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Análise dos Times

Motivo: Tom afetuoso; Geyse fala com orgulho da convocação e da reconstrução de carreira pela seleção

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: Apresentado como clube onde reencontrou o futebol, com números expressivos de gols e apoio psicológico

Viés da Menção (Score: 0.5)

Motivo: Período retratado como fase ruim; Geyse relata não querer voltar ao clube por depressão

Viés da Menção (Score: -0.3)

Motivo: Relato de fase cabisbaixa, mas com menção neutralizante de que foi campeã pelo clube

Viés da Menção (Score: -0.1)

Motivo: Apenas citação neutra de proposta recusada por decisão pessoal da jogadora

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mera citação factual dos adversários nos amistosos da seleção

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Palmeiras Manchester United Seleção Brasileira Argentina Arthur Elias América Geyse Gotham Geovanne Ferreira Copa do Mundo 2027

Conteúdo Original

Geyse revela depressão e quase desistir do futebol pela morte do irmão Quem se depara com a risada tímida nas entrevistas nem sequer imagina a turbulência pela qual Geyse passa desde o início do ano passado. Era janeiro de 2025 quando a atacante da seleção brasileira recebeu, em uma mensagem do melhor amigo, a notícia: o irmão Geovanne Ferreira, fã número um e com quem conversava sobre tudo, inclusive futebol, havia falecido em um acidente de carro em Alagoas. – Na minha cabeça, não vinha outra coisa: quero voltar para casa – conta Geyse, construindo as frases entre a voz embargada. E por pelo menos um ano a vida de certa forma perdeu sentido. Não quis voltar para o Manchester United, estava cabisbaixa no Gotham, recusou proposta do Palmeiras e somente no América, do México, reencontrou o próprio futebol. + Próximos jogos da seleção brasileira feminina Geyse quase desistiu por mais de uma vez, teve depressão e conta como a família, o estafe, as companheiras de time e principalmente a psicologia têm ajudado nesse processo de reconstrução. 1 de 4 Geovanne Ferreira e Geyse, atacante da seleção brasileira — Foto: Arquivo Pessoal Geovanne Ferreira e Geyse, atacante da seleção brasileira — Foto: Arquivo Pessoal + Seleção brasileira terá convocação só de goleiras e lança projeto inédito de captação – Eu estava no Manchester United e quando cheguei em casa, ver minha mãe naquela situação, chorando muito, foi bem difícil. Consegui passar 10 dias. Mas o que me ajudou mesmo a sair dessa situação foi o apoio da minha mãe, dos meus irmãos e principalmente acompanhamento psicológico, que até hoje eu faço – diz a atacante. – Já tinha desistido de jogar futebol. Depois olhei para minha família e falei: tenho que continuar por vocês e por ele, mesmo que esteja ausente entre nós. 2 de 4 Geyse em treino da seleção brasileira em Porto Alegre — Foto: Luciana Vermell / CBF Geyse em treino da seleção brasileira em Porto Alegre — Foto: Luciana Vermell / CBF Esse processo de entendimento, contudo, durou meses. – Não queria mais jogar no Manchester United, porque eu não estava em uma fase boa. Fui para o Gotham e não consegui desfrutar do futebol, estava cabisbaixa, com depressão, fomos campeãs e voltei para casa – conta Geyse, relatando o momento em que quis desistir pela segunda vez. – Passei praticamente dois meses e falei: não quero jogar mais, não quero voltar para o Manchester United, então surgiu proposta do Palmeiras e do América. Pensei em ficar no Brasil, ficar mais perto da minha família, e depois: não, não é o momento de voltar, então aceitei a proposta do América e fui. + Seleção de Arthur Elias atinge nove países e tem 50% das convocadas jogando o Brasileirão Apresentada no Manchester United, Geyse explica tatuagens para familiares Assim, em janeiro de 2026, depois do período de empréstimo ao Gotham, Geyse deixou o Manchester United em definitivo a caminho do América. – Foi então que tive mais suporte do lado da psicologia e eles me abraçaram. Minhas companheiras me abraçaram, falei um pouco com algumas, do que aconteceu, o estafe também me abraçou, e foi aí que me senti mais confiante, voltei a desfrutar do futebol, estou desfrutando. Mas o que me ajudou mesmo foi a psicóloga. – Às vezes bate saudade do meu irmão e olho fotos. Estou continuando a jogar pela minha família e por ele, que é o mais importante. 3 de 4 Geyse em treino da seleção brasileira em Porto Alegre — Foto: Luciana Vermell/CBF Geyse em treino da seleção brasileira em Porto Alegre — Foto: Luciana Vermell/CBF + Carol Gil, do São Paulo, é convocada para a seleção brasileira no lugar de Thais Ferreira Ela fez 11 gols em 18 partidas nos primeiros seis meses de clube e entrou na temporada de 2026/27 ainda melhor: 16 gols e duas assistências em 10 jogos. Pelo desempenho, voltou a ser convocada pela Seleção em junho depois de dois anos longe e manteve-se na lista para os amistosos desta Data Fifa de outubro, disputando uma vaga na Copa do Mundo de 2027. O Brasil enfrenta a Argentina duas vezes, neste sábado em Porto Alegre, no Beira-Rio, e na terça-feira no Recife, na Arena de Pernambuco, onde a família de Geyse, que é de Maragogi, em Alagoas, vai reencontrá-la. Geyse terá 80 pessoas entre família e amigos em jogo no Recife: "Preciso desses ingressos" – De sobrinho tenho sete, cinco irmãos, tio, tia, amigos. Só da minha família mesmo são 40 pessoas – diz Geyse, sobre quem estará no estádio para vê-la. – Fora meus amigos, a família de um amigo meu que está no México me acompanhando também. Mais ou menos umas 80 pessoas vão estar lá, vou precisar desses ingressos – brinca a atacante. 4 de 4 Geyse em treino da seleção brasileira em Porto Alegre — Foto: Luciana Vermell/CBF Geyse em treino da seleção brasileira em Porto Alegre — Foto: Luciana Vermell/CBF