🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Ponte Preta

Principal

Motivo: Cobertura equilibrada: apresenta denúncia da oposição, números da crise e resposta da diretoria; tom informativo sem julgamento direto do time.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citada apenas em linha de contexto sobre empate em Indaiatuba, sem qualquer tom avaliativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

fortaleza cbf ponte preta moises lucarelli marco antonio eberlin luiz torrano nelsinho baptista comite de etica da cbf andre megale dica maos pontepretanas ponte pode mais oscar bernardi juninho fonseca andre cruz

Conteúdo Original

Ponte Preta empata com Fortaleza em Indaiatuba Um documento com 50 assinaturas foi protocolado no Comitê de Ética da CBF pedindo o afastamento de integrantes da diretoria executiva da Ponte Preta e também a intervenção no clube em meio à grave crise financeira. Ex-treinador Nelsinho Baptista falou sobre crise da Ponte Preta O movimento partiu dos grupos de oposição Mãos Pontepretanas e Ponte Pode Mais e ganhou o apoio de ídolos históricos da Macaca. Entre os nomes que assinam a denúncia estão Dicá, maior artilheiro alvinegro, e os ex-zagueiros Oscar Bernardi, Juninho Fonseca e André Cruz, que defenderam a seleção brasileira em Copas do Mundo. Nelsinho Baptista, Adrianinho, Marcelo Borges, Osvaldo, Renato Cajá e Diogo Silva também estão entre os apoiadores citados. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Segundo o documento, de 58 páginas e protocolado no último sábado, 24 de outubro, a denúncia reúne elementos que, na avaliação dos responsáveis pela iniciativa, justificam a análise do caso pelo Comitê de Ética da CBF. O grupo solicita providências para preservar a instituição, proteger os profissionais e criar condições para a recuperação da Ponte. - Denúncia por indícios de gestão irregular, violações a deveres de governança, transparência e integridade esportiva na Associação Atlética Ponte Preta, com pedido urgente de suspensão provisória de membros da diretoria executiva e dos integrantes da mesa diretoria do Conselho Deliberativo do clube e intervenção por administração independente - cita o início do documento. 1 de 2 Dicá, ídolo da Ponte Preta — Foto: Fabio Leoni Dicá, ídolo da Ponte Preta — Foto: Fabio Leoni O que a oposição argumenta? Entre os pontos destacados pela oposição em relação à gestão do presidente Luiz Torrano e do vice Marco Antônio Eberlin estão: Suspeita de gestão temerária : os apoiadores atribuem aos atuais dirigentes supostas irregularidades e infrações éticas e pedem que os fatos sejam apurados pelo Comitê de Ética da CBF. Crise financeira : a iniciativa ocorre em meio às dificuldades econômicas enfrentadas pela Ponte, que incluem atrasos salariais e a necessidade de encontrar recursos para manter as atividades do clube. Necessidade de apuração e responsabilização : os autores da denúncia pedem que a entidade analise os fatos apresentados e adote as providências que considerar cabíveis diante das supostas irregularidades. Falta de um plano de recuperação : os movimentos defendem a elaboração de um planejamento estratégico para reorganizar a instituição e criar condições para sua recuperação administrativa, financeira e esportiva. Mudança na condução do clube : além do pedido de intervenção, os grupos defendem a renúncia de toda a atual diretoria e a criação de condições para uma transição administrativa. O movimento também destaca o histórico da Ponte no futebol brasileiro, com referências à participação na inclusão racial no esporte e à construção do estádio Moisés Lucarelli com envolvimento da própria torcida. Para os apoiadores, esse legado precisa ser preservado. O advogado André Megale, ex-diretor da CBF e responsável técnico pela denúncia, defendeu a apuração dos fatos pelo Comitê de Ética da entidade. Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história - É um documento robusto, que reúne elementos que, em nossa avaliação técnica, apontam para uma administração temerária e fundamentam o pedido de intervenção apresentado ao Comitê de Ética da CBF - afirmou. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Os alvos dos pedidos de afastamento são o presidente Luiz Torrano, o primeiro-vice Marco Antonio Eberlin, também diretor de futebol, Jeronimo Tognolo, segundo vice-presidente, José Armando Abdalla Júnior, presidente do Conselho Deliberativo e Nilton Levantesi, vice-presidente do Conselho Deliberativo da Ponte. Torrano critica oposição Em entrevista à Rádio Brasil de Campinas, o presidente da Ponte Preta, Luiz Torrano, comentou a movimentação de grupos que pedem seu afastamento e o do vice-presidente Marco Eberlin. O dirigente criticou os oposicionistas e afirmou que a mobilização política prejudica as conversas com possíveis investidores. 2 de 2 Luiz Torrano, presidente da Ponte, ao lado do vice Eberlin — Foto: Marcos Ribolli Luiz Torrano, presidente da Ponte, ao lado do vice Eberlin — Foto: Marcos Ribolli - Tem um grupo de conselheiros que está pedindo o meu afastamento, que está pedindo o afastamento do vice. Tudo isso atrapalha - afirmou. O presidente pontepretano também afirmou que a crise financeira é resultado de dívidas acumuladas em gestões anteriores e disse que parte dos recursos disponíveis tem sido destinada ao pagamento desses débitos. Ele reconheceu, porém, a responsabilidade pelos dois rebaixamentos sofridos pelo clube na temporada. - Gostaria aqui de pedir desculpas a toda a nação pontepretana, a essa gloriosa torcida pelos dois descensos. Assumo a culpa, fiz algumas indicações de diretoria incorretas. Ponte Preta utiliza 66 jogadores em 2026 e bate recorde histórico Torrano também afirmou que a diretoria trabalha para buscar patrocínios e novos investimentos. De acordo com o presidente, seriam necessários cerca de R$ 3 milhões para quitar os atrasados e manter uma margem para outras despesas. A denúncia protocolada no Comitê de Ética da CBF ocorre em meio à crise política e financeira da Ponte, que amargou rebaixamentos no Paulistão e também na Série B do Brasileiro, acumulando recordes negativos em campo e também uma situação dramática fora das quatro linhas. Segundo uma auditoria feita durante as conversas com um grupo de investidores para a criação da SAF (rejeitada pelos associados), a dívida total do clube gira em torno de R$ 320 milhões (sem considerar o débito relacionado ao IPTU, estimado em cerca de R$ 20 milhões), com um déficit mensal nas casas dos R$ 2,8 milhões. Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história O último balanço do clube, relacionado a 2025, último ano da gestão de Marco Antonio Eberlin como presidente (hoje ele é vice de Luiz Alves Torrano e diretor de futebol), apresentou um déficit de R$ 33.575,770 no período. A falta de recursos tem causado atrasos salariais recorrentes desde 2025 entre jogadores, profissionais do departamento de futebol e também funcionários no geral. Quando anunciaram a paralisação das atividades, em agosto (o protesto durou uma semana), os jogadores afirmaram que alguns estavam há cerca de seis meses sem receber. O ge apurou que, em casos específicos de atletas e profissionais do departamento de futebol, os atrasos já ultrapassaram um ano. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas 50 vídeos