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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Sindicato questiona legalidade de venda de direitos da LFU a investidor Rodrigo Mattos Colunista do UOL 09/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Inter e Fluminense têm seus direitos do Brasileiro negociados pela LFU Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) tem uma discussão sobre a regularidade da venda de parte dos direitos de TV feita pela LFU (Liga Forte União) a investidores. O debate ocorre no processo que investiga atos de concentração econômica da LFU e da Libra nos contratos do Brasileiro da Série A. Neste contexto, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol pediu para participar da ação. E anexou um parecer defendendo que é ilegal a venda - entre 10% e 17% - dos direitos de TV da Série A pelos clubes da LFU. Alega que há desrespeito à Lei Geral do Esporte. A LFU rebateu o argumento e defendeu a legalidade do seu modelo de negócios pelo qual os clubes venderam percentuais a investidores da empresa Sports Media Participações S.A. Defendeu que o parecer tem "interpretações equivocadas e descontextualizadas da legislação e dos atos e contratos realizados" Daniela Lima Bacellar deixa Castro em posição constrangedora Alexandre Borges Libertação de presidente da Alerj não surpreende Mauro Cezar Mundial pode complicar início de 2026 do Fla M.M. Izidoro Quem ensinou esses homens a amar assim? Antes de tratar da questão jurídica, é preciso entender que a disputa se desenrola em meio à relação tensa entre a CBF e a LFU sobre competições. Dois vices-presidentes da CBF, Ricardo Gluck e Ednaílson Rozenha, assinaram em conjunto artigo no "Metrópoles" criticando o modelo econômico da LFU. Presidente da Federação do Espírito Santos, Gustavo Oliveira também assina o texto e é o presidente do sindicato. A petição do sindicato requisita que a LFU seja considerada como ato de concentração. O Cade investiga se a LFU e a Libra praticaram "Gun Jumping", que é o ato de não avisar sobre um possível ato que afeta a concorrência. O parecer - assinado pelo advogado Wladymir Camargos - alega que a Lei geral do Esporte só permite que clubes façam a cessão dos seus direitos comerciais para entidades organizadoras de campeonato. Isso está previsto no artigo 160 da lei. Camargos é dos que participaram da elaboração do anti-projeto da lei. A figura do "Condomínio LFU", conforme extrai-se de seus atos constitutivos disponibilizados, é um arranjo contratual híbrido que inclui um investidor financeiro ("Sports Media Participações S.A." / "Life Capital Partners") como titular de direitos políticos e econômicos sobre a comercialização dos jogos. Este investidor não é uma organização esportiva, não regula a modalidade e não organiza competições. Portanto, a cessão dos direitos de arena a um ente que contém em sua estrutura decisória um agente puramente financeiro, alheio à pirâmide associativa do esporte, é nula de pleno direito por violação direta a texto expresso de lei federal", diz o texto. "A estrutura do "Condomínio LFU", ao transferir a gestão dos direitos e, consequentemente, o poder de veto ou direção sobre o produto "Campeonato Brasileiro Séries A e B" para um investidor financeiro por 50 anos, constitui a materialização exata da "influência econômica indevida" vedada pela LGE", diz outro trecho do parecer que alega que o negócio afeta a autonomia das entidades. Continua após a publicidade Na LFU, o entendimento é de que não houve cessão de direitos que continuam a ser dos clubes. O que houve, no entendimento da Liga, é uma participação nos direitos futuros. Por isso, não haveria descumprimento da Lei. Outro argumento é que a negociação dos direitos é feito conjuntamente entre clubes e investidor. E que a Sports Media não tem poder de veto. Também há a alegação de que não há interferência no papel da CBF como organizadora do campeonato. A nota da LFU na íntegra. "O parecer representa uma tentativa de deslegitimar um modelo de negócio legal e benéfico ao futebol brasileiro, lançando mão de interpretações equivocadas e descontextualizadas da legislação e dos atos e contratos realizados. A operação da LFU respeita a autonomia esportiva, a estrutura de governança do futebol e a legislação concorrencial. Tem por objetivo maior e final justamente fortalecer e modernizar o futebol do Brasil. Em particular, a LFU segue colaborando com o CADE no esclarecimento dos fatos e na prestação de todas as informações solicitadas e necessárias para a melhor compreensão e resolução do procedimento em tramitação." Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Mulher morre afogada para salvar filho e uma adolescente em praia no PR Influenciador fitness Alessandro Antonicelli morre aos 26 anos Tarcísio diz que apoia Flávio, mas cita outros nomes da direita para 2026 Código de ética da Alemanha, no qual Fachin se inspira, impõe regras para cachês e eventos Lotomania acumula e prêmio chega a R$ 1,6 milhão; confira dezenas sorteadas