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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Renato Gaucho e Leonardo Jardim promovem as cenas mais ridículas da rodada Milly Lacombe Colunista do UOL 12/10/2026 12h11 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Renato Gaúcho criticou o árbitro de vídeo por pênalti não marcado ainda no primeiro tempo Imagem: WILLIAN ABI/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Renato Gaucho, de forma voluntária, deu uma demonstração bizarra a respeito da própria cognição. Durante coletiva depois do Gre-Nal, o treinador disse que seu auxiliar, que foi preso por descumprir medida protetiva contra a ex-mulher, que o acusa de violência psicológica, era inocente e que, sendo assim, é por isso que ele vota em Bolsonaro. Deixemos essa peça de eloquência, brilhantismo e inteligência no ar por alguns minutos. Enquanto Renato dava pinta de como associa ideias de forma aleatória, no Rio, o português Leonardo Jardim fazia coisa parecida. Tentando dizer que a entrada criminosa de Pulgar em Castillo no Fla-Flu não foi para expulsão, usou o corpo do diretor de comunicação Rodrigo Paiva para fazer um telequete para jornalistas. Rindo, demonstrou por muitos ângulos o que é falta, o que não é, o que é maldade e o que não é. Um momento para ser esquecido, mas que jamais será por quem teve o azar de ver. Mônica Bergamo PT estuda pedir suspeição de Kassio no TSE Juca Kfouri A insensata aposta do Corinthians em Seedorf Josias de Souza Flávio tenta deter rateio de governo que ainda não tem Sakamoto Fim da 6x1 e a fantasia da 'livre negociação' Renato quis defender o amigão e saiu expondo um passo a passo de sua bizarra cognição. Ele tem todo o direito de achar que o amigo é inocente, o que soa estranho e enviesado é defender cegamente, ignorar a palavra da mulher e - pior - dizer que, exatamente por causa desse tipo de ação penal, então ele vota em Bolsonaro. Qual a lógica entre essas ideias? Faz sentido, claro, que alguém vote em Flavio para que homens possam continuar a exercer dominação violenta sobre mulheres. Boa parte dos eleitores de Bolsonaro, pai e filho, votam neles por isso.O que me parece bizarro é o Grêmio aceitar de boas esse tipo de colocação. Se o processo está nas mãos da justiça, a opinião de Renato deveria, pelo menos, considerar que existe um outro lado e que, num país com os índices de violência de gênero como o nosso, dar uma opinião destrambelhada como essa é ofender, de uma vez, toda a parte feminina da própria torcida. Jardim e seu telequete constrangedor também deveriam ter pensado antes da performance. As imagens da falta são inquestionáveis, Pulgar é um jogador extremamente violento e faria bem ao futebol que um treinador de melhor envergadura moral fosse capaz de analisar o lance sem tentar chamar a torcida de imbecil ou tentar fazer piada com a integridade física do rival. Sabemos que inteligência e caráter não são atributos fundamentais para que um treinador vença jogos, mas nem por isso precisamos deixar de criticar o absurdo quando ele passa na nossa frente. Renato Gaucho e Leonardo Jardim decidiram, num mesmo dia, chafurdar em lama moral em nome de defender cegamente seus parças. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Mano Ferreira: Proibir canal 'Exército de Lula' é espécie de censura prévia Alcaraz é eliminado do Masters 1000 de Xangai por número 39 do mundo Lula vai à missa no Alvorada e diz que 'Nossa Senhora está sendo ofendida' Moraes libera Flávio Bolsonaro para voltar a visitar Jair Bolsonaro WhatsApp mata era da mensagem gratuita e dispara alerta para boleto inédito