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Hearts 2 x 1 Rangers | Melhores momentos | Rodada 18 | Campeonato Escocês Eu esperava que ganhássemos hoje. Estamos construindo algo muito bom aqui. Não estou surpreso com o nosso desempenho. — Derek McInnes, técnico do Hearts, após vitória sobre o Rangers. Quando o técnico de um time que até 2020/21 estava na segunda divisão diz que já esperava vencer o Rangers, dono de 55 títulos nacionais, é porque tem algo de muito estranho acontecendo no futebol escocês . A vitória do Hearts por 2 a 1 sobre o time de Glasgow, no último domingo, consolidou a liderança do Azarão no torneio nacional da Escócia. E isso não é por acaso. O ge te explica como o investimento do dono do Brighton, da Premier League, e as grandes crises dos gigantes Celtic e Rangers, podem pôr o troféu escocês nas mãos de uma terceira equipe depois de 40 anos de total domínio dos rivais de Glasgow. ✅Siga o novo canal ge Futebol Internacional no WhatsApp 1 de 3
Jogadores do Hearts comemoram gol sobre o Rangers no Campeonato Escocês — Foto: Getty Images Jogadores do Hearts comemoram gol sobre o Rangers no Campeonato Escocês — Foto: Getty Images Hearts surpreende e lidera o "Escocesão" Se no Brasil temos historicamente talvez a liga mais equilibrada do mundo, com o troféu mudando de mãos em quase todos os anos, na Escócia a situação é inversa. Celtic e Rangers simplesmente venceram 110 de 128 edições do "Escocesão", com 55 títulos para cada . O último campeão que não seja um dos rivais de Glasgow foi o Aberdeen, em 1984/85, sob o comando de um jovem Alex Ferguson. Hearts - 41 pontos - 18j Celtic - 35 pontos - 17j Motherwell - 30 pontos - 18j Rangers - 28 pontos - 17j Hibernian - 25 pontos - 18j Aberdeen - 24 pontos - 17j Crise nos gigantes de Glasgow A atual temporada já é a primeira da história em que Celtic e Rangers demitiram treinadores durante a mesma campanha. O Rangers teve seu pior início de temporada dos últimos 47 anos, com apenas três vitórias nos primeiros 10 jogos. Na Liga Europa, a equipe soma cinco derrotas e um empate em seis jogos da fase de liga, retrospecto que levou à demissão precoce do treinador Russel Martin. Já o Celtic, atual tetracampeão escocês, chegou na última semana à marca de quatro derrotas consecutivas na temporada, algo que não acontecia desde janeiro de 1978. Depois de demitir o técnico Brendan Rogers, em outubro, e ter seis vitórias em sete jogos com o interino Martin O'Neill, em novembro, o clube contratou o francês Wilfried Nancy. Com passagens pela MLS, o técnico de 48 anos já tem o cargo extremamente ameaçado no Celtic após perder as primeiras quatro partidas. A vitória de 3 a 1 sobre o Aberdeen, no último domingo, deu sobrevida ao treinador. Quem não tem nada a ver com as crises dos principais clubes do país é o Hearts, que conta com o brasileiro Eduardo Ageu, ex-Cruzeiro, no elenco. 2 de 3
Rangers e Celtic vivem crise no futebol escocês e podem perder hegemonia de 40 anos — Foto: Getty Images Rangers e Celtic vivem crise no futebol escocês e podem perder hegemonia de 40 anos — Foto: Getty Images Investimento no Hearts para "quebrar padrão" Apesar de não se comparar às grandezas de Celtic e Rangers, o Hearts não chega a ser um clube irrelevante na Escócia. Fundado em 1874, em Edimburgo, foi o único time da Costa Leste do país a ser convidado para a primeira edição do Campeonato Escocês, em 1890. Empatado com Aberdeen e Hibernian, com quatro conquistas cada, está atrás apenas de Celtic e Rangers entre os maiores campeões nacionais. Times com mais títulos na Escócia 1. Celtic e Rangers - 55 troféus 3. Aberdeen, Hearts e Hibernian - 4 troféus 6. Humbarton - 2 troféus 7. Dundee, Kilmarnock, Motherwell e Thirds - 1 troféu O Campeonato Escocês conta com apenas 12 equipes na primeira divisão e tem uma fórmula de disputa diferente da maioria: os times se enfrentam em três turnos. Em 2024/25, o Hearts terminou o torneio na sétima posição, mais perto do rebaixamento do que do líder Celtic. Mas, em julho deste ano, contou com o investimento de cerca de 9,8 milhões de libras (R$ 73 milhões) do empresário Tony Bloom, proprietário do Brighton, da Premier League, que adquiriu 29% do clube escocês. A promessa de Bloom era "quebrar o padrão de domínio do futebol escocês". Bloom também é acionista majoritário do belga Union Saint-Gilloise, que está disputando a fase de liga da atual Champions League. A direção do Hearts frisou que o clube não fará parte de um "sistema multiclubes" e que não se tornará um clube formador de atletas para o Brighton ou o Union Saint-Gilloise. No entanto, a implementação de seu avançado sistema de análise de desempenho foi um ganho para o time escocês. No Brighton, este sistema foi responsável pelo recrutamento de nomes como João Pedro, Moisés Caicedo e Marc Cucurella, hoje no Chelsea, Alexis Mac Allister, do Liverpool, entre outros. + Leia mais sobre o projeto de Tony Bloom no Brighton Assim como no clube inglês, a primeira janela de transferências após investimento de Bloom não foi galáctica, nem de muito dinheiro investido. O principal reforço, em valores, foi o brasileiro Eduardo Ageu, que veio do Santa Clara, de Portugal, por 2 milhões de euros (R$ 13 milhões). Mas, ao todo, foram 11 contratações, além da chegada do técnico Derek McInnes, que surtem efeito imediato. O Hearts tem 16 vitórias, seis empates e apenas uma derrota em 23 partidas na atual temporada e vai dando indícios de que pode ser muito mais que um "azarão" no futebol escocês. 3 de 3
Jogadores do Hearts comemoram vitória sobre o Rangers — Foto: Getty Images Jogadores do Hearts comemoram vitória sobre o Rangers — Foto: Getty Images