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Ponte Preta empata com Fortaleza em Indaiatuba Um documento com 50 assinaturas foi protocolado no Comitê de Ética da CBF pedindo o afastamento de integrantes da diretoria executiva da Ponte Preta e também a intervenção no clube em meio à grave crise financeira. Ex-treinador Nelsinho Baptista falou sobre crise da Ponte Preta O movimento partiu dos grupos de oposição Mãos Pontepretanas e Ponte Pode Mais e ganhou o apoio de ídolos históricos da Macaca. Entre os nomes que assinam a denúncia estão Dicá, maior artilheiro alvinegro, e os ex-zagueiros Oscar Bernardi, Juninho Fonseca e André Cruz, que defenderam a seleção brasileira em Copas do Mundo. Nelsinho Baptista, Adrianinho, Marcelo Borges, Osvaldo, Renato Cajá e Diogo Silva também estão entre os apoiadores citados. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Segundo o documento, de 58 páginas e protocolado no último sábado, 24 de outubro, a denúncia reúne elementos que, na avaliação dos responsáveis pela iniciativa, justificam a análise do caso pelo Comitê de Ética da CBF. O grupo solicita providências para preservar a instituição, proteger os profissionais e criar condições para a recuperação da Ponte. - Denúncia por indícios de gestão irregular, violações a deveres de governança, transparência e integridade esportiva na Associação Atlética Ponte Preta, com pedido urgente de suspensão provisória de membros da diretoria executiva e dos integrantes da mesa diretoria do Conselho Deliberativo do clube e intervenção por administração independente - cita o início do documento. 1 de 2
Dicá, ídolo da Ponte Preta — Foto: Fabio Leoni Dicá, ídolo da Ponte Preta — Foto: Fabio Leoni O que a oposição argumenta? Entre os pontos destacados pela oposição em relação à gestão do presidente Luiz Torrano e do vice Marco Antônio Eberlin estão: Suspeita de gestão temerária : os apoiadores atribuem aos atuais dirigentes supostas irregularidades e infrações éticas e pedem que os fatos sejam apurados pelo Comitê de Ética da CBF. Crise financeira : a iniciativa ocorre em meio às dificuldades econômicas enfrentadas pela Ponte, que incluem atrasos salariais e a necessidade de encontrar recursos para manter as atividades do clube. Necessidade de apuração e responsabilização : os autores da denúncia pedem que a entidade analise os fatos apresentados e adote as providências que considerar cabíveis diante das supostas irregularidades. Falta de um plano de recuperação : os movimentos defendem a elaboração de um planejamento estratégico para reorganizar a instituição e criar condições para sua recuperação administrativa, financeira e esportiva. Mudança na condução do clube : além do pedido de intervenção, os grupos defendem a renúncia de toda a atual diretoria e a criação de condições para uma transição administrativa. O movimento também destaca o histórico da Ponte no futebol brasileiro, com referências à participação na inclusão racial no esporte e à construção do estádio Moisés Lucarelli com envolvimento da própria torcida. Para os apoiadores, esse legado precisa ser preservado. O advogado André Megale, ex-diretor da CBF e responsável técnico pela denúncia, defendeu a apuração dos fatos pelo Comitê de Ética da entidade. Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história - É um documento robusto, que reúne elementos que, em nossa avaliação técnica, apontam para uma administração temerária e fundamentam o pedido de intervenção apresentado ao Comitê de Ética da CBF - afirmou. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Os alvos dos pedidos de afastamento são o presidente Luiz Torrano, o primeiro-vice Marco Antonio Eberlin, também diretor de futebol, Jeronimo Tognolo, segundo vice-presidente, José Armando Abdalla Júnior, presidente do Conselho Deliberativo e Nilton Levantesi, vice-presidente do Conselho Deliberativo da Ponte. Torrano critica oposição Em entrevista à Rádio Brasil de Campinas, o presidente da Ponte Preta, Luiz Torrano, comentou a movimentação de grupos que pedem seu afastamento e o do vice-presidente Marco Eberlin. O dirigente criticou os oposicionistas e afirmou que a mobilização política prejudica as conversas com possíveis investidores. 2 de 2
Luiz Torrano, presidente da Ponte, ao lado do vice Eberlin — Foto: Marcos Ribolli Luiz Torrano, presidente da Ponte, ao lado do vice Eberlin — Foto: Marcos Ribolli - Tem um grupo de conselheiros que está pedindo o meu afastamento, que está pedindo o afastamento do vice. Tudo isso atrapalha - afirmou. O presidente pontepretano também afirmou que a crise financeira é resultado de dívidas acumuladas em gestões anteriores e disse que parte dos recursos disponíveis tem sido destinada ao pagamento desses débitos. Ele reconheceu, porém, a responsabilidade pelos dois rebaixamentos sofridos pelo clube na temporada. - Gostaria aqui de pedir desculpas a toda a nação pontepretana, a essa gloriosa torcida pelos dois descensos. Assumo a culpa, fiz algumas indicações de diretoria incorretas. Ponte Preta utiliza 66 jogadores em 2026 e bate recorde histórico Torrano também afirmou que a diretoria trabalha para buscar patrocínios e novos investimentos. De acordo com o presidente, seriam necessários cerca de R$ 3 milhões para quitar os atrasados e manter uma margem para outras despesas. A denúncia protocolada no Comitê de Ética da CBF ocorre em meio à crise política e financeira da Ponte, que amargou rebaixamentos no Paulistão e também na Série B do Brasileiro, acumulando recordes negativos em campo e também uma situação dramática fora das quatro linhas. Segundo uma auditoria feita durante as conversas com um grupo de investidores para a criação da SAF (rejeitada pelos associados), a dívida total do clube gira em torno de R$ 320 milhões (sem considerar o débito relacionado ao IPTU, estimado em cerca de R$ 20 milhões), com um déficit mensal nas casas dos R$ 2,8 milhões. Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história O último balanço do clube, relacionado a 2025, último ano da gestão de Marco Antonio Eberlin como presidente (hoje ele é vice de Luiz Alves Torrano e diretor de futebol), apresentou um déficit de R$ 33.575,770 no período. A falta de recursos tem causado atrasos salariais recorrentes desde 2025 entre jogadores, profissionais do departamento de futebol e também funcionários no geral. Quando anunciaram a paralisação das atividades, em agosto (o protesto durou uma semana), os jogadores afirmaram que alguns estavam há cerca de seis meses sem receber. O ge apurou que, em casos específicos de atletas e profissionais do departamento de futebol, os atrasos já ultrapassaram um ano. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas 50 vídeos