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O Corinthians viveu um dia de duas temperaturas. Na Libertadores Feminina, as Brabas transformaram as quartas em festa: 5 a 0 sobre o Independiente Dragonas, com os cinco gols depois do intervalo, e vaga na semifinal contra o Santa Fe. Gabi Zanotti marcou duas vezes e ficou a um gol de chegar aos 100 pelo clube — feito que pode ganhar capítulo decisivo já no próximo jogo. [ , , ] No masculino, porém, a noite foi de roteiro cruel: o Corinthians abriu 2 a 1 sobre o Vasco, mas sofreu dois gols de Marino Hinestroza no fim e perdeu por 3 a 2. A derrota na estreia de Seedorf à beira do campo ampliou para dez a sequência de jogos sem vitória no Brasileirão, colocou o time no Z4 e elevou a 62,3% a probabilidade de rebaixamento nas projeções citadas. [ , , , ] O debate pós-jogo não ficou só nos gols sofridos: as mudanças de Seedorf, que reforçaram a marcação e tiraram peças de criação, foram questionadas, embora o desgaste dos atletas e as limitações do elenco também tenham entrado na conta. Fora de campo, Osmar Stabile negou ruptura com os jogadores em meio a atrasos de direitos de imagem, falou das dificuldades financeiras e atribuiu a saída de Marcelo Paz ao vazamento de dados pessoais; a fala do presidente, por sua vez, provocou críticas de torcedores. [ , , ] Agora, o calendário oferece alguns dias de treino e um confronto direto com o Mirassol, na Neo Química Arena, para tentar interromper a queda. A torcida foi chamada a seguir junto, enquanto o clube também apareceu no noticiário político: Lula, reeleito, brincou com a derrota corintiana em seu discurso. Entre a esperança continental das Brabas e a urgência do Brasileirão, o dia terminou com o coração do torcedor dividido — e seis rodadas para tentar mudar o desfecho. [ , , ]