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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Abraço, gol e elogio de Guardiola: Rodrygo faz derrota virar recomeço Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 12/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Rodrygo celebra gol do Real Madrid sobre o Manchester City em jogo da Champions League Imagem: Reuters/Andrew Couldridge A derrota para o Manchester City, por 2 a 1, colocou o Real Madrid na maior crise dos últimos anos. O técnico Xabi Alonso é questionado, o time não consegue render, Vini Jr. vive seu maior jejum de gols em quatro anos, e Kylian Mbappé não pôde jogar por problemas físicos. Só um jogador saiu melhor do que entrou na desastrosa noite de quarta-feira no Santiago Bernabéu: Rodrygo. O brasileiro quebrou um jejum de mais de 9 meses sem marcar gols com o time merengue, deu um abraço carregado de simbologia no treinador e, após a partida, foi procurado por Pep Guardiola. O técnico do City, um dos maiores da história, queria elogiá-lo. Daniela Lima Motta perde apoio no STF, na Câmara e no Executivo Reinaldo Azevedo Caso Zambelli: entenda o absurdo de Motta Tony Marlon A falta de energia e a democratização do descaso André Santana Congresso faz de tudo para virar 'inimigo do povo' "Fui falar pra ele o quanto ele é bom. É um jogador de outro nível. Fico feliz que ele tenha voltado, é muito bom jogador", afirmou o treinador catalão. O City foi um dos clubes que tentou tirar Rodrygo do Real Madrid na janela de transferências do verão europeu. Fim de uma agonia O gol que abriu o placar para o Real Madrid não serviu para dar pontos aos Blancos, mas encerrou um longo jejum. Foram 281 dias, desde 4 de março, sem balançar as redes. A última vez havia sido na vitória sobre o Atlético de Madrid, também na Champions League. Daquele jogo em diante, o brasileiro viveu de tudo um pouco: primeiro, um desgaste físico e mental intenso o afastou da reta final da temporada passada, ainda com Carlo Ancelotti como treinador. No Mundial de Clubes, já sob o comando de Xabi Alonso, Rodrygo foi deixado em segundo plano: mesmo quando não teve Mbappé, o basco escalou Gonzalo García, que acabou sendo um dos destaques do torneio. Na volta a Madri, Rodrygo passou toda a reta final da janela de transferências sendo alvo de especulações. Ao UOL , pessoas próximas ao jogador disseram que houve sondagens de uma dezena de clubes. Continua após a publicidade Por fim, ele acabou ficando, mas expressou o desejo de ter mais chances na ponta-esquerda, onde se sente mais à vontade. Só que, para isso, teria de disputar posição com Vini Jr. O efeito foi imediato: até o jogo de quarta-feira, o camisa 11 teve só três chances como titular. Além disso, o duelo com o City foi o primeiro em que ele e Vini começaram juntos, fruto da ausência de Mbappé. Com menos chances, veio mais pressão em campo, já que cada minuto valia ouro. E a seca de gols — ainda que contados jogos em que praticamente não jogou — ia crescendo nas estatísticas, tornando a situação ainda pior. Contraste com a seleção Os momentos ruins no Real Madrid contrastam com um protagonismo inquestionável na seleção brasileira. Depois de ficar fora das duas primeiras convocações de Carlo Ancelotti — para jogos das Eliminatórias —, Rodrygo voltou como titular no amistoso contra a Coreia do Sul. Autor de dois gols na partida, ele foi um dos destaques na goleada por 5 a 0. Na última Data Fifa do ano, contra Senegal e Tunísia, foi novamente titular do ataque. Tudo usando a camisa 10, que passou a ser dele na ausência de Neymar. Ancelotti tem Rodrygo como um dos jogadores que já possuem lugar fixo no grupo de convocados para a Copa do Mundo. A vaga no time titular ainda depende de como será a volta de Raphinha, que estava machucado nas últimas partidas. Continua após a publicidade Ressurgir no caos O ex-jogador do Santos "vira a chave" no clube em um momento decisivo da temporada: o Real Madrid está em crise e procura por líderes para sair de uma espiral de resultados ruins e atuações ainda piores. Jogadores de referência, como Daniel Carvajal e David Alaba, estão machucados, Vini e Bellingham atravessam fases ruins; Mbappé bate recordes de gols mas não leva o time a vitórias. O abraço de Rodrygo em Xabi Alonso após o gol marcado foi visto — dentro do clube, mas também na imprensa — como uma demonstração de apoio, vinda de um jogador que foi deixado em segundo plano pelo treinador. O gesto, o gol e a boa atuação, apesar da derrota do time, colocam o atacante como candidato a novas chances. Com ou sem Mbappé, a tendência é que Rodrygo passe a ter mais minutos — considerando, é claro, que Xabi Alonso continue no comando do Real Madrid. O próximo compromisso é no domingo, às 17h (horário de Brasília) contra o Alavés. Continua após a publicidade O duelo é visto como decisivo para o futuro do treinador. E pode consolidar, também, a nova fase do camisa 11. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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