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Esporte Projeto FIP da base perde força no Conselho e estaciona no São Paulo Valentin Furlan Colaboração para o UOL 25/10/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Julio Casares (esq.) e Carlos Belmonte (dir.), em sessão de treinos no CT da Barra Funda Imagem: Reprodução / Instagram / @belmontespfc Situação e oposição no São Paulo concordam com uma coisa: o projeto do FIP (Fundo de Investimento em Participações) de Cotia não sairá do papel por enquanto. A reportagem do UOL ouviu relatos dos dois lados dizendo a mesma coisa: a aprovação no Conselho Deliberativo não seria possível com o número de votos esperados. Consenso pela reprovação A oposição trabalha com cerca de 170 votos contrários, enquanto a situação projeta um cenário em torno de 130 votos contrários, caso o projeto fosse ao plenário de 256 conselheiros neste momento. Para ser aprovada, a proposta precisa de maioria simples, metade dos presentes mais um — 129, caso todos estejam presentes — e, com base nos números obtidos pela reportagem, seria rejeitada em qualquer uma das duas projeções. Fontes afirmam ainda que a pauta está completamente parada no momento e que o foco de Casares se voltou ao futebol — o time vem de uma sequência de sete derrotas em oito jogos, a oito pontos do G6 — e ao planejamento para 2026. TixaNews Lula acendeu, viajou e depois quis apagar o fogo Daniela Lima Planalto montou operação para reverter gafe de Lula Josias de Souza Língua de Lula tira gambá da cartola Raquel Landim Porta-aviões dos EUA é antessala de intervenção Como sinal dessa mudança, o mandatário passou a despachar do CT da Barra Funda ao lado do superintendente geral Márcio Carlomagno, principal candidato à sucessão presidencial. Partidários veem uma possibilidade do tema voltar à pauta no fim do ano. Classificação e jogos Brasileirão Reflexos no futebol A disputa política em torno do FIP também respingou na diretoria de futebol. Diretor estatutário, Carlos Belmonte é abertamente contrário à venda parcial da base e lidera o grupo político Legião, que reúne cerca de 40 conselheiros e atua como uma das principais forças de resistência ao projeto, considerado "chave" por aliados de Casares. Interlocutores próximos à diretoria admitiam a possibilidade de uma ruptura entre Casares e Belmonte caso o tema fosse pautado, mas avaliam que o risco arrefeceu. Ainda assim, a atuação direta de Carlomagno ao lado do diretor no planejamento de 2026 é vista, por opositores e aliados de Belmonte, como uma movimentação política estratégica. O UOL apurou que Belmonte participou, na última segunda-feira, de uma reunião mensal com integrantes do Legião. No encontro, afirmou que não pretende pedir demissão e que qualquer decisão sobre seu futuro caberá a Casares. Apesar do ambiente tenso, múltiplas fontes indicam que a interlocução entre ambos segue ativa — com almoços no CT e visitas conjuntas a Cotia — e que não há, neste momento, sinais de que o diretor deixará o clube em 2026. Na próxima quarta-feira, como revelou o UOL, o São Paulo dará início oficial ao planejamento para 2026. O trabalho será em conjunto: Carlos Belmonte seguirá à frente do futebol, enquanto Carlomagno será o responsável por ajustar o orçamento ao teto do FIDC junto à Galapagos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'Não somos colônia de ninguém', diz Petro após sanções dos EUA Família de morto intoxicado por metanol recebe ameaças e muda de estado Fonseca desabafou com técnico antes de virada: 'Tá acabando comigo isso aí' PEC da reforma administrativa é protocolada na Câmara, diz Hugo Motta Corpo de australiano morto em queda de avião com drogas é liberado em AL