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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: O autor demonstra um carinho nostálgico pelo Corinthians, recordando momentos importantes de sua carreira e ídolos do clube. O tom é de saudade de uma era gloriosa para o time.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Motivo: O São Paulo é mencionado principalmente em contraste com a grandiosidade de outros tempos, sem um viés negativo explícito, mas o foco recai sobre a decadência atual em relação ao passado.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Corinthians Copa do Brasil Campeonato Paulista Gerson Rivellino Casagrande Magrão Mário Travaglini Waldir Peres Baltazar José Poy

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Majestoso enfraquecido contrasta com a importância de outros tempos Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 20/11/2025 13h41 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Rivellino, com a camisa do Corinthians Imagem: Divulgação Hoje teremos um clássico Corinthians x São Paulo dos mais "mixurucas" da história. Um Majestoso que ninguém nem fala nele e ainda jogado às 19h30, numa quinta-feira, feriado do Dia da Consciência Negra. Mas, para mim, sempre foi um jogo especial desde quando eu era garoto como torcedor corintiano. Helio de La Peña Racismo está longe de ser página virada no Brasil Vinicius Torres Freire Congresso está caladinho sobre o Master e o BRB Josias de Souza Olho por olho na segurança pública conduz à cegueira PVC Cruzeiro pode voltar à luta pelo título, mas com baixas Me lembro bem que o primeiro que eu assisti foi no Morumbi, no dia 17 de outubro de 1971, e o tricolor venceu por 2 x 0, com gols do volante Teodoro — que deu uma pancada quase do meio-campo — e do centroavante Everaldo, num rebote do Ado, que naquele dia não foi bem no jogo. Classificação e jogos brasileirao Fui com meu pai e alguns amigos dele, e foi o primeiro Majestoso cheio de estrelas, principalmente os tricampeões de 1970 no México. Só para verem a diferença entre 1971 e hoje: os dois camisas 10 daquele jogo eram Rivellino ("reizinho do Parque"), meu grande ídolo no futebol no Corinthians, e Gerson ("canhotinho de ouro"), que eu idolatro. Gerson, com a camisa do São Paulo Imagem: Domicio Pinheiro/Estadão Conteúdo/AE O treinador do Corinthians naquele dia era um dos maiores ídolos e segundo maior artilheiro de sua história, o centroavante Baltazar, que escalou o time assim: Ado; Miranda, Baldochi, Luís Carlos e Pedrinho; Tião e Rivellino (Marco Antônio); Vaguinho, Suingue, Mirandinha e Aladim. Continua após a publicidade No tricolor, o treinador também era um dos grandes goleiros e treinador de sua história, o argentino José Poy, e colocou em campo esse time: Sérgio Valentim; Forlan, Jurandir, Arlindo e Gilberto; Teodoro, Édson Cegonha e Gerson; Terto (Zé Roberto), Everaldo e Toninho. 0:00 / 0:00 Quem imaginaria que, 12 anos depois, no mesmo Morumbi e também num domingo, no dia 12 de setembro, Corinthians e São Paulo decidiriam o primeiro turno do Campeonato Paulista, faltando ainda algumas rodadas, mas só os dois poderiam ser campeões no primeiro turno? Naquela época, o regulamento era assim: o campeão do primeiro turno e o vice iam para as semifinais, assim como o campeão e o vice do segundo turno. Esse jogo foi um dos mais importantes do início da minha carreira, porque eu estava com 19 anos e era o meu primeiro Majestoso como profissional. Um detalhe importante daquele jogo foi que o Magrão estava machucado, mas foi no ônibus com a gente para o Morumbi. Então, decidiríamos esse turno sem ele em campo. Continua após a publicidade Eu já estava na artilharia do campeonato, mas, até aquele dia, os pênaltis que haviam acontecido era ele quem batia. Dominamos o jogo, e um belíssimo passe do Eduardo Amorim — que jogou no lugar do Magrão — deixou o Biro-Biro na cara do Waldir Peres, que cometeu pênalti. Aí o Zenon, que seria o batedor oficial depois do Magrão, chegou perto de mim e falou: "Quer bater, garoto?" Respondi: "Eu quero." Continua após a publicidade E o Zenon falou: "Então vai lá" No juvenil do Corinthians, eu sempre fui o batedor de pênaltis e fui tranquilo porque, apesar da pouca idade e experiência, estava confiante pelo ótimo momento que atravessava. Arrumei a bola e não cheguei perto do Waldir, porque era um exímio pegador de pênaltis, além de ser mestre da provocação para desestabilizar o batedor. O árbitro Romualdo Arpi Filho apitou, eu corri e bati muito bem, com a bola de um lado e o Waldir do outro, e senti uma emoção enorme e um grande alívio. Desse jogo em diante, eu comecei a dividir as batidas com o Magrão até o fim do campeonato. Continua após a publicidade Se ele fosse para a bola, eu ficava na minha, mas, quando queria bater, era só olhar para ele que ele já deixava para mim. Bom, o jogo continuou, e nosso domínio era total. O nosso segundo gol foi incrível e mostra como era a nossa cara de time, porque foi numa jogada pela esquerda entre Wladimir, Ataliba e eu. Fiz uma bela tabelinha com o Ataliba e saí na cara do gol pelo esquerdo da área e só dei um tapa na saída do Waldir, fazendo um golaço — e explodi novamente. Esse jogo mudou meu patamar internamente e externamente também, porque decidi um jogo importante e sem o Magrão em campo, e isso mostrou a nossa força coletiva. O nosso treinador era o Sr. Mário Travaglini, que escalou o time assim: Continua após a publicidade Sollito; Alfinete, Mauro, Wagner e Wladimir; Paulinho, Eduardo e Zenon; Ataliba, Casagrande e Biro-Biro. Já o São Paulo era bicampeão paulista e um timaço, com três jogadores que estiveram na Copa da Espanha em 1982, e tem uma incrível curiosidade nesse jogo: o treinador do São Paulo era o mesmo José Poy de 12 anos antes. E tinha uma seleção nas mãos: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Gassem e Marinho Chagas; Almir (Jaiminho), Renato e Everton; Paulo César, Serginho e Mário Sérgio (Zé Sérgio) Eram épocas em que os principais jogadores jogavam no Brasil e havia vários grandes times no futebol brasileiro. O jogo de hoje não decide nada, porque os dois times estão fazendo um campeonato ruim, muito irregular, e no máximo lutam pelo oitavo lugar para tentarem uma vaga na pré-Libertadores, com chances remotas. Não são boas equipes, além de terem uma dívida enorme. Continua após a publicidade Mas o Corinthians ainda tem a possibilidade de decidir a Copa do Brasil em dezembro, caso passe na semifinal com o Cruzeiro. Bom, contei duas histórias desse clássico em momentos importantes de dois clubes que tinham equipes fortíssimas. 0:00 / 0:00 Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Renault Boreal se destaca com porta-malas de 522 l e Google nativo; conheça Incêndio de grandes proporções atinge pavilhão da COP 30, em Belém Novo 'Jogos Vorazes' terá segundo Massacre Quartenário', veja trailer Quem é Jorge Messias, indicado por Lula para a vaga de Barroso no STF Reação ao Caso Master mostrará se Congresso tem bandido de estimação