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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: O autor demonstra um forte afeto e identificação com o Corinthians, descrevendo a fase juvenil como 'deliciosa' e a realização do sonho de jogar profissionalmente pelo clube com grande emoção.

Viés da Menção (Score: 0.9)

Motivo: A passagem pelo São Paulo é descrita como 'incrível', com menção a bons amigos e jogos, mas com um sentimento de estranhamento pela camisa diferente.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: A experiência no Flamengo é considerada especial, com o autor mencionando ter conhecido pessoas legais na Gávea, indicando uma percepção positiva.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Motivo: A passagem pelo Porto é descrita como 'maravilhosa', especialmente pela conquista da Copa dos Campeões, ressaltando a importância do feito.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo São Paulo Corinthians Seleção Brasileira ESPN Porto Torino Walter Casagrande Jr. Palhinha TV Globo Sócrates Galvão Bueno Ascoli Calcio Arnaldo Cézar Coelho

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Cheguei aos 63 anos e quero viver mais, mas muito mais! Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 15/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Dona Zilda, Sr Walter Casagrande (Geleia) e eu Imagem: Arquivo pessoal Hoje, 15 de abril de 2026, estou completando 63 anos e, quando viajo na minha história — como venho fazendo no teatro com o monólogo Na Marca do Pênalti — muitas coisas são reviradas nas gavetas da vida. É assim: você abre todas as suas gavetas e guarda-roupas, joga tudo no chão e, uma por uma, começa a colocar as coisas de volta no lugar. Só que as emoções retornam a todo vapor — pelo menos para mim. Relembrar minha infância na Zona Leste de São Paulo, lá na Penha, assistindo à Copa de 70 com minha família sentada no sofá, é algo muito forte e emocionante. Casagrande Bayern x Real lembrou luta entre pesos pesados Juca Kfouri Bayern e Real cumpriram o que prometeram Alicia Klein Punição a Abel pode ser tiro no pé do STJD Daniela Lima CPI do Crime: Fachin foi criticado por silêncio Com 7 anos de idade, ao lado da minha família, vi pela TV a primeira imagem de futebol que guardo na memória — e já era da maior seleção de todos os tempos. Ver toda aquela festa, as pessoas nas ruas comemorando… foi ali que entendi que o futebol era muito mais do que apenas um jogo. Seguindo em frente, considero que a minha fase de juvenil do Corinthians foi uma das mais deliciosas que tive na vida. Viver dentro do Parque São Jorge, que amo de paixão, treinando e vestindo a camisa do time para o qual eu e toda a minha família torcíamos, era demais. Crescer junto com vários garotos, de idades diferentes dependendo da categoria, mas com os mesmos sonhos, foi uma experiência de vida única. Sem contar que eu cruzava com os profissionais andando pelo clube e, moleque, parava para vê-los passar, porque era aquilo que eu gostaria de ser um dia. Ia sempre assistir aos treinos, principalmente quando se formou a dupla Sócrates e Palhinha, da qual eu era muito fã — sem imaginar que, em três anos, eu estaria fazendo dupla com o Magrão. Minha vida sempre foi muito intensa, porque eu nasci assim: queria sempre sentir aquele friozinho na barriga, a adrenalina correndo solta pelo corpo. Ao mesmo tempo em que eu era extrovertido e divertido com os amigos, era tímido e cauteloso quando ficava a fim de uma menina. Meu primeiro amor foi em 1979. Foi incrível, mas eu não soube lidar com o que sentia e, como sempre fazia, arrumava outras coisas para me agitar e esconder meus sentimentos. Isso começou a acontecer depois da morte da minha irmã, aos 23 anos, em janeiro de 1979. Continua após a publicidade Engoli a tristeza, a dor e a raiva — e isso me fez muito mal durante muito tempo. Ser profissional no Corinthians foi realização de um sonho Imagem: Arquivo pessoal Mas chegou o momento em que meu sonho se realizou: vestir a camisa do Corinthians como profissional. E esse dia não poderia ter sido mais emocionante: estreei fazendo quatro gols na minha primeira partida. Que loucura foi aquela quarta-feira à noite no Pacaembu! Dali em diante, tudo aconteceu numa velocidade avassaladora. A amizade e a paixão pelo Magrão, muitos gols, título paulista… o que um garoto corintiano poderia querer mais naquele momento? Minha passagem pelo São Paulo foi incrível. Fiz muitos amigos, grandes jogos, mas confesso que foi muito estranho, na estreia, me ver com uma camisa que não fosse a do Corinthians. Era um time jovem, com pessoas bacanas, muito organizado naquela época. Sem contar que tive o privilégio, a honra e o prazer de ter Oscar e Dário Pereira no mesmo time que eu. Fazer parte da seleção brasileira foi uma emoção única — ainda mais quando joguei praticamente no time de 1982. Continua após a publicidade Nas eliminatórias para a Copa de 1986, o time era: Carlos Leandro Oscar Edinho Júnior Cerezo Sócrates Zico Renato Gaúcho Casagrande Éder Fizemos partidas incríveis, tanto tecnicamente quanto na garra. Depois da Copa, fui para a Europa. Foi maravilhoso. Da mesma forma que ganhei títulos importantes e fiz gols, também me machuquei várias vezes — todas com gravidade. Mesmo assim, foi incrível fazer parte do fantástico time do Porto, campeão pela primeira vez da Copa dos Campeões (atual Champions League), e também do último grande time do Torino, campeão da Copa da Itália e vice da Copa da UEFA. Minha passagem por Ascoli Piceno foi maravilhosa: uma cidade pequena, linda, com pessoas apaixonadas por futebol e pelo Ascoli Calcio. Depois de todos esses anos na Europa, realizei outro sonho: jogar pelo Flamengo e morar no Rio de Janeiro. Conheci muita gente legal na Gávea — desde pessoas da diretoria, como o presidente Luiz Augusto Veloso, Paulo Angioni e Isaías Tinoco, até o grupo de jogadores. Continua após a publicidade Foi muito especial também minha mudança para comentarista esportivo: primeiro na ESPN e depois por 25 anos na TV Globo, onde tive o privilégio de cobrir vários eventos históricos, como seis Copas do Mundo, principalmente a de 2002, vendo o Brasil ser pentacampeão, comentando o jogo ao lado de Galvão Bueno, Falcão e Arnaldo Cézar Coelho. Comentei também várias Olimpíadas, mas sem dúvida a mais incrível foi a de Sydney, em 2000. Enfim, fazer 63 anos é um barato, porque a juventude não está no físico, mas sim na mente, no espírito e nas ideias. Tenho três filhos, dois netos e uma irmã que amo. Tenho meus amigos de infância, que estudaram e cresceram comigo, e são incríveis. Fiz muitos amigos no futebol, em todos os times pelos quais passei. E, para terminar, não posso deixar de lembrar das duas pessoas mais importantes que conheci na vida: Sr. Walter Casagrande (Geléia) e Dona Zilda — meus pais. Beijo a todos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'Feia do capeta': Ratinho vira réu na Justiça após ataques contra deputada Arsenal segura Sporting em duelo sem gols e se classifica na Champions Governo prevê salário mínimo de R$ 1.717 para 2027 Comércio é alvo do Procon: loja pode recusar pagamento em dinheiro? Agora tem sudoku no UOL; jogue online