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Futebol Ao Cade, Globo e rivais valorizam venda coletiva de direitos do Brasileirão Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 24/09/2026 08h10 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Câmera de TV durante entrevista no Media Day do Botafogo Imagem: Vitor Silva/Botafogo A Globo e outras emissoras avaliam que a comercialização conjunta dos direitos de transmissão do Brasileirão representa um avanço estrutural para o mercado. As manifestações foram enviadas ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como parte uma investigação do Cade sobre atos de concentração no futebol brasileiro. "A Globo entende que a comercialização coletiva dos direitos de transmissão da Série A é, em princípio, o modelo que melhor contribui para a valorização do Campeonato Brasileiro como produto e para a maximização do valor gerado para os clubes, desde que estruturada de forma a preservar a autonomia dos clubes e promover um ambiente competitivo e equilibrado". Josias de Souza Flávio Bolsonaro apedreja o espelho ao atacar Moraes Tatiana Farah Jantar do mercado com Lula terá 200 empresários Juca Kfouri Quatro bets, das maiores, encalacradas na Justiça PVC Ancelotti segue ideia de escalar os melhores A emissora observou ainda que tratar o torneio de forma agregada garante maior clareza na composição dos pacotes e previsibilidade na exploração comercial, embora exija atenção para que ativos com valores muito distintos não sejam engessados no mesmo bloco. Além da Globo, houve respostas de outros grupos, como ESPN, SBT, CazéTV e Band. Os representantes apontaram que a venda conjunta reduz custos negociais e fortalece o produto. Ao mesmo tempo, houve quem indicasse riscos de concentração e perda de flexibilidade na programação. Como não houve menção à existência de cartel, abuso concorrencial ou fechamento de mercado, as respostas foram vistas pela Futebol Forte União (FFU) como algo positivo. O Cade mergulhou no tema após a concretização da venda dos direitos de TV do Brasileirão em dois blocos: o da FFU e o da Libra. O que outras emissoras disseram A CazéTV posicionou-se como uma das maiores defensoras do modelo coletivo, destacando que a negociação centralizada foi indispensável para consolidar sua presença no futebol nacional. Continua após a publicidade "É possível afirmar que, na ausência da comercialização coletiva, a CazéTV, assim como outros grupos de mídia entrantes, teria enfrentado dificuldades substancialmente maiores para adquirir direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro em escala suficiente para viabilizar uma oferta competitiva". O canal ressaltou que a comercialização em bloco permitiu aos adquirentes o acesso a uma quantidade mínima de jogos com uniformidade de prazos, atenuando a vantagem estrutural dos grupos de mídia tradicionais e alinhando o Brasil às grandes ligas internacionais. A ESPN sublinhou os ganhos diretos na mesa de negociação, destacando a facilidade para atingir consensos sobre valores e divisão de receitas entre os times. Por outro lado, a empresa apontou como desvantagem a perda de liberdade para montar grades mais diversificadas: "A consolidação dos direitos de transmissão dificulta a aquisição isolada de direitos sobre partidas individuais, dificultando a composição de uma grade de campeonatos mais diversificada". O SBT disse que "a comercialização coletiva pode reduzir custos de transação e facilitar a formação de um produto com escala, previsibilidade e diversidade de partidas. Entretanto, seus efeitos concorrenciais dependem do desenho concreto: quantidade e composição dos pacotes, duração contratual, exclusividades e possibilidade de aquisição por diferentes plataformas". Continua após a publicidade Entre os riscos citados pela emissora paulista estão a "agregação excessiva de direitos", o aumento do poder de barganha dos blocos e a imposição de pacotes fechados de alto valor, que podem criar barreiras para adquirentes com menor capacidade de investimento. A Band enfatizou que a venda conjunta traz segurança operacional ao evitar que o comprador perca jogos decisivos ao longo do campeonato. Contudo, a emissora advertiu que a centralização da oferta pode ter o efeito colateral de aumentar os custos de aquisição e reduzir o poder de escolha dos compradores caso os direitos sejam concentrados em poucos adquirentes com exclusividade ampla. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Apagaram a mensagem no Whatsapp? Tem um truque pra ler mesmo assim Alzheimer: 7 hábitos que podem ajudar a proteger a saúde do cérebro Emenda de deputado paga sua ex-empresa, da qual tem dinheiro a receber Do Enem ao 1º lugar em Medicina na USP: aprovado dá dicas Antonelli quebra, Russell lidera e Bortoleto é décimo no 1º treino em Baku