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O dia da Seleção Brasileira foi de feridas que ainda não fecharam e de um futuro que já pede passagem. Bruno Guimarães falou sem esconder a dor pelo pênalti perdido na eliminação diante da Noruega, mas deixou claro que não se esconderia: bateria de novo, quantas vezes fosse preciso. Para ele, a derrota precisa virar aprendizado — e a camisa, motivo para seguir em frente. [ ] Em Brisbane, porém, o futebol não ficou sozinho com os holofotes. No Ballymore Stadium, enquanto a Seleção Brasileira treinava, uma competição juvenil de rúgbi atraía boa parte do público; entre os pais, surgiu até a pergunta por Neymar, que não estava na delegação. Uma cena curiosa, e reveladora de como, na Austrália, a bola redonda divide espaço com esportes profundamente enraizados na cultura local. [ ] Dentro de campo, Carlo Ancelotti confirmou novidades para o amistoso contra a Austrália: Vitor Reis fará dupla com Marquinhos, enquanto Gabriel Magalhães deve começar entre os reservas, possivelmente por controle de carga. A escalação abre espaço para jovens em um ciclo que começa a mirar 2030; o primeiro teste será em Townsville. [ , ] Mais experiente do grupo, Marquinhos tratou de afastar qualquer ideia de cadeira cativa: aos 32 anos e no quarto ciclo de Copa, diz que todos recomeçam do zero e precisam conquistar seu espaço. A liderança, aqui, não é privilégio; é também a tarefa de ajudar os recém-chegados a atravessar uma renovação que exige paciência, confiança e resultados passo a passo. [ ] E há uma aposta que sobreviveu até à ausência no Mundial: Estêvão volta como titular e segue prestigiado por Carlo Ancelotti, apesar dos poucos minutos no Chelsea e da longa recuperação de lesão. Ao lado de Vini Jr., Raphinha e Endrick, o atacante carrega uma mensagem de confiança — para ele e para uma geração que começa a escrever a próxima página da Seleção Brasileira. [ ]