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Análise dos Times

Corinthians

Principal

Motivo: O artigo é uma crônica escrita por um ex-jogador do Corinthians, focando em sua experiência e nos eventos do clube com detalhes e perspectiva interna. Há uma narrativa que exalta a união e a inteligência da equipe.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O São Paulo é apresentado como adversário na final, e o jogo é descrito como 'truncado, mal jogado e muito chato'. As poucas menções ao time adversário são contextuais ao jogo e às provocações ao autor.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Corinthians Campeonato Paulista Morumbi Casagrande Magrão Mário Travaglini Democracia Corintiana Adilson Monteiro Alves Eduardo Amorim

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Gênio da bola faz com que um gol de canela decida uma final de campeonato Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 08/12/2025 11h14 Deixe seu comentário Sócrates e Casagrande Imagem: Arquivo Pessoal/Casagrande Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Há 43 anos, no dia 8 de dezembro de 1982, numa quarta-feira, às 21h30, no Morumbi, fazíamos a primeira partida da final do Campeonato Paulista contra o São Paulo. Continuando o texto que escrevi no dia 5/12 ("Há 43 anos, um Majestoso colocou mais de 120 mil torcedores no Morumbi"), quando comecei a contar essa história das finais do Campeonato Paulista de 1982, que começou no dia 3/12, dia do show do Peter Frampton no Parque São Jorge, passando pela concentração no sábado (4/12) até a derrota por 3 a 2 para o São Paulo na final do segundo turno (5/12). Pois bem, no domingo à noite, após essa derrota, fomos todos ao aniversário do volante Paulinho (que infelizmente faleceu em 27/9 de 2025), em sua casa no bairro de Santana. Josias de Souza Flávio tem preço, mas resta saber se tem quem compre Letícia Casado Michelle Bolsonaro busca espaço na cúpula do PL Sakamoto Resiliência de Bolsonaro deixa centrão submisso Felipe Salto Juros altos e espasmos do PIB: uma história sem fim Naquela noite estávamos chateados pela derrota, obviamente, mas não caídos, até porque havíamos feito uma grande partida e só não fomos campeões diretos vencendo os dois turnos por detalhes. Bebemos cervejas, cantamos, rimos, mas ao mesmo tempo pairava uma estranheza no ar, principalmente pelo vice de futebol Adilson Monteiro Alves. Inclusive eu e o Adilson ficamos um bom tempo sentados no meu carro conversando sobre assuntos diversos, inclusive sobre a morte da minha irmã em 1979 e o quanto aquilo mexia comigo. Bom, ficamos na festa até de madrugada e, na segunda-feira (6/12), à tarde, tínhamos a reapresentação no Parque São Jorge para iniciarmos a preparação para as finais. Quando estávamos todos no vestiário, ainda antes da gente trocar de roupa, chegaram o Adilson Monteiro Alves, o presidente Valdemar Pires e o treinador Mário Travaglini juntos e disseram: — Pessoal, hoje não iremos para o campo, vamos fazer uma reunião porque precisamos discutir um assunto muito sério. Continua após a publicidade Sentamos nos bancos do vestiário e eles começaram a falar. O Adilson começou: — Bom, recebi uma informação que estão planejando algo para desestabilizar o nosso time e atacar fortemente a Democracia Corintiana. Continuou o Sr. Mário Travaglini: — Eles querem fazer isso antes das finais para que a gente entre abatido e perca o campeonato e, a partir daí, nos atacarem de todas as formas para colocar a opinião pública contra nós. Volta o Adilson: — Por isso precisamos decidir o que faremos para nos protegermos nessa semana decisiva. Continua após a publicidade Aí o Magrão entrou na conversa e disse: — Mas o que exatamente vocês estão sabendo? Para tomarmos alguma providência precisamos saber o que realmente está acontecendo. Eles relutaram em nos dizer o que era num primeiro momento, mas depois de muita insistência de todos falaram a real na voz do Adilson: — Bom, recebemos uma informação de uma pessoa ligada ao Corinthians, de dentro da Secretaria da Justiça de São Paulo, que estão armando uma emboscada para o Casão. Quase caí de costas de susto e falei: — Armando para mim? Mas exatamente o quê? Continua após a publicidade Aí eles nos contaram: — Estão armando uma blitz forjada para incriminar o Casão por posse de drogas e assim gerar um escândalo nacional para nos derrubar moralmente antes da decisão. Aí o Magrão falou: — O que podemos fazer para evitar isso? Ele mesmo continuou: — Eu posso ficar mais tempo com ele. Continua após a publicidade O Wladimir entrou e disse: — Eu revezo com o Magrão. E assim foram todos participando, tentando arrumar um jeito de me proteger e, ao mesmo tempo, proteger a todos, o campeonato e principalmente a Democracia Corintiana. Depois de um bom tempo e nenhuma conclusão, eu tive uma ideia e sugeri: — Sem problemas, gente, eu vou para o hotel hoje à noite (segunda, 6/12) e só saio de lá para vir aos treinos até acabar o campeonato no próximo domingo (12/12). O que acham? Aí todos concordaram ao mesmo tempo e o Sr. Mário disse: Continua após a publicidade — Ótimo, mas você ficará lá no hotel a semana toda sozinho? Respondi: — Fico, Sr. Mário, sem problemas. Só acho que alguém deveria passar lá para me pegar para ir treinar e depois me deixar de volta. Foi quando entrou o Eduardo Amorim e sugeriu: — Eu me prontifico a ficar com ele no hotel, assim a gente vem treinar juntos e voltamos juntos para o hotel. Nesse momento, o meu saudoso amigo Sollitinho sugeriu: Continua após a publicidade — Eu também vou para o hotel hoje com o Casa. E assim todos os solteiros da equipe foram comigo. Na noite da segunda estávamos todos lá, com o Eduardo (que era casado) junto para assegurar que tudo funcionasse. Pois bem, na quarta-feira (8/12) saíamos do Hotel Planalto, no centro da cidade, onde concentrávamos. Depois das refeições e da preleção, saíamos para o Morumbi umas 18h30. Na preleção discutimos muito que a nossa estratégia da primeira partida seria tocar a bola, ficar com o controle do jogo, porque jogávamos por três empates, ou seja, empatar os dois jogos e a prorrogação. O São Paulo tentaria inverter a vantagem que tínhamos, tentando nos atacar nesse primeiro jogo. Mas nada disso aconteceu e tudo foi decepcionante naquele primeiro jogo. Um público muito ruim: se no domingo anterior haviam 129 mil torcedores, nesse primeiro jogo da final o público não chegou aos 30 mil torcedores. Continua após a publicidade Que, na realidade, não perderam nada, porque o jogo foi truncado, mal jogado e muito chato. Para um cara que estava dentro do campo, jogando, dizer que a partida foi chata é porque foi muito chata de verdade. Poucas chances, muitas provocações, principalmente comigo, que era o mais jovem de todos, artilheiro do campeonato, estava com dois cartões amarelos e poderia ficar fora da grande final do domingo (12/12). Os jogadores do São Paulo revezaram nas provocações comigo, mas como o jogo estava ruim eu não estava muito na adrenalina e fiquei na minha, e não tomei o terceiro cartão. Bom, nada acontecia naquele jogo até sair uma falta próxima à área, típica para o Zenon colocar a bola na gaveta. Mas quando ele bateu, a barreira pulou e a bola foi para escanteio. O Eduardo, que havia entrado no lugar do Biro-Biro, bateu o escanteio e o Magrão entrou no meio do bolo e, meio que sem querer, quando esticou o pé para pegar a bola, ela foi na canela dele e entrou (1 x 0) e vencemos o primeiro jogo. Continua após a publicidade Jogador genial também conta com a sorte e, mesmo assim, a jogada fica espetacular de qualquer jeito. Depois do jogo, a "turminha" que estava no hotel foi inteira para o Derepente Bar, um local de rock que eu ia toda quarta depois de jogos, quinta e sexta para curtir umas bandas ao vivo e até um festival eu venci com um amigo cantando uma música (essa história contarei mais para frente). O Corinthians, do Sr. Mário Travaglini, só jogou desfalcado do zagueiro uruguaio Daniel Gonzalez: Corinthians Sollitinho Alfinete Mauro Wagner Wladimir Paulinho Sócrates Zenon Ataliba Casagrande Biro-Biro (Eduardo) Já o São Paulo, do Sr. José Poy, estava desfalcado do jogador mais perigoso, o Serginho Chulapa, do craque da lateral Marinho Chagas e também do meia Everton: Continua após a publicidade São Paulo Waldir Peres Getúlio Oscar Dário Pereyra Nelsinho Almir Heriberto (Jaiminho) Carlinhos Maracanã Paulo César Renato Zé Sérgio (Tatu) Vencemos a primeira partida por 1 x 0 e fomos para o segundo jogo com uma vantagem ainda maior, porque o São Paulo precisava vencer o jogo e a prorrogação para conseguir o título. Quando escrevi o primeiro texto, a proposta era contar os 10 dias que antecederam a final do segundo turno e as duas finais do Campeonato Paulista de 1982. Então, no dia 12/12, fecharei essa trilogia. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora São Paulo demite médico e mais três profissionais em reformulação interna Endrick é expulso no banco do Real em jogo com revolta contra a arbitragem Wagner Moura é indicado ao Globo de Ouro; veja com quem ele concorre Globo de Ouro: sobre o que é 'O Agente Secreto', indicado a melhor filme Guilherme decide sair do Santos e se despede após permanência na Série A