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Só para assinantes Assine UOL Opinião O que deve distinguir o jornalista do torcedor e do influenciador Juca Kfouri Colunista do UOL 21/10/2025 14h08 Deixe seu comentário Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Jornalistas têm times, não são filhos de chocadeira, já dizia o grande João Saldanha. Permitir que o coração suplante a razão, aí, não pode. Não é isso que temos visto. Raquel Landim Alcolumbre exagera em lobby por Pacheco no STF Josias de Souza Lula quer Boulos, mas Haddad está na fila Amanda Klein Mercado já projeta inflação dentro da meta neste ano Helio de La Peña Louvre: ladrão que rouba ladrão tem exposição Há os que acham que a arbitragem de Flamengo x Palmeiras foi mais danosa que a entre São Paulo e Palmeiras. E, por quê? Porque consideram que além do pênalti de Jorginho em Gustavo Gómez, como 99% dos profissionais de imprensa, e críticos de arbitragem confirmam, houve também falta de Pedro em Fuchs, o que é polêmico. Ou seja, no clássico do Morumbi, houve um erro gravíssimo também para 99% dos profissionais. No do Maracanã, para muitos, dois erros graves. Dois é o dobro de um, desenhemos. Continua após a publicidade Que caçadores de cliques façam cortes de tais opiniões, omitindo as referentes ao lance com Fuchs, faz parte do desonesto mundo das redes antissociais Que jornalistas as atribuam, sem mostrá-las por inteiro, ao fato de virem da "imprensa paulista", é simplesmente lamentável. Além de estúpido, burro. Quem o jornalista carioca rubro-negro prefere campeão: o Vasco ou o Palmeiras? Quem o jornalista paulista corintiano prefere campeão: o Palmeiras ou o Flamengo? Quem o jornalista carioca cruzmaltino prefere campeão: o Flamengo ou o Palmeiras? Continua após a publicidade Quem o jornalista paulista palmeirense prefere campeão: o Corinthians ou o Flamengo? Bairrismo ainda existe? Existe, a ponto de haver paulistano que comete o desatino de dizer que São Paulo é uma cidade mais agradável que o Rio. Não, no entanto, a ponto de suplantar a paixão pelo time de coração. A rivalidade estadual supera, por 10 a 0, a interestadual. Portanto, a questão ultrapassa a de ser ou não bairrista, de ser ou não torcedor. Mas de ser honesto e ao criticar opiniões, de A de B ou de C, mostrá-las inteiras, sem cortes marotos, capciosos, desonestos moral e intelectualmente. Continua após a publicidade Porque quem deixa de proceder assim comete crime contra a profissão, revela-se, aí sim, bairrista e, sobretudo, cego pela paixão clubística. Faz exatamente o que critica e expõe os criticados à sanha odienta das redes antissociais, agressões e cancelamentos. Tudo que um jornalista de verdade não deve fazer, esteja num órgão de imprensa, esteja no desvio, diferentemente do torcedor/influenciador que faz o que bem entende para vender suas opiniões/produtos. A objetividade é meta, a imparcialidade busca permanente, mesmo que todos tenham lado. Só durmo feliz à noite quando, durante o dia, apanho de corintianos e palmeirenses. E por ter me formado na revista Placar, brasileira, não faço diferenças de norte a sul, de leste a oeste. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Fonseca segura melhor saque do mundo e vence atual campeão na Basileia Bilionário americano constrói mansão na árvore avaliada em R$ 2,1 milhões Dado Dolabella acompanha namorada em passagem de coroa do Miss Gramado Real Madrid decide emprestar Endrick em janeiro e aguarda propostas Josias: Lula tem planos grandiosos para Boulos, mas fila tem Haddad