participou; Maradona tem oito. Em contrapartida, Lionel Messi teve um começo conturbado com a camisa da Albiceleste. Em sua estreia pela seleção principal, contra a Hungria, em 2005, Messi recebeu cartão vermelho apenas 43 segundos depois de entrar. No entanto, com apenas 19 anos, foi convocado para defender a Argentina na Copa do Mundo de 2006, em que era reserva da seleção e estreou apenas na segunda partida da fase de grupos. Mesmo com poucos minutos, o craque já balançou as redes na goleada por 6 a 0 sobre a Sérvia e Montenegro. Na partida seguinte, contra a Holanda, Messi foi titular, mas não teve o desempenho esperado. O camisa 19 voltou ao banco para as oitavas de final contra o México e entrou no segundo tempo para ajudar na vitória por 2 a 1. Sem entrar em campo, o craque assistiu à Argentina ser eliminada nos pênaltis após empatar com a Alemanha no tempo normal em 1 a 1. Entre 2014 e 2016, veio o período mais doloroso: a Argentina perdeu três finais consecutivas: a Copa do Mundo de 2014 e as Copas América de 2015 e 2016. Após perder um pênalti na decisão da Copa América Centenário, Messi anunciou sua aposentadoria da seleção. 2010 Em 2010, Messi já era uma das principais estrelas do Barcelona e havia conquistado a Bola de Ouro no ano anterior. Por isso, chegou à Copa do Mundo da África do Sul cercado de expectativas e apontado como o grande nome da Argentina. Dentro de campo, porém, o desempenho não correspondeu ao status. O atacante terminou o Mundial sem balançar as redes e viu a seleção argentina ser eliminada nas quartas de final, após a goleada por 4 a 0 para a Alemanha. 2014 Já estabelecido entre os maiores nomes do futebol mundial, Messi chegou à Copa do Mundo de 2014, no Brasil, carregando quatro Bolas de Ouro e a responsabilidade de liderar a Argentina. O craque correspondeu às expectativas, especialmente na fase de grupos, quando marcou quatro gols: um diante da Bósnia, um contra o Irã e dois na vitória sobre a Nigéria. Com atuações decisivas, conduziu a seleção argentina até a final do Mundial. No entanto, mais uma vez, a Alemanha apareceu no caminho de Messi . Em uma partida equilibrada, os alemães venceram por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Mario Gotze, e ficaram com o título. 2018 Já com 31 anos, Messi chegou em 2018 para tirar o gosto amargo do vice-campeonato de 2014. Mas o início da Argentina na Copa do Mundo da Rússia foi desastroso. O time comandado pelo camisa 10 estreou com um empate contra a Islândia e, na sequência, sofreu uma derrota por 3 a 0 para a Croácia, que viria a ser segunda colocada naquele Mundial. A Argentina até conseguiu avançar para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, mas enfrentou logo a favorita França e foi derrotada por 4 a 3 pelos europeus, com grande atuação de Mbappé. Messi, então, terminou a competição com apenas um gol marcado contra a Nigéria, na primeira fase. A virada definitiva aconteceu em 2021, quando a Argentina venceu o Brasil no Maracanã e conquistou a Copa América. Um ano depois veio o momento máximo: Messi marcou duas vezes contra a França na final da Copa do Mundo de 2022 e finalmente levantou o troféu que faltava. Messi em 2022 A Copa do Mundo de 2022 representava, para Messi, a última grande oportunidade de conquistar o título que ainda faltava em sua carreira. Aos 35 anos, o argentino chegava ao Mundial depois de ter encerrado o longo jejum de títulos com a Seleção na Copa América de 2021 e já carregava outro peso: pela primeira vez, a Argentina tinha uma equipe consolidada ao seu redor e chegava ao torneio como uma das favoritas. A estreia, porém, foi um choque. A Argentina perdeu de virada para a Arábia Saudita por 2 a 1 e colocou em risco uma campanha que começava cercada de expectativas. Messi marcou o gol argentino naquela partida, mas a derrota obrigou a equipe a vencer o México e a Polônia para avançar às oitavas de final. Contra os mexicanos, o camisa 10 voltou a aparecer e abriu o caminho para a vitória por 2 a 0. Na rodada seguinte, diante da Polônia, a Argentina venceu por 2 a 0 e terminou na liderança do grupo. A partir do mata-mata, Messi passou a ser ainda mais decisivo. Nas oitavas de final, marcou na vitória por 2 a 1 sobre a Austrália. Nas quartas, diante da Holanda, participou dos dois gols argentinos: deu a assistência para Molina abrir o placar e marcou de pênalti no segundo. A partida terminou empatada em 2 a 2 e foi decidida nos pênaltis, com a Argentina avançando para a semifinal. Contra a Croácia, Messi teve uma de suas atuações mais marcantes no Mundial. O camisa 10 abriu o placar de pênalti e, no segundo tempo, protagonizou uma das jogadas mais lembradas daquela Copa. Aos 39 anos, o argentino recebeu pela direita, deixou Gvardiol para trás com uma mudança de direção e cruzou para Julián Álvarez marcar. A Argentina venceu por 3 a 0 e Messi chegou à sua segunda final de Copa do Mundo, oito anos depois da derrota para a Alemanha em 2014. A decisão contra a França se transformou em uma das maiores finais da história dos Mundiais. Messi abriu o placar de pênalti e viu Di María ampliar ainda no primeiro tempo. A Argentina parecia ter o controle da partida, mas Mbappé marcou duas vezes em poucos minutos e levou a decisão para a prorrogação. Messi voltou a colocar a Argentina na frente, mas Mbappé completou seu hat-trick e deixou tudo igual novamente. O empate por 3 a 3 levou a final para os pênaltis. Nas cobranças, a Argentina venceu por 4 a 2 e conquistou o tricampeonato mundial. Messi marcou sua cobrança e, depois de duas tentativas frustradas em finais anteriores, finalmente levantou a Copa do Mundo. O camisa 10 terminou o torneio com sete gols e três assistências, participou diretamente de dez gols e foi eleito o melhor jogador da competição, conquistando a Bola de Ouro do Mundial. Messi em 2026 Em 2026, Messi voltou a ser decisivo por uma Argentina que, anos antes, ainda questionava seu peso com a camisa da Seleção. Depois dos títulos da Copa América de 2021 e da Copa do Mundo de 2022, o craque já havia conquistado a confiança que durante tanto tempo lhe foi cobrada. Aos 39 anos, já sem depender da mesma explosão física dos primeiros anos de carreira, passou a controlar os jogos de outra maneira, usando a leitura tática, o posicionamento e a inteligência para encontrar espaços e decidir as partidas. Na campanha do Mundial, Messi terminou com oito gols e quatro assistências , participando diretamente de 12 gols da Argentina. Também marcou duas vezes de fora da área e alcançou um feito inédito: deu assistências em seis edições diferentes da Copa do Mundo. Capitão da Argentina em três finais de Mundial, em 2014, 2022 e 2026, chegou a 21 gols e 12 assistências em 34 partidas pela competição, além de conquistar duas Bolas de Ouro da Copa. Aos 39 anos, Messi não precisava mais ser o jogador que corria mais ou que dependia da velocidade para desequilibrar. Sua importância estava também na capacidade de entender o jogo antes dos outros, encontrar o passe decisivo e aparecer no momento certo. Depois de conquistar os títulos que durante anos foram usados para questionar seu legado na Argentina, chegou à Copa de 2026 com outro status: o de um jogador que já havia provado seu valor e continuava encontrando maneiras de decidir. Apesar disso, a campanha terminou com mais um vice-campeonato para Messi e a Argentina. Na decisão, diante de uma Espanha repleta de jovens talentos e jogadores do Barcelona, clube que fez parte de mais da metade da trajetória profissional do argentino, a Seleção foi derrotada por 1 a 0, com gol de Ferrán Torres. O resultado marcou o fim da caminhada de Messi com a camisa argentina e abriu espaço para a despedida do craque da seleção. Se os números fossem suficientes para definir quem foi o maior jogador da história, o debate já teria terminado. Messi tem mais Bolas de Ouro, conquistou os principais títulos possíveis por clubes e pela Argentina, incluindo a Copa América e a Copa do Mundo, além de acumular recordes de gols e assistências. Maradona, porém, construiu uma relação diferente com o povo argentino. Sua origem humilde, a personalidade forte, a irreverência e a disposição para enfrentar autoridades fizeram com que ele se tornasse mais do que um jogador virou um símbolo do país e de uma geração. Messi seguiu outro caminho, mais reservado fora de campo e pouco interessado em declarações políticas, construiu sua imagem principalmente pelo que fez dentro das quatro linhas. Durante anos, essa postura também foi usada para diferenciá-lo de Maradona . Enquanto Diego tinha uma presença pública marcante e se posicionava sobre assuntos que ultrapassavam o futebol, Messi manteve o foco na carreira esportiva. Por isso, mesmo com números e títulos superiores em diversos aspectos, o argentino precisou construir, ao longo dos anos, uma identificação com a torcida que Maradona já havia estabelecido. Então, quem é maior? A resposta depende do peso dado a cada critério. Em números, longevidade e conquistas, Messi leva vantagem e, com a Copa do Mundo de 2022, também alcançou o principal título que faltava em sua trajetória. Maradona, por outro lado, ainda tem um peso histórico e emocional único para os argentinos, principalmente pela conquista de 1986 e pela forma como se tornou símbolo de um país. Se a comparação for feita pelo desempenho e pela carreira completa, Messi tem os argumentos mais fortes. Se entrar na conta a influência, a personalidade e a relação construída com a Argentina , Maradona continua tendo motivos para ser colocado acima. É justamente por isso que, mesmo depois de Messi ter conquistado tudo, a pergunta permanece: afinal, quem foi maior?