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Análise dos Times

Barcelona

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Motivo: O artigo foca nos atrasos, promessas não cumpridas e capacidade reduzida do Camp Nou, indicando uma visão crítica sobre a gestão e a execução da reforma.

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Barcelona Camp Nou Lamine Yamal Ronaldinho Messi Joan Laporta Athletic Club de Bilbao

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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Barcelona volta ao Camp Nou após atrasos, promessas e só com 45% do público Thiago Arantes Colunista do UOL 22/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Camp Nou, durante as reformas: neste sábado, 22 de novembro, a bola volta a rolar Imagem: Reprodução/X @fcbfn_live O Barcelona volta a jogar no Camp Nou neste sábado, às 12h50 (horário de Brasília), 909 dias depois do fechamento do estádio para reformas. O rival será o Athletic Club de Bilbao, pela 13ª rodada do Campeonato Espanhol. O retorno ao icônico estádio, que consagrou Messi, Ronaldinho e alguns dos melhores times da história do futebol, será pela metade. Literalmente. Foram liberadas apenas 45.401 lugares — a capacidade final, depois das obras, deve ser de 99 mil. A ideia é que, ao longo dos próximos meses, sejam abertos mais setores para o público. Mesmo sem estar concluída, a versão renovada do coliseu azul e grená tem novidades marcantes. O novo túnel de jogadores dá um ar mais moderno ao acesso ao campo, enquanto os vestiários — tanto do Barça quanto dos visitantes — foram totalmente repaginados para atender aos padrões atuais de conforto e desempenho. Juca Kfouri Uma boa notícia: Tite está de volta Wálter Maierovitch Indicação de Messias não é republicana Josias de Souza Defesa de Bolsonaro joga toalha Hélio Schwartsman Indicação de Messias para o STF pode virar problema As atualizações aproximam o clube de arenas mais modernas. Mas o principal passo nesse sentido, as áreas de camarotes e setores VIP, ainda não estão totalmente liberadas. É com eles que o Barcelona pretende aumentar significativamente a receita do clube; o estádio antigo, obsoleto, não estava adaptado às demandas, digamos, do futebol moderno. Do lado de fora, também há mais acessos e rotas de evacuação ampliadas garantindo um fluxo mais tranquilo para o público. O retorno ao Camp Nou marca o fim de uma espécie de "retiro" de dois anos e meio do clube catalão no Estádio Olímpico, em Montjuic — um campo histórico e com a aura dos Jogos de 1992, mas que não transferiu essa mística para o time. Atraso de quase um ano A volta ao Camp Nou, ainda que "pela metade" (ou, numericamente nem isso), acontece com mais de um ano de atraso. A ideia da diretoria era retornar ao estádio em novembro do ano passado. O aniversário de 125 anos do clube, em 29 de novembro, era visto como uma das metas para uma volta triunfal, ainda que com capacidade muito reduzida. Só que o clube passou a enfrentar uma série de problemas com as autoridades locais, que demoraram muito mais que o previsto para fiscalizar, aprovar e emitir as licenças necessárias para que o estádio voltasse a ser usado. Continua após a publicidade Lamine Yamal, estrela do Barcelona, jogou apenas 7 minutos no Camp Nou Imagem: Josep LAGO / AFP As promessas pelo caminho Passada a meta inicial de novembro, a gestão Joan Laporta começou a fazer uma série de promessas de curto prazo, que acabaram se transformando em piada com o passar do tempo. O calendário dessas promessas virou quase uma agenda de frustrações. Primeiro, Laporta disse que o Barcelona voltaria ao estádio em dezembro de 2024, num jogo contra o Atlético. Depois, a promessa foi para fevereiro, ao fim da fase de grupos da Champions. Em seguida, veio uma nova data: maio, no Clássico contra o Real Madrid. Nada feito. A temporada acabou, começaram as férias de verão e, na volta, houve até vídeo estrelado por Joan Laporta anunciando a volta em agosto, no Troféu Joan Gamper. O Barcelona acabou jogando contra o Como, da Itália, no acanhado Estádio Johan Cruyff, casa do Time B, para um público de 6 mil pessoas. E não parou por aí: depois, o clube garantiu retorno no início de La Liga, contra o Valencia; posteriormente, veio a promessa de ter o estádio no reencontro com a Champions, diante do PSG. Continua após a publicidade A coleção de promessas não cumpridas fez o total de dias longe do estádio aumentar — e as diferenças entre o último time a jogar no Camp Nou e a equipe atual também cresceram. Apenas 12 atletas do elenco atual faziam parte do grupo em maio de 2023. Lamine Yamal, maior destaque do elenco atual, jogou apenas 7 minutos no estádio: foi numa goleada por 4 a 0 sobre o Real Bétis, em 29 de abril de 2023. Na época, o atacante era jogador do Barça Athletic, o time B do clube catalão. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Salão do Automóvel 2025 abre as portas: veja ingressos, horários e atrações UOL estreia podcast sobre a Playboy, com bastidores inéditos Fla faz último jogo no Maracanã antes de final com domínio total de público Foragido, Ramagem usou R$ 35 mil de cota parlamentar de setembro a novembro Pilotos descrevem a pior classificação da vida na chuva em Las Vegas