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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: O artigo foca na história do Corinthians, destacando conquistas e figuras marcantes, com tom de exaltação.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O Flamengo é mencionado primariamente como adversário em duas edições da Supercopa, sem um aprofundamento em sua análise individual.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Corinthians Sócrates Supercopa do Brasil Vicente Matheus Marlene Matheus Celso Unzelte

Conteúdo Original

Esporte Supercopa contra o Fla fechou ciclo de presidente histórico no Corinthians Fábio Lázaro Do UOL,em São Paulo 30/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians Imagem: Acervo Corinthians Neste domingo, o Corinthians tem a chance de conquistar a Supercopa do Brasil pela segunda vez em sua história. O primeiro título, escondido na história do clube, guarda uma ligação simbólica com um dos personagens mais marcantes da trajetória alvinegra: Vicente Matheus. A única conquista do Timão na Supercopa aconteceu no dia 27 de janeiro de 1991 e marcou o último troféu erguido por Matheus como presidente. Matheus histórico O dirigente é um dos nomes mais emblemáticos da história corintiana, responsável por liderar o Corinthians em momentos decisivos , como o título paulista de 1977 — que encerrou um jejum de 23 anos — e o inédito Campeonato Brasileiro, em 1990. Juca Kfouri Botafogo goleia o favorito e lidera o Brasileirão Sakamoto Kassab vence a rodada no vazio da direita Josias de Souza Omissões significam mais que explicações de Toffoli Letícia Casado Submissão custa projeto eleitoral de Tarcísio Além das taças, Vicente Matheus também ficou marcado por movimentos históricos fora de campo. Foi dele a iniciativa de contratar Sócrates, em 1978, aplicando um "chapéu" no rival São Paulo. O meia viria a se tornar um dos maiores ídolos da história corintiana. Figura folclórica, Matheus se eternizou ainda por frases célebres que atravessaram gerações , como: "quem sai na chuva é para se queimar", "dirigir um clube de futebol é como uma faca de dois legumes" e "comigo ou sem migo, o Corinthians será campeão". Final no dia da eleição Com apenas 2.706 torcedores no estádio do Morumbi, a Supercopa do Brasil de 1991 foi disputada no mesmo dia da eleição que definiria o sucessor de Vicente Matheus na presidência do Corinthians. A vencedora do pleito foi Marlene Matheus, então primeira-dama do clube. Ela, no entanto, só assumiria oficialmente o cargo em março daquele ano. A candidatura partiu do próprio Vicente. Ele sequer comunicou a esposa antes de anunciar a decisão à imprensa. Continua após a publicidade Essa eleição teve uma história curiosa, que a própria Marlene contava. Ela estava dirigindo e ouviu no rádio o Vicente dizendo que iria lançá-la candidata. Quando chegou em casa, perguntou o que era aquilo, e ele respondeu que era exatamente o que ela tinha ouvido. Celso Unzelte, jornalista, professor e especialista na história do Corinthians. Após eleita, Marlene afirmou que contaria com o marido na gestão do futebol , mas tratou de afastar o rótulo de figura decorativa. Vou provar que não entrei nessa luta para ser apenas 'laranja' do meu marido. Trabalharemos juntos para construir um Corinthians ainda melhor. E ele vai me dar todo mês o dinheirinho para eu gastar. Marlene, à Folha de S. Paulo, logo após ser aclamada presidente. Eleição teve mais destaque que o título No dia seguinte à final, a eleição presidencial ganhou mais destaque na imprensa do que a conquista da Supercopa. Marlene Matheus tornou-se a primeira — e até hoje única — mulher a presidir o Corinthians, feito que estampou a capa da Folha de S. Paulo em 28 de janeiro de 1991. A baixa adesão ao jogo, porém, não pode ser explicada apenas pela coincidência com a eleição. O duelo contra o Flamengo, vencido pelo Corinthians por 1 a 0 em um domingo chuvoso, teve público muito aquém do esperado. Continua após a publicidade Como torcedor, a chuva foi o motivo (para não ir ao Morumbi). Eu já trabalhava na Placar, mas a revista era mensal e estávamos em férias coletivas. Não havia essa urgência de publicação. Lembro que ouvi esse jogo pelo rádio. No dia anterior, fui ao amistoso contra o Hamburgo, no Canindé. Celso Unzelte A própria eleição também registrou participação abaixo do previsto. Segundo a Folha à época, pouco mais de 5 mil associados votaram no Parque São Jorge, número considerado decepcionante diante da expectativa de ao menos 8 mil eleitores. De todo modo, mais corintianos estiveram presentes na sede social do clube do que no Morumbi. Roteiro se repete, cenário muda Neste domingo, às 16h (de Brasília), Corinthians e Flamengo voltam a se enfrentar em uma decisão de Supercopa do Brasil. Desta vez, porém, o cenário é completamente diferente. Mesmo sendo a primeira taça nacional de 2026 e disputada em meio a uma pré-temporada encurtada, o duelo tem grande apelo e deve reunir mais de 70 mil torcedores no estádio Mané Garrincha, em Brasília. A edição de 1991 acabou sendo a última da Supercopa por muitos anos. Antes dela, apenas um torneio havia sido realizado: em 1990, quando os confrontos entre Grêmio e Vasco, pela Libertadores, foram utilizados para coroar o clube gaúcho como o primeiro supercampeão do Brasil. Após o fracasso de público e repercussão, o torneio saiu do calendário nacional e só foi retomado em 2020. Desde então, passou a ser disputado anualmente. Continua após a publicidade O Flamengo é o maior campeão da Supercopa, com três títulos — o mais recente conquistado no ano passado — além de dois vice-campeonatos, incluindo o registrado contra o Corinthians. Já o Timão nunca mais voltou a disputar a competição, que agora reaparece em seu caminho após mais de três décadas. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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