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O futebol feminino brasileiro amplia seu alcance dentro e fora de campo, com recordes de público nos estádios e crescimento do consumo de conteúdo nas redes sociais. Um dos exemplos desse movimento é o perfil @brasileiras , que registrou 36 milhões de visualizações no Instagram em 2026, sem investimento em anúncios ou impulsionamentos.
O avanço acompanha os números da final do Brasileirão Feminino , disputada em outubro. O confronto entre São Paulo e Corinthians levou 49.405 torcedores ao Morumbis, em São Paulo, estabelecendo um recorde de público na competição. Nas transmissões da TV Globo, do Sportv e da GeTV, a decisão alcançou 56,3 milhões de pessoas, um resultado 14% superior ao registrado em 2025.
Criado em julho de 2025, o perfil @brasileiras conta atualmente com 68 mil seguidores e aposta em uma abordagem que vai além dos resultados e das informações sobre as partidas. A estratégia combina bastidores, tendências das redes sociais e conteúdos sobre representatividade, trajetórias e posicionamentos das mulheres no esporte.
Durante a final do Brasileirão Feminino , a página registrou 1.676.814 visualizações em apenas dois dias. Um dos conteúdos de maior repercussão foi o vídeo com o discurso da árbitra Daiane Muniz, que alcançou 352.404 visualizações.
A distribuição de conteúdo em colaboração com o perfil oficial do Brasileirão Feminino (@brfeminino) também contribuiu para os resultados. O vídeo que registrou o momento do levantamento da taça somou 589.405 visualizações.
No mesmo fim de semana, o perfil oficial da competição registrou 11.847.267 visualizações e conquistou 1.353 novos seguidores, reforçando o alcance da modalidade nas plataformas digitais durante um dos principais eventos de seu calendário.
Para Ruskaya Zanini, COO da FSports, o trabalho nas redes sociais ajuda a ampliar a presença do futebol feminino para além do público que já acompanha a modalidade. A agência detém, com exclusividade, os direitos de comercialização do futebol feminino junto à CBF no ciclo de 2025 a 2029 e administra os perfis Brasileiras, Brasileirão Feminino, Copa do Brasil Feminina e Seleção Brasileira Feminina.
— O canal @brasileiras desempenha um papel crucial nesse ecossistema. Ele traduz a paixão das arquibancadas em uma linguagem para as redes sociais, atraindo marcas, novos torcedores e contribuindo para consolidar a comunidade do futebol feminino no país — afirma Zanini.
A executiva destaca ainda a aposta em conteúdos com linguagem mais próxima da cultura digital para alcançar pessoas que ainda não acompanham regularmente o futebol feminino.
— A missão é furar a bolha tradicional do esporte, trazendo uma pegada mais pop e digital para aproximar novos públicos. Existe um universo de histórias, tendências, debates e transformações sociais que orbitam a modalidade e que merecem espaço próprio de discussão. Ali temos total liberdade na criação dos conteúdos e a taxa de engajamento é altíssima — completa.
Os números de público e de alcance digital indicam oportunidades para o mercado esportivo, especialmente na conexão entre clubes, atletas, torcedores e marcas. Com a ampliação da audiência e a diversificação dos conteúdos, o futebol feminino fortalece sua presença no cenário esportivo brasileiro e abre novas possibilidades de exploração comercial.