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Análise dos Times

Brasil

Principal

Motivo: O autor demonstra preocupação e esperança em relação à seleção brasileira, analisando as escolhas do técnico e o potencial da equipe, indicando um viés de acompanhamento e torcida implícita.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Motivo: O Palmeiras é mencionado como clube de origem de alguns jogadores, e o autor expressa preferência por Marlon Freitas em detrimento de Carlos Miguel, indicando um leve viés positivo por potencial de jogadores.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: O autor demonstra uma visão positiva e aliviada com a convocação do goleiro Weverton, do Grêmio, justificando a escolha com base em experiência e desempenho.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Grêmio Flamengo Corinthians Santos Palmeiras Weverton Carlo Ancelotti Al-Nassr Real Madrid Copa do Mundo Neymar Endrick Zenit Lyon Al-Ittihad

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Uma lista conservadora, para futebol sem brilho, mas que pode surpreender Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 19/05/2026 11h48 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Endrick comemora após sofrer pênalti em amistoso contra a Croácia Imagem: Icon Sportswire/Icon Sportswire via Getty Images Em um evento dos mais cafonas da história do futebol mundial, o treinador Carlo Ancelotti convocou os 26 jogadores que começarão a preparação para a Copa do Mundo. Depois de tantas coisas chatíssimas e muito papo furado, Ancelotti leu sua lista. Falando diretamente da lista de convocados, ele não tinha muito para onde correr devido à falta de opções. Julio Gomes Neymar não aceitará ficar no banco 'numa boa' Wálter Maierovitch Flávio se equilibra para não cair em crimes Marco Antonio Sabino Vorcaro vale bem mais que R$ 40 bilhões Carla Araújo Pré-campanha estuda agendas de Janja sem Lula A escassez de matéria-prima do nosso futebol é enorme em comparação ao passado ou até mesmo com as principais seleções do mundo neste momento. Surpreendi-me positivamente com a convocação do goleiro Weverton, do Grêmio, ex-Palmeiras, já que tanto Hugo Souza (Corinthians) quanto Bento (Al-Nassr) não passaram confiança nas muitas vezes em que foram convocados, e falharam muito nos últimos jogos por seus clubes. Isso deve ter colocado Taffarel (preparador de goleiros) em alerta, o que fez com que ele e o restante da comissão técnica optassem por Weverton, por ser mais experiente, acostumado a grandes jogos e por ter estado na Copa de 2022, no Qatar. Acho que, neste caso, a grande maioria deve estar aliviada. Eu, por exemplo, não via em Hugo Souza, em Bento e muito menos em Carlos Miguel (Palmeiras), que estava na pré-lista, condições de servirem à seleção brasileira nesta Copa. Pela primeira vez em 64 anos, a seleção brasileira repetirá os mesmos três goleiros em duas Copas. Continua após a publicidade Na defesa, todos os nomes já eram esperados, até porque não havia muitas opções, principalmente nas laterais. Havia muitas dúvidas porque não havia ninguém dominando a posição na lateral esquerda, por exemplo. Foram convocados Alex Sandro (Flamengo) e Douglas Santos (Zenit) — um pela experiência e o outro por ser igual aos concorrentes e ganhar a vaga por algum detalhe. No meio-campo, não gostei da convocação de Fabinho (Al-Ittihad) porque o considero um volante conservador, que marca e toca para o lado, pouco sai para o ataque e tem pouca dinâmica de jogo. Isso não significa que ele não seja um bom jogador, mas suas características não me agradam, só isso! Dos que estavam na pré-lista, prefiro Andrey Santos, que, além de muito mais jovem, é um volante que coloca ritmo no jogo, tem intensidade, movimentação e, quando rouba a bola, toca para a frente e se apresenta. Continua após a publicidade Mas o meu preferido para essa vaga seria Marlon Freitas (Palmeiras), que estava de fora da pré-lista. Para o ataque, eu não tinha nenhuma dúvida de que Endrick (Lyon/Real Madrid) iria ser convocado e acredito que ganhará a posição de titular durante a preparação. Porque, além da juventude (19 anos), é muito forte fisicamente, divide todas, não desiste das jogadas, bate muito bem na bola e tem uma grande intensidade de jogo. No futebol atual, essa agressividade é imprescindível para um ataque. Apesar de jovem, destacou-se em jogos importantes no Palmeiras e não se intimida com os adversários, nem nos grandes jogos e muito menos com a importância da competição. Mostrou que a nossa histórica "amarelinha" não pesa para ele. Continua após a publicidade Deixei por último a convocação de Neymar, que por meses foi debatida à exaustão em todos os espaços esportivos. Não foi surpresa para mim a sua convocação, até porque, sem Estêvão (Chelsea) e Rodrygo (Real Madrid), a situação de Ancelotti ficou bem fragilizada neste ponto. Tanto Estêvão quanto Rodrygo eram peças fundamentais do time titular de Carlo Ancelotti e havia uma grande expectativa em cima do ex-palmeirense. O mundo estava de olho em Estêvão da mesma forma que está de olho em Lamine Yamal, e sem dúvida o garoto brasileiro, em forma, poderia desequilibrar qualquer partida em uma jogada individual. Já Rodrygo era uma peça de confiança para Ancelotti por já ter feito a diferença em vários jogos decisivos que levaram a conquistas importantes, como duas Ligas dos Campeões. Sem esses dois, os argumentos ficaram frágeis para não levar Neymar, mesmo sem ter feito uma só grande partida desde que voltou ao Santos. Continua após a publicidade Weverton pegando o pênalti decisivo na Rio 2016 Imagem: AFP Por outro lado, fisicamente Neymar está melhor do que estava quando voltou, mas continua sem intensidade, tanto que não faz a diferença nem contra os reservas do "fortíssimo" Deportivo Recoleta, do Paraguai. Mas agora tudo isso pouco importa, tanto para aqueles que fizeram lobby a favor da sua convocação quanto para aqueles que achavam que Neymar não deveria ser convocado, como no meu caso, porque a convocação saiu e pronto. Eu cobrirei a seleção brasileira lá nos Estados Unidos da mesma forma e farei o meu trabalho independentemente dos convocados. Não sou tão pessimista com essa seleção quanto muitos colegas. Não acho que esteja entre as favoritas, mas não duvido que, se fizer uma primeira fase empolgante, possa criar moral e isso possa fazer a diferença na hora dos jogos eliminatórios. Continua após a publicidade Ser campeão seria um feito inacreditável para uma das seleções brasileiras mais fracas em Copas do Mundo, mas, sinceramente, não acho tão impossível assim. O importante é que Carlo Ancelotti consiga barrar o oba-oba, a infantilidade e qualquer outra coisa que possa tirar o foco. Porque isso é o maior risco nesta seleção, assim como foi nas últimas três Copas (2014, 2018 e 2022). Uma seleção mediana como a nossa precisa estar totalmente focada e concentrada na competição. São 40 dias, e ninguém irá morrer se comportando como adulto responsável neste curto período. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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